Leo Vines
 
 
Estatísticas Oficiais da STR Publicado: 27/12/2000
Atualizado: 02/02/2001
   
                     
   Clique no banner do anunciante acima e ajude a Sociedade da Terra Redonda a crescer!
Áreas da STR
 Principal
 S.T.R.
 Atheos
 Scientia
 Libertas
 Fórum
 Revista
 Ceticismo Aberto
 Os Perigosos
 Eventos
 Notícias
 Revolucione
 Frases
 Membros
 Sobre Nós
 Eleve Sua Voz
 Debate
 Compras
 Humor
 Bad Religion
 Junte-se a Nós
 Chat
 Fale Conosco
 Links
 Respostas
Novidade: Revista

Adquira a sua! É grátis!
Envolva-se com a STR!
Recomende este texto para um amigo!


Pesquise em Outros Sites
Dicionário do Cético

Dicionário do Cético
Quackwatch

Quackwatch
Parceria na Internet
PARTICIPAÇÃO DA STR NO PROGRAMA LIVRE "FIM DO MUNDO"
Milhares de pessoas visitam a STR diariamente. Seu banner pode ser este aqui! Patrocine todos os textos da Área S.T.R.!
Apenas R$ 10,00 por mês.

Transcrito


Milênio chegando, a era moderna já está aqui
Ela santifica o futuro, mas nos enche de medo
Muitas teorias, muitas profecias
O que precisamos é de uma mudança de idéias
Quando estamos assustados podemos nos esconder em nossos desvaneios
Mas o que precisamos é de uma mudança de idéias

Change of Ideas, Bad Religion

No dia 27/12/2000, o Programa Livre (plivre@sbt.com.br) do SBT teve como tema "Fim do Mundo". Representando a S.T.R. e o pensamento cético e racional, esteve Leo Vines, presidente de nossa organização. Estiveram também o escritor Armando Parisi, o coordenador da revista Sexto Sentido, Alex Alprim, e o parapsicólogo Victor Artinengo. O texto seguinte corresponde à transcrição mais fiel que conseguimos fazer do que foi dito neste programa. A apresentadora Babi permitiu que pessoas da platéia fizessem perguntas aos convidados, que foram transcritas também.

Infelizmente muito do que foi dito por Leo Vines na gravação não foi exibido pelo SBT. No final da transcrição estará um resumo das partes cortadas e os comentários posteriores ao que foi dito no programa.

Primeiro Bloco

BabiBabi: Olá! Tudo bem? Que bom que a gente tá... Ah, a galera... Bom, que bom que a gente tá juntinho aqui porque... Atenção você que está em casa, antes que você pegue no sono a gente gostaria de informar que o mundo vai acabar. Pois é, o ano 2000 tá terminando, dessa vez realmente vamos entrar no século XXI, novo milênio, e é nesse cenário que ressurgem profetas do apocalipse, profecias de fim de mundo. No programa de hoje vamos saber mais sobre esse assunto que sempre fascinou o ser humano através dos tempos: o fim do mundo. O que que é o apocalipse, o que que é o juízo final? E as profecias? Nostradamus era realmente um profeta, ou era um charlatão? Pra nos ajudar a entender tudo isso, respondendo essas e outras perguntas, vamos receber o coordenador da revista Sexto Sentido, Alex Alprim, e o escritor Armando Parisi. [Aplausos, convidados entram e abraçam a Babi]

Olá! Boa noite! Tudo bem? Fique à vontade. Oi Alex, oi Armando, tudo bom? Muito bem vindo... Que bom, né? Vamos dar uma... Vamos esclarecer, essa história de fim de mundo aí, porque tá chegando a hora de... né? Virar o milênio e eu queria saber... [pergunta para Alex] E aí, o mundo vai acabar?

Alex: Não.

Babi: Oh! Que bom, né? [Risos] Porque se fosse acabar pelo menos a gente ia tá aqui juntinho, no Programa Livre. [Pergunta para Armando] E aí? Você concorda que o mundo não vai acabar? Que que vai rolar?

Armando: Eu concordo. Bom, er... Em 1999 houve muito sobre Nostradamus, não é? Ele acertou o que ele disse que ia acontecer, né? Er... Todo mundo pensava que era o fim do mundo, er... Quando aconteceu o massacre dos muçulmanos na ex-Iugoslávia, na região de Kosovo, o Bill Clinton usou a OTAN pra sublevar o poder de Slobodan Milosevic e pra salvar os muçulmanos, só que isso, er... Ele não usou a ONU e ridicularizou de certo modo a Rússia, e houve até, er... Discussão entre os políticos russos e Boris Yeltsin foi obrigado à mandar uma frotilha pro Mar Adriático e a partir disso houve realmente uma tensão, as pessoas podiam falar se as nações se deteriorar poderia ser o fim do mundo, e ainda com o maior profeta de todos os tempos tendo escrito...

Babi: Falando que, é...

Armando: ...1999. Mas o que ocorreu é que a lucidez de Boris Yeltsin diz que ele foi até a velhice. "Eu não vou jogar a Rússia em uma terceira guerra mundial devido a região de Kosovo." E o poder dos Estados Unidos deu certo, fez com que a região se pacificasse e não ocorreu o fim do mundo...

Babi: Quer dizer, não aconteceu o que...

Armando: Mas Nostradamus previu...

Babi: ...muita gente interpretou que ia acontecer.

Armando: Exatamente, mas o que Nostradamus previu aconteceu.

Babi: [Pergunta para Alex] E vem cá, qual que é a sua religião?

Alex: Er... Eu acredito no criador, acredito em Deus. Acredito que ele é um cara muito legal, e que ele não ia demorar sete dias pra fazer o mundo pra acabar de repente. Colocar a gente aqui dessa maneira e falar assim: "Olha gente, o negócio é o seguinte, a festa acabou, vamô todo mundo pra casa."

Babi: Pois é, por que que aconteceria isso, né? De a gente vir ao mundo, de Deus criar o mundo e depois a gente destruir?

Alex: Eu não acredito nisso. É uma... O que eu acredito na verdade é que o fim do mundo, o apocalipse... A palavra apocalipse significa revelação...

Babi: Ah, e o que que...

Alex: Em grego ela significa revelação.

Babi: Ah! Apocaliptem... Não é apocaliptem? Agora, o que que significa, o que que é o... Porque a gente fala "vem aí o apocalipse!", aquela coisa toda, só tem medo do que é, não sei o que é...

Alex: O apocalipse na verdade significa uma coisa bem simples: a pessoa ser um ser humano melhor.

Babi: Ah, isso é o apocalipse?

Alex: Por que? Quando você, er... Passa por um processo de crise, seja ele qual for, não interessa qual, e você se torna uma pessoa melhor, você teve que destruir seus medos...

Babi: Claro...

Alex: Suas culpas. Isso é descrito no evangelho de São João claramente, quando ele... Ali é citado é citado de forma metafórica, poética, a destruição...

Babi: Ele que escreveu o último livro, né?

Alex: O último livro... A destruição da ira, do orgulho, da soberba. Esse é o verdadeiro fim de mundo, é o fim do mundo negro, ruim, interior, não exterior...

Babi: Pegou tudo isso pra poder renascer...

Alex: Renascer um homem...

Babi: ...mas isso não significa morte da pessoa...

Alex: Exatamente, renascer um homem, er... Da era dourada, um homem sábio.

Babi: [Pergunta para Armando] Você concorda com essa definição de apocalipse?

Armando: Sim, sim eu concordo com o que ele diz. Só que no... Como eu estudei a obra de Nostradamus, porque, er... Eu dizia à meus amigos que ia acontecer o que aconteceu em 99, não é, er...

Babi: Pois é, explica pra gente assim, dá um parâmetro, uma coisa resumida, de quem foi Nostradamus.

Armando: Bom, Nostradamus foi um profeta que nasceu no século XVI, viveu no século XVI, e ele já quando era moço ele já teve as visões sobre o futuro, né? E eu acredito que por ser uma coisa que é realmente fantástica ele tenha talvez querido viver uma vida... Uma vida de recolhimento, uma vida normal, né...

Babi: Porque ele tinha visões numa bacia d`água, né? Ele via na água, era isso?

Armando: É isso é um...

Babi: Ele começou ou as pessoas falavam isso ou algo assim?

Armando: Eu acredito, pelo que eu estudei, eu acredito que ele tinha, ele entrava em transe, e podia ver as épocas futuras, porque ele mesmo escreveu "a despeito que eu escrevi no tripé de madeira e da bacia d`água, eu..." Entre... Er... Diz que aconteceu uma coisa extraordinária com ele e ele prosseguia vendo o mundo futuro.

Babi: E ele virou conselheiro de reis, né?

Armando ParisiArmando: Sim, a partir do momento em que ele perdeu a família atráves da peste do século XVI e se conscientizou que esse poder era muito importante e que não deveria ser deixado em vão, e a partir daí ele foi conselheiro de reis, ele acertou a morte do rei da França num torneio que se tornou famoso, fez as profecias, e praticamente todos os acontecimentos incríveis que ocorrem no nosso século e também que ocorreu do século desde que ele fez as profecias, realmente acontece.

Babi: Agora, por que que a forma de... Que ele escrevia as profecias eram sempre em parábolas? Por que que ele não escrevia direto: "Ó, Fulano vai ocasionar uma guerra na região tal, e tal..." Por que que não?

Armando: É, ele disse que poderia escrever, só que ele vivia no tempo da inquisição, e a inquisição ela praticamente perseguia pessoas das mais variadas formas só por causa de uma, que a pessoa pudesse fazer alguma coisa estranha, que não fosse usual...

Babi: E que poderia considerá-lo um bruxo, poderiam queimá-lo...

Armando: É, exatamente... Então... Ele falou até que ele gostaria muito de ter escrito de maneira precisa, mas ele realmente...

Babi: E que dá uma...

Armando: Sim, ele falou que se ele tivesse escrito de uma forma, assim, convencional, uma forma assim de dar datas, nomes...

Babi: Mais direta...

Armando: Explícita, ele realmente não teria chegado até século XX, e ele queria que chegasse até o século XX.

Alex: Mas a linguagem de Nostradamus dá... Deu muita chance pra você ter hoje... Você chega num sebo, por exemplo, tem uma sessão só de apocalipse. Gente falando que o mundo, tinha certeza que o mundo ia acabar de 1980 à 1990.

Babi: Hmmm...

Alex AlprimAlex: 99, 2000. Agora 2000 taí. O mundo dá pra acabar em mais ou menos, mais algum tempo dá pra acabar. Uns 30 dias, quanto tempo? Mas o mundo não vai acabar. A questão que a gente tem que levantar na verdade é que as guerras, as destruições, a fome, o medo, existiram na história da humanidade desde que o homem é homem, e vão continuar existindo. Porque o que interessa não é você... As pessoas querem muito transferir a responsabilidade de crescer pra fora. Então é do líder político, do líder religioso, não é lá, é aqui. [Aponta para si mesmo].

Babi: É, o crescimento tem que ser interno...

Alex: E as pessoas tem medo de assumir isso e falar "Olha, eu sou um cara que não sou muito bom naquilo que eu faço, mas eu vou melhorar, eu vou me tornar uma pessoa melhor."

Babi: [Aponta para a platéia] Oi, boa noite.

Ana Carolina: Boa noite, eu sou Ana Carolina. E eu queria saber... Eu li uma vez que Joana D'Arc tinha as visões que ela tinha eram provocadas por alguma substâncias, eram na verdade alucinações. Eu queria saber se tinha possibilidade de as visões de Nostradamus também algumas serem alucinações também. [Aplausos]

Armando: Bom...

Babi: E aí?

Armando: No meu livro realmente fala sobre a Joana D'Arc, que ela recebia vozes do céu, que ela era uma camponesa sem preparo e que as vozes pediam pra que ela intercedesse à favor da França pra que a França pudesse ser vitoriosa na guerra dos cem anos que ela travava contra a Inglaterra. Eu até questiono o por quê vozes gostariam que a França fosse vitoriosa. O que eu acredito realmente, quando eu vejo qualquer tipo de fenômeno acontecendo eu analiso pelo que a pessoa diz e pelo que acontece. Eu acredito que realmente foram vozes que vieram de um mundo espiritual, de um mundo muito mais superior que o nosso interceder nesse sentido pra que ela pudesse realmente fazer com que a história pudesse ter um sentido, um sentido de bondade...

Babi: Você não acredita num transe, ou num estado alterado provocado por substâncias, por outras coisas artificiais?

Armando: Não... Não, acredito... Eu acredito realmente na palavra dela, realmente.

Babi: [Aponta para a platéia] Oi, boa noite.

Fernando: Oi, boa noite, meu nome é Fernando. Eu gostaria de saber, já que você falou que Nostradamus prevê o fim do mundo, o que iria acontecer com as pessoas, todas iriam morrer ou se algumas exatamente iam conseguir se salvar. [Aplausos]

Armando: Bom...

Babi: A galera tá preocupada.

Armando: Olha, não vai acontecer fim do mundo, não vai acontecer o fim da vida na Terra, não vai acontecer, assim, uma guerra que destrua todos nós. O que vai acontecer realmente daqui alguns anos é um fator de extrema importância que vai ser relatado pelas TVs do mundo inteiro que vai realmente mudar nossas vidas. Er...

Babi: A gente vai estar falando sobre essas possibilidades aí no próximo bloco. O fim do mundo, será que existe algum indício de que o mundo tá pra acabar mesmo? Aqui tá, né... Armando tá falando que não tem essa não... Mas olha, a guerra da Bósnia, conflito no Oriente Médio, seriam esses sinais de que algo tá para acontecer? Respostas no próximo bloco com os profetas do apocalipse. [Beijo] Continue com a gente.

Segundo Bloco

Babi: A gente tá falando do fim do mundo. Você acredita? Pois é... Será que o mundo vai acabar, gente? Como? Com uma guerra, com um cometa que vai se chocar com a Terra, uma invasão de seres de outro planeta? Ainda tem isso aí... O que que as profecias, né? Que que dizem as profecias de Nostradamus? E se tudo isso não passar de papo furado, hein? Também tem galera que não acredita não. Bom, vamos receber os nossos próximos convidados, com vocês o psiquiatra e parapsicologo Victor Arfinengo, e o criador do site Sociedade Terra Redonda, Leo Vines. [Aplausos, convidados entram e abraçam a Babi] Olá, boa noite, tudo bem? Fica à vontade. Oi, olá, tudo bom? Meninos, vamos conversar aqui... [Pergunta para Victor] Victor, qual que é a sua opinião sobre o apocalipse?

Victor: Bom, a interpretação... Eu vou dar uma interpretação primeiro psiquiátrica, depois parapsicológica. A psiquiatria vê a vida da gente, de cada ser humano, com um ciclo vital, existencial. Nós temos a fase da infância, adolescência, fase adulta, e fase da velhice e depois vem a morte. Então o apocalipse é exatamente a morte. A morte significa o apocalipse.Victor ArtinengoExiste a explicação parapsicológica que é a seguinte, apocalipse vem de uma anunciação de Deus, entre aspas, por São João, só que São João era um cristão para os gentios influenciado pelos macabeus do século II antes de Cristo e pelos judeus e cristãos do século I e II, e que vai pra Grécia, e tem aí uma concepção estranha, e ele entra numa espécie de mistura cultural na mente dele, e ele começa a interpretar com parábolas e metáforas absurdas, né, do fim dos tempos, que os judeus tiveram. Fim dos tempos na época dos macabeus, você sabe que macabe em francês significa cadáveres, porque os judeus foram massacrados no século II, e também o século I e II, principalmente no século I, ano 68 a 70, os romanos dizimaram os judeus e cristãos, então essa visão de apocalipse ficou marcado nesses cristãos dos gentios, principalmente João e Paulo, e Paulo era bem transtornado.

Babi: Eita...

Alex: Existe um ponto também a citar historicamente que a partir do exílio... No exílio da Babilônia os judeus entram em contato com uma coisa que até então eles não tinham consciência, que é a coisa do zoroastrismo, que havia uma luta entre o bem e o mal, porque até então a religião judaica, como todas as outras religiões, era "a gente segue a lei pra que tudo continue como está", não tem um final pra tudo, que depois os cristãos vão absorver essa visão também.

Babi: Entendi. Queria saber...

Victor: E os judeus, os cristãos e os islâmicos, depois têm a visão da esperança que é da ressurreição, que é aí a ressurreição numa supradimensão.

Babi: Então até o que acaba e o que renasce, o que nasce, é tudo interpretação... Tudo vai depender...

Alex: É, tudo é interpretação...

Babi: [Pergunta para Leo] Queria saber, falando em interpretação, você acredita nas previsões do Nostradamus?

Leo: Olha, o que o nosso colega falou sobre o Nostradamus, eu vejo de uma forma que não é como ele diz.

Babi: Como é que você vê?

Leo: É o seguinte, o Nostradamus, ele foi um francês que morreu em 1566. Ele fazia previsões debruçado numa bacia olhando reflexos depois de cheirar algumas ervas.Leo VinesEu acho que tem muita gente que vê jacaré colorido se fizer isso, previsão também é fácil de se fazer. Então eu acho que nós não podemos levar muito a sério uma pessoa que usa esse tipo de método tão primitivo pra fazer previsões. Por exemplo, ele morreu em 1566; eEm 1572, na Inglaterra, ocorreu um eclipse. Isso foi motivo para um alarde, todo mundo pensou que o mundo ia acabar, porque naquela época, a época de Nostradamus, o pessoal não sabia nem o que é um eclipse. Um eclipse é uma sombra, uma sombra não acaba com o mundo. Hoje nós sabemos disso, naquela época quando não existia ainda um conhecimento científico razoável, um simples eclipse, uma simples sombra, era motivo pra todo mundo se descabelar.

Babi: Vem cá, por que que o site se chama Terra Redonda?

Leo: O site se chama Sociedade da Terra Redonda.

Babi: É, por que?

Leo: É uma paródia, porque na época também de Nostradamus, naquela época antiga, o pessoal tinha a idéia de que a Terra era achatada...

Babi: É verdade...

Leo: Eles pensavam que a Terra era achatada...

Babi: É verdade, ai de quem dissesse que não é redonda...

Leo: ...e quem dissesse que ela era redonda corria o risco de ser pego pelos sacerdotes da época e ir pra fogueira.

Babi: Fazer o seguinte, eu vou pra platéia e depois a gente volta aí. [Aponta para a platéia] Oi, boa noite.

Rogério: Boa noite, meu nome é Rogério. Eu gostaria de saber se o Nostradamus era paranormal.

Victor: É, ele era um dotado de percepção extra-sensorial, que se chama dotado psicogamo, dotado paranormal e não profeta. Profeta é outro um fenômeno raríssimo, que seria aquela pessoa ligada intimamente ao Todo-Poderoso que calcularia algo pro futuro...

Alex: Então o...

Victor: Não, pera aí, deixa eu terminar o meu raciocínio. Então profeta sairia desse prazo existencial de duzentos anos de percepção extra-sensorial. Entende, o Nostradamus não saiu desse prazo, ele foi até cento e trinta anos, certo, século XV e XVI...

Babi: Quer dizer que as previsões paranormais nesse sentido...

Armando: Eu discordo...

Victor: Paranormais, sigânicas ou extra-sensoriais, depois ele errou tudo...

Babi: Na época não tinha essa denominação, né? Na época não havia a consciência desse estudo...

Victor: Não... A ciência da parapsicologia foi em 1882, as perto de Londres, então naquela época que existia o iniciozinho do Iluminismo e os árabes que tinham conhecimento sobre isso, só. A idade média era a época das bruxas.

Babi: Eu vou fazer o seguinte, vou pra pergunta da menina e volto. [Aponta pra platéia] Oi?

Mariana: Boa noite, meu nome é Mariana...

Babi: Oi Mariana...

Mariana: Assim, muitas pessoas tem medo da morte, então gostaria de saber se vocês possuem esse medo e se vocês acreditam na vida após a morte. [Aplausos]

Babi: Opa, boa pergunta. E aí?

Alex: Não, não tenho nenhum medo da morte, e sim, acredito em reencarnação puramente, se a pessoa disser "vou te matar", falo "não tem problema, volto daqui há pouco."

Victor: Eu já discordo radicalmente dele...

Babi: [Pergunta para Leo] E aí?

Leo: Olha, meu pensamento quanto à isso... Eu acho que é diferente da maioria, mas quem entende talvez me dê razão. Eu não acredito em vida após a morte, eu acredito em morte antes da morte.

Babi: Como?

Leo: A nossa vida, ela é um evento raro, muito raro. É muito mais fácil você estar morto do que vivo, e quando você está vivo, você tem que aproveitar ao máximo essa sua vida, porque você não vai ter uma segunda chance, você não vai virar anjinho...

Babi: Pelo menos com essa consciência não...

Leo: Não vai virar nada, você tem que aproveitar ao máximo, isso torna a vida muito mais bela. Porque você tem um incentivo pra viver, você não vai ter segunda chance. Você tem que viver agora porque não vai ter um "depois." Então aproveite ao máximo e não acredite em apocalipse ou nada disso e se mate por causa disso.

Victor: Eu sou psiquiatra, eu tenho angústia frente à morte, medo não, mas o ser humano ou ele tem angústia frente à morte ou ele tem medo frente à morte, senão não é normal...

Alex: Isso é louco...

Babi: Tem medo de dor, tem medo de morte...

Victor: E... A questão da angústia existencial... Só que, o ser humano tem uma existência só, um ciclo só, o ser humano é uma totalidade só e só existe três possibilidades, ou nós vamos pro nada, ou nós vamos na teoria dele da reencarnação, que é um absurdo, é uma ilusão, pra mim é totalmente fora da realidade, ou nós vamos pra um princípio de totalidade. Se Deus nos colocou no totalidade...

Babi: Essas são as três teorias do apocalipse, né?

Victor: Não, são três teorias sobre a sobrevivência do ser. A teoria do Sartre, que é do nada, a teoria reencarnacionista, que vem do hinduísmo, budismo, do Allan Kardec, que seria da reencarnação, ela é uma teoria absurda, não tem nexo, você seria um outro ser numa outra existência, seria sem sentido, você se anularia...

Alex: Muito pelo contrário, muito pelo contrário, você seria a consciência...

Victor: Deus criaria um ser totalmente absurdo... Você seria um outro ser totalmente... Não, seria uma outra estrutura totalmente diferente...

Alex: Nananananão, o senhor tá equivocado...

Victor: Quer dizer, ele seria por exemplo no futuro a espos... Uma mulher chamada rainha Victoria V...

Alex: Não, isso é coisa de gente que tem problema de Édipo, as pessoas, er...

Victor: Isso não tem nexo, isso não tem nexo, isso é sem nexo, sem base, entende, porque é uma estrutura só que nós temos. Nós temos uma estrutura e ressuscitamos com uma estrutura só.

Babi: Eu fiz um curso...

Alex: Mas a teoria reencarnacionista, a falha que as pessoas não acreditam... Na verdade a igreja católica primitiva era reencarnacionista...

Victor: De forma nenhuma...

Alex: O judaísmo primitivo era reencarnacionista...

Victor: De forma nenhuma, o cristianismo primitivo atacava a reencarnação o tempo todo...

Alex: Eles absorvem isso durante o...

Victor: O cristianismo primitivo atacava a reencarnação, isso é absurdo...

Babi: Peraí, peraí que o mundo não vai acabar mas o programa vai, eu preciso saber de todo mundo...

Armando: Eu endosso... Eu endosso o que ele diz, ele tá equivocado em muitos pontos, eu que estudo Nostradamus há 15 anos, se eu não tivesse certeza do que eu estou falando não estaria aqui, e digo a vocês o seguinte, embora tudo isso que eu tenha a dizer, dito vai acontecer, não se trata de um fim do mundo, isso não dura muito, é uma... É uma... Quase... Er... Como eu posso dizer, a vida vai continuar, vocês... Isso vai afetar a vida de vocês, mas vocês vão saber como lidar com isso.

Babi: Agora, a vida vai continuar mas o que que é o juízo final? Porque eu queria saber desse tal desse julgamento...

Victor: Deixa eu dar um exemplo... Ayrton Senna. Ayrton Senna nasceu Ayrton Senna, desenvolveu Ayrton Senna, morreu Ayrton Senna e ressuscitou Ayrton Senna e vai ser pra eternidade Ayrton Senna. Babi nasceu Ayrt... Nasceu Babi...

Alex: Mas isso é uma questão de fé...

Victor: Desenvolveu Babi, vai morrer Babi e vai ressuscitar como uma totalidade. É você mesma na sua totalidade, é o si próprio. Esse si próprio, ter vários si próprios, é ilusão...

Alex: Não é ilusão se o senhor tomar como base que nós somos feitos de matéria e pra manter a matéria coesa é a consciência...

Victor: É contra toda as filosofias de Sócrates, de Aristóteles, Santo Agostinho, toda a filosofia clássica... Vai contra toda as filosofias...

Babi: Eu vou fazer o seguinte...

Alex: Vossa senhoria acredita?

Victor: Sim...

Babi: Eu vou deixar essa pergunta do juízo final pro próximo bloco, queria que vocês me dessem essa elucidada aí. Próximo bloco a gente vai falar mais profecias, apocalipse pra você. [Beijo] Continue com a gente! [Aplausos] Ê!

Terceiro Bloco

Babi: De volta aqui no Programa Livre, a gente tá falando do fim do mundo, apocalipse. E o tal do juízo final, o que é o juízo final gente?

Alex: Eu acredito que... Er... Isso na verdade é uma coisa das religiões que... Todo mundo que fala em juízo final acha no final que vai ser salvo, que eu vou ser salvo, que é o escolhido. Eu não acredito nessa coisa assim de "pra lá vão os pecadores e pra cá ficam os bons." Eu acredito que todo mundo é bom, entendeu? E que o bem é inerente à humanidade e que o mal na verdade é apenas quando você tem medo de ser você mesmo. Então essa coisa do apocalipse, do juízo final, é o medo de você se julgar, e medo do que os outros te julgam que você é. Se você não é bom o suficiente pra eles...

Babi: O medo maior é a idéia que você tem de você mesmo, é isso?

Alex: O medo maior... Exatamente, a pessoa tem medo de ser livre.

Babi: Porque essa coisa do julgamento, né, de que Deus vai vir à Terra...

Alex: E tem uma coisa...

Babi: ...e vai julgar as pessoas, os vivos, os mortos...

Alex: ...a bíblia, a bíblia...

Babi: ...a gente, quando a gente morre, não tem essa coisa, er... Vocês viram o Amor Além da Vida?

Alex: Vi.

Babi: Pois é, quem não viu, veja, ou pergunte pra alguém que viu que é muito lindo. Ali já seria um julgamento, porque se você é suicida você vai pro vale dos suicidas, se você foi bom, se você foi mal...

Alex: Essa é a visão também do espiritismo...

Babi: Pois é, mas ali já... Ou seja, quando você morre já seria o julgamento pra onde você vai...

Alex: Mas eu acredito...

Babi: ...e mesmo assim no juízo final você vai ser julgado de novo? É isso, não?

Alex: Mas e onde fica a piedade de Deus? Deus não tem a compaixão, não tem o amor divino? Onde fica nessa história? Será que ele é tão assim que ele te cria fala assim: "Agora eu vou te punir porque você não fez o que eu mandei você fazer"? E a compaixão, a piedade? Que é tão falada em toda bíblia e que nos ensina o que a gente tem que ter com outro, eu tenho que ter piedade [Aponta para Leo, Babi e Victor] com ele, com você, com ele. O criador não vai ter comigo?

Victor: Mas Deus seria impiedoso se tivessem várias encarnações, seria mais piedoso ele ter uma vida só e dar a recompensa pra essa vida só, entende? Quer dizer, a ressurreição é o princípio lógico e universal mais correto possível, e outra, tá à favor da ciência psicologia que nos vê como totalidade, da ciência psiquiatria que nos vê como totalidade e não como cisão...

Alex: Isso vai conforme a fé...

Victor: Pera um pouquinho, deixa eu terminar meu raciocínio...

Alex: Desculpe...

Victor: E não como cisão da personalidade como, por exemplo, a filosofia hinduísta não-original, a hinduísta rebelde e o espiritismo, que cinde alma e corpo e não vê que cada um de nós somos uma unidade com dimensões, uma unidade única, e Deus não pode, vamos dizer assim, queimar, destruir essa unidade, então ele tem... Existe a sobrevivência da dimensão espiritual então existe a sobrevivência do ser como um todo, como uma peça só...

Babi: Pois é, porque se fosse assim...

Victor: E aí que é o princípio da ressurreição que as grandes religiões, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, batem na tecla desde a antigüidade na época dos Semitas eles batem, desde Abraão se bate nessa tecla, e depois desde...

Babi: Porque dizem muito que Napoleão e Hitler foram dois dos três anticristos previstos por Nostradamus...

Armando: O terceiro ainda vai vir...

Babi: Que o terceiro ainda vai vir. Ele já existe ou ele ainda vai vir?

Armando: Eu diria que é possível que ele exista como jovem.

Babi: Como jovem. Pois é, como é que essas pessoas seriam julgadas...

Victor: Mas pera um pouquinho, vou colocar uma coisa... O G7 matou mais do que Stalin, Hitler e Napoleão juntos. G7 agora com o império Inglês, Norte-Americano, G7. Matou muito mais, acho que umas quinze vezes mais. Como é que vai ser o Bill Clinton, até o nosso presidente da república, julgado por Deus? Então...

Babi: O que que é então o anticristo?

Victor: Essa visão maniqueísta é que é o perigo, separar bons e maus. Isso veio com Paulo. O apóstolo Paulo era transtornado, tinha transe orgânico encefalopático, ele tinha...

Babi: Ô, ele tinha um negócio brabo...

Alex: Pra falar isso...

Victor: Tinha um negócio brabo. Eu sou psiquiatra, posso dizer, ele tinha transe... Em Damasco, ele caminhava pra Damasco, ele teve um transe orgânico, começou a ter visões do além, e isso daí é típico de quem tem distúrbio provavelmente no foco temporal, um tipo de epilepsia que dá repercussão mental, e ali ele se tornou maniqueísta, que é um tipo de sintoma de doença, e dividiu bem e mal, porque os cristãos...

Babi: [Pergunta para Alex] O que que é, me explica, você ia me explicar, o que que é o anticristo...

Alex: O anticristo na verdade...

Babi: Porque a gente, quando a gente quer xingar alguém a gente fala "sai daqui anticristo", mas o que que é na verdade?

Alex: O anticristo é a personificação, porque é assim... A pessoa ela é... Ninguém acha, por exemplo... Ninguém se acha chato, todo mundo quer se achar legal. Então você personifica todo aquilo, tudo que a humanidade teria de ruim, tudo o que as pessoas não gostam, a idéia falsa do pecado, a idéia falsa da vergonha, personifica isso numa pessoa, num ser. Como, segundo eu acredito, a mente ela influencia a realidade de uma certa maneira, se centenas, milhares, milhões de pessoas acreditam que aquele mal vai surgir na forma de uma pessoa, de um ser, ela pode induzir de alguma maneira a formação disso, de alguma razão...

Babi: É, se o homem acredita que tá ali pode... Ele projeta pra lá e pode acontecer realmente...

Alex: Quando você tem medo, por exemplo, de altura não interessa te dizer que você tá seguro naquele prédio, você não vai subir, você não vai pegar elevador.

Babi: Como, se você não souber que você tá numa altura muito grande, você não viu, você tá tranqüilo porque você não viu...

Alex: Você não tá nem aí... Só que você personifica isso numa pessoa, então você personifica isso em Napoleão, personifica isso em Hitler enquanto Hitler na verdade é apenas um líder político que surgiu num momento de crise tremenda da Alemanha que tava sob uma... A gente esquece que a gente tava saindo da depressão americana e o povo alemão tinha que carregar carrinhos de dinheiro pra comprar alguma coisa, então ele surge o que, como um messias com a... A Alemanha sempre foi essencialmente católica, esperava um grande pessoa que fosse salvá-la...

Babi: Depositou as suas esperanças...

Alex: Surge o Hitler, com o poder de comunicação que ele tinha, falando assim: "Vim salvar vocês. Vou tirar vocês dessa sua posição e vou transformar numa potência."

Babi: Precisavam que alguém falasse isso, na verdade, precisavam ouvir de alguém isso.

Alex: Foi uma catarse nacional.

Babi: [Pergunta para Leo] Queria saber de você, Leo, se você crê também que o anticristo ou vai vir ou já taí como jovem...

Leo VinesLeo: Olha, antes de perguntar se eu creio nisso, eu acho que é bom frisar que não é legal crer. Acreditar não é bom. O bom é concluir. Ou seja, você pensar antes, analisar antes, pra depois decidir se aquilo é real ou é falso. Porque se um bilhão de pessoas acreditam numa mentira, ela continua sendo mentira. Não é uma questão de votação, "Ah, quanto mais gente acreditar mais verdade fica, ou menos mentira fica", não, se é mentira vai continuar sendo mentira, se é verdade vai continuar sendo verdade...

Babi: Mas ouvindo muitas fofocas as pessoas começam a acreditar que é verdade...

TodosLeo: Vamos pra essa questão de anticristo, só pra concluir. Você chamar uma pessoa... Vamos supor que aqui nessa platéia só existam budistas. Se eu chamo alguém de anticristo, grande coisa. Agora, se nessa platéia só existem cristãos e eu chamo alguém de anticristo, eu vou estar te ofendendo. Depende do contexto. E isso infelizmente gera a guerra que a gente vê, por exemplo, agora no Oriente Médio. Pessoas se matando porque um acredita num amigo imaginário diferente do outro.

Babi: Ok.

Leo: Esse tipo de coisa é que deve ser evitada.

Babi: [Aponta pra platéia] Oi, boa noite.

Giovana: Boa noite, meu nome é Giovana, e eu tenho a seguinte pergunta pro Armando. Eu respeito totalmente a opinião dele, mas eu queria tá sabendo qual é a preocupação dele em tá causando pânico nas pessoas com esse tipo de previsão, que houveram tantas no ano passado e absolutamente nada que aconteceu, que também nada me admira. [Aplausos]

Babi: [Pergunta para Armando] E aí?

Armando: O que eu posso dizer à você é o seguinte, em 1999... Nostradamus colocou 1999, por si só isso já era a guerra de Kosovo, eu que sou estudioso sei, porque houve um desenvolvimento... Por pouco não aconteceu uma guerra nuclear, ou uma guerra mundial, uma coisa bem ruim. Agora, ele colocou 1999 7 meses. Esse 7 meses é um código, vai acontecer nos próximos anos, meu, meu, er... E vim até aqui, eu não quero alarmar ninguém, não quero ge... De maneira nenhuma, porque todos nós somos mortais, acredito que todos vocês gostem dos seus pais, gostem desse país. Meu objetivo aqui é dizer pra vocês o seguinte, se vai acontecer uma coisa ruim e se nós sabemos, vamos fazer o que pudermos pra que isso não ocorra, ou pra que isso possa ser minimizado ao máximo, vamos rezar, vamos se dar as mãos, vamos discutir sobre isso, de maneira como se discute sexo, como se discute qualquer coisa sem nenhum tipo de intransigência, sem nenhum tipo de coisa ruim, falar de uma coisa dessa e sair...

Babi: Eu acho que tem uma coisa que é assim gente, a interpretação é uma coisa muito perigosa. Tava sabendo que a gente ia falar sobre esse tema, a gente separou uma centúria de Nostradamus e olha só como é que a gente pode interpretar as coisas da forma certa, da forma errada, principalmente da nossa forma, à nossa conveniência, enfim, de acordo com crenças, de acordo com medos. Olha só essa centúria de Nostradamus que foi retirada aqui do livro "Nostradamus, Historiador e Profeta" do Jean Charles de Fount Prime, né, do escritor. Presta bem atenção, presta bem atenção você que tá aí em casa, ó:

"No sétimo mês de 1998, o país onde vários foram julgados pela lâmina, vencerá, em batalha campal, aqueles considerados deuses. O 4 não será 5; o velho será logrado; e a verdade estará aos pés do jovem."

Tá, essa é uma das centúrias do Nostradamus. Olha só a interpretação que a gente pode fazer, por exemplo. Em Julho de 98, "sétimo mês de 1998", a França, onde vários personagens foram mortos decapitados na guilhotina, né, a gente teve a revolução francesa, então a gente pode colocar que é "o país onde vários foram julgados pela lâmina", venceu o Brasil. Né, que tá escrito "vencerá, em batalha campal, aqueles considerados deuses". Que que a gente é? Deus no futebol, né? Isso aí ninguém tasca. O pentacampeonato do Brasil não foi conseguido, e aí a gente lembra daquela frase "o 4 não será 5", e o Zagallo que foi engolido pela farsa montada, "o velho foi logrado". Mas o que que será que Nostradamus quis dizer com "e a verdade estará aos pés do jovem"? Será que o patrocinador das chuteiras dos nossos jogadores tinha alguma coisa a ver com isso, principalmente com o nosso destaque, né, que era o Ronaldinho, né? "a verdade estará aos pés do jovem?" Então assim, a gente tem que ter muito cuidado com interpretação. A gente pegou um fato de 98, a copa, e pegou uma centúria e botou ele todinho lá. O que a gente espera é que você tenha curtido saber mais sobre um assunto que é tão fascinante, né, que é tão misterioso como o que a gente abordou hoje aqui. A lição que fica é a seguinte, enquanto o fim do mundo não chega, foi o que foi dito aqui, vambora, vamos aproveitar a vida...

Leo: Vamos viver a vida...

Alex: Vamos viver a vida...

Babi: Então valeu os nossos convidados. [Aplausos] Muito obrigada. [Beijo]

Resumo das Partes Cortadas

Agradeço os comentários e links enviados antes e após minha participação no Programa Livre. Percebo pelos comentários e e-mails que recebi, que muitos acharam que minha participação foi apática e amedrontada. De fato, essa foi a impressão que o programa passou. Lembro-me que meus comentários no final da gravação com Daniel Sottomaior, Editor da área S.T.R. (que acompanhou dos bastidores a gravação), foram que eu havia falado por bastante tempo e que havia até sido um pouco agressivo demais. Me espantei tanto quanto vocês ao ver que o resultado que foi ao ar era outro, pois a produção do programa simplesmente não exibiu 70% do que eu disse na gravação.

Quanto aos motivos para tal corte, posso apenas especular com meus botões. Ceticismo e ciência não dão ibope? Sementes de pensamento crítico podem minar as audiências dos crédulos que assistem programas sobre astrologia e afins, exibidos regularmente pela emissora? Apenas os produtores do SBT podem responder.

Lembro-me de algumas coisas que falei, porém não com precisão. Citei uma paródia de um sujeito que aposta com o outro um milhão que o mundo não vai acabar, e que se acabar ele pode ir lhe cobrar a dívida da aposta. A platéia foi receptiva com essa piadinha, me retribuindo com risos.

Usei uma metáfora para explicar a falácia de contar apenas os acertos e negligenciar os erros. Disse que se um sujeito tem uma arma com uma única bala, mira e acerta no alvo, ele é bom em acertar coisas. Mas se ele tem uma metralhadora, aperta o gatilho e balança aleatoriamente o braço, se acertar uma ou duas balas no alvo não é nada significativo, pois ele errou milhares de outras balas. As pessoas agem dessa forma com Nostradamus (e outros profetas), elas se esquecem dos erros e lembram-se apenas dos pseudo-acertos.

Quando falei que acreditava em morte antes da morte (isso foi ao ar), completei minha linha de raciocínio minutos depois (que não foram exibidos) ao explicar que as pessoas não devem acreditar em nenhum tipo de profecia apocalíptica, citando o caso do suicídio em massa no episódio do 'Heaven's Gate', quando várias pessoas foram induzidas a tomar veneno porque um líder religioso dizia que o mundo ia acabar. Ele avisava que apenas os que o seguissem iriam ser salvos em uma nave espacial que estava escondida atrás de um cometa. O mundo não acabou, mas as vidas dos seguidores sim. Foi a morte antes da morte.

Pretendia presentear a Babi com o último livro de Richard Dawkins, Desvendando o Arco-Íris, mas não tive tempo. (Quem viu o programa percebe que entrei empunhando um livro e no final do programa fiquei chamando pela Babi para entregá-lo, mas ela nem me deu ouvidos). Queria fazer isso para mostrar aos telespectadores que há boa literatura cética e científica voltada para o público leigo, já publicada no Brasil. Infelizmente não pude. Espero que tenhamos performances melhores nas próximas participações da STR nos veículos de mídia.

Comentários Posteriores

Do ponto de vista científico podemos afirmar que o mundo terá um fim absolutamente diferente do que os "profetas" apocalípticos e as religiões relatam. A possibilidade de um corpo massivo como o que extinguiu os dinossauros se chocar com a Terra nos próximos séculos é remota, porém dentro de algumas centenas de milhares de anos um evento como este deve ocorrer, de acordo com as estatísticas baseadas nos registros astronômicos e geológicos. Mesmo que mantenhamos nosso atual nível tecnológico até lá (o que quase que certamente não irá ocorrer), a vida na Terra não será extinta. Não será o fim do mundo ainda.

Dentro de cinco bilhões de anos o combustível que alimenta as reações nucleares no Sol irá se exaurir. A estrela irá se expandir e a Terra terá um desses dois destinos: ou virará um deserto, ou será engolida pela nova estrela gigante vermelha. De qualquer forma até lá a humanidade já não existirá mais. Ou teremos nos transformado em outra(s) espécie(s) ou já teremos nos extinguido. Cinco bilhões de anos é mais tempo que a própria vida tem de vida. É tempo mais que suficiente para bactérias evoluírem até se tornarem seres capazes de abrigar memes e enviar artefatos para fora do sistema solar. Cito Carl Sagan:

"Cinco bilhões de anos é muito tempo. Em cinco bilhões de anos todos os humanos se tornarão extintos ou terão evoluído para outros seres, nenhum de nossos artefatos terá sobrevivido na Terra, os continentes terão se tornado irreconhecivelmente alterados ou destruídos, e a evolução do Sol terá queimado a Terra como torrada ou reduzida à um redemoinho de átomos."
Pale Blue Dot, pág. 153
Referências

Comentários

Fábio Luis Emerim - enxaqueca@ca.conex.com.br - Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul, enviou em 02/02/2001

Por favor

Continuem iluminando com extrema competência esse breu de ignorância que só atrasa o desenvolvimento humano, desde os mais remotos suspiros da civilização.

De seu assíduo frequentador

Fábio L. Emerim


Marcelo - ego_sun@brasilmail.com.br - Bahia Bahia, enviou em 03/01/2001

Não assisti o programa, mas, a partir da transcrição, acho que embora a participação do Leo Vines tenha sido modesta, ela foi estrategicamente muito eficiente. Ele, prudentemente, evitou participar de bate-bocas em questões polêmicas, como a reencarnação, do bate-boca entre o Alex e o Victor. O Leo Vines e o Armando passaram uma imagem menos fanática e mais coerente do que os outros dois participantes, com um bom senso de oportunidade, aproveitando da melhor forma o espaço oferecido, sem se preocupar em conquistar mais pela insistência ou através de argumentos agressivos. Do ponto de vista do marketing, foi muito bom. Aguardo o resto da entrevista para ver se a impressão continua.

Frank de Souza Mangabeira - framan7@uol.com.br - Sergipe Sergipe, enviou em 02/01/2001

Confesso que não assisti ao Programa Livre que versou sobre tal debate. De qualquer forma, tratar de fim do mundo usando as previsões de Nostradamus ou parapsicologia, é no mínimo limitar a amplitude do tema. Argumentos podem parecer lógicos e bem colocados mas não verdadeiros. Pra mim transpareceu que os comentários aqui expostos são um festival de elogios à posição, no Programa, do representante da STR. Nossos comentaristas devem ser mais comedidos e imparciais em suas palavras. Soou-me mal o discurso da maioria, que foi bem tendencioso.Mencionaria também o vocabulário desrespeitoso de nossos céticos, o qual precisa ser transformado.
Concordo com a STR no tocante às "bobagens" proféticas de Nostradamus e ao engano da parapsicologia que pretende classificar-se como ciência. Acredito que tal debate deveria ser feito num programa mais "maduro" e com entrevistados melhor preparados filosófica e cientificamente. Particularmente rejeito o racionalismo que se confunde com racionalidade.

P.S.: Estou apenas comentando os comentários, pois sou um visitante desta página, não cético. Obrigado pelo espaço.


Lucas P. Santacruz - cloudwalker@bol.com.br - São Paulo São Paulo, enviou em 01/01/2000

Olá a todos novamente!

Li os comentários feitos sobre minhas mensagens anteriores e tenho alguns ponto a esclarecer. Eu disse em uma mensagem passada:

"É necessário que nossos céticos presentes na mídia sejam tão ou mais "atirados" do que os tantos crentes, já que a situação do racionalismo vai de mal a pior, enquanto as igrejas não param de infestar nosso país."

Comentando esse trecho, Rodolfo Hampe escreveu:

"Não podemos achar que eles estão errados, nem que nós estamos com a verdade absoluta. Cada um pensa diferente. Eu acho que eu tive a sorte de pensar como eu penso. (...) Isso significa que temos que ser fanáticos como esses crentes, pobres coitados ignorantes?"

Rodolfo, a solução é muito clara: sim, eles estão errados. E não, nós não temos a verdade absoluta, mas estamos no caminho certo. É necessário que esse postura conciliatória acabe de uma vez! Se você possue esse pensamento racionalista que tem hoje em dia, por favor, não o atribua a sorte! É quase o mesmo que atribuí-lo a um "dom de deus". Você foi inteligente, questionou suas crenças e chegou a conclusão mais próxima e ao mesmo tempo difícil de ser enxergada por tantas pessoas. Se nós, e quando eu digo nós eu me refiro a comunidade racionalista (o mesmo vale quando eu escrevi "nossos céticos") somos o que somos, foi pela nossa capacidade intelectual. Estudei 9 anos em um colégio de freiras, tinha que rezar TODOS os dias. Minha família é católica. E eu sou ateu. Rodolfo, isso NÃO é sorte.

Finalizando, quando eu disse para nossos céticos serem mais "atirados" eu quis dizer justamente isso: que eles sejam mais extrovertidos e que se adentrem mais facilmente em uma discussão. Nada de técnicas chucras utilizadas por crentes, falta de educação, indução de pensamento a força, ou "catequização" em massa, como sugeriu o sr. Hampe.

Para que tudo isso? Para que mais pessoas se juntem ao grupo da inteligência, ao grupo dos pensadores-livres, e assim possuiremos um lugar mais agradável de se viver.

Sem mais,

Lucas


Regina Schröder - ashley_esd@bol.com.br - Paraná Paraná, enviou em 31/12/2000

Só tomei conhecimento da entrevista através do site. Resguardo-me de efetuar qualquer comentário a favor ou contra mas asseguro que acredito no hoje, agora, presente. O passado... já foi. O futuro ... quem o sabe?
Parabéns, Leo! Mais uma vez você provou que é bom no que faz e acredita. Melhor acreditar no que conhecemos que confiar no que nem acreditamos.
RS

Lindenberg Munroe - l_munroe@fortalnet.com.br - Ceará Ceará, enviou em 31/12/2000

O que mais me chamou atenção no debate foi o conteúdo argumentativo dos convidados. Muito pobre, muito carregado de emoções. Armando, 15 anos de Nostradamos não significam muita coisa ou quase nada em termos de argumentos racionalmente presíveis. A religião já existe há um bom tempo com a sua corja, sua legião de crentes de todas as espécies para defender o que hoje é uma das maiores mentiras da humanidade. O que são 15 anos? Nada... Jogar 15 anos de experiência não significam nada se vc não sabe argumentar.

Fiquei bestificado (talvez não) com o psiquiatra "parapsicólogo". Sua posição é no mínimo contraditória. Em primeiro lugar, como pode coexistir em uma mente humana concepções tão contraditórias e mesmo assim, tal ser humano acreditar que tudo está na mais perfeita harmonia? Deve estar seco, com os seus olhos fora de si para conciliar "oleo e água". Continuando, a parapsicologia ainda não tem o mérito de se entitular como ciência, mesmo que parapsicólogos gostem tanto de usar a palavra ciência para qualificar uma área que ainda é obscura, e cheia de fraudes.

Em relação ao Leo, pronunciou-se pouco, mas foi o mais claro, objetivo e a meu ver o mais honesto. Os programas que geralmente tratam de tais assuntos polêmicos ainda estão muito distantes de trazerem para os seus expectadores, convidados que tenhos argumentos de boa qualidade, não importa se for padre, parapsicólogo, espírita, cientista ou cético. Não importa, a importância está na qualidade dos argumentos.


Lucas P. Santacruz - cloudwalker@bol.com.br - São Paulo São Paulo, enviou em 31/12/2000

Gostaria de corrigir uma informação expressada em meu comentário abaixo: Daniel Sottomaior esteve presente no Barraco MTV e não no Programa Livre. Entretanto a idéia permanece a mesma (crítica a postura "submissa" de Vines e Sottomaior).

[Nota do Editor: Daniel Sottomaior participou tanto do Programa Livre quanto do Barraco MTV. Lucas deve ter visto apenas a participação no Barraco. A transcrição da participação de Daniel no Programa Livre está presente nesta mesma área.]


Rodolfo Hampe - rodolfohampe@uol.com.br, enviou em 30/12/2000

Oi,
Estou aqui de novo. Já fiz um comentário e não sabia que ele ficaria a disposição, como um fórum. Legal!!! Mas estou escrevendo de novo porque eu queria aproveitar e dizer mais alguma coisa pra quem estiver lendo. Li o comentário do Lucas P. Santacruz - cloudwalker@bol.com.br - São Paulo, enviou em 27/12/2000, e gostaria de aprofundar num ponto que ele tocou. Ele disse: "É necessário que nossos céticos presentes na mídia sejam tão ou mais "atirados" do que os tantos crentes, já que a situação do racionalismo vai de mal a pior, enquanto as igrejas não param de infestar nosso país." Isso é muito complicado. Não podemos achar que eles estão errados, nem que nós estamos com a verdade absoluta. Cada um pensa diferente. Eu acho que eu tive a sorte de pensar como eu penso.
O que significa dizer: que "nossos céticos" sejam mais atirados? Isso significa que temos que ser fanáticos como esses crentes, pobres coitados ignorantes? Mas se eles acreditam em todo que os pastores falam, e isso faz a vida deles melhor, então é preciso respeitar, mas vamos continuar educados e educadores, racionais e justos, coerentes e sensatos.
Nosso maior valor é o pensamento racional. Eu também fico puto com certos comentários e opiniões, não entendo como pode existir essa "instabilidade e fragilidade emocional que as crenças místicas e religiosas causam em pessoas suscetíveis" de que falou o Lucas P. Santacruz. Mas nós não somos uma religião. Acreditamos no que é certo e ainda sim duvidamos dele. Não vamos nos igualar ao resto. Continuaremos divulgando nosso pensamento a quem estiver dispostos a ouvir e entender. Não vamos fazer o que eles já fizeram conosco, o que eles fazem como os outros. Vamos ser melhores. Vamos dar o exemplo.
Seremos éticos e politicamente corretos. Não usaremos das falsas armas deles para transmitir nosso conhecimento. Ele é aberto a quem se interessar.

Um abraço a todos,
Rodolfo hampe.


Ana Luiza Colzani - lu_possessa@hotmail.com - Santa Catarina Santa Catarina, enviou em 30/12/2000

Bom, vou fazer um pequeno comentário, porém antes gostaria de parabenizá-los pela página... nenhuma antes reuniu com tanta clareza tantos assuntos ligados ao ateísmo. O que infelizmente vemos na mídia hoje é um medo, receio exagerado para falar de assuntos do gênero... Achei muito interessante que a STR teve sua oportunidade,apesar de curta, no Programa Livre. Podemos notar em várias partes do programa o receio das pessoas e da própria apresentadora quando se fala em não crença. Deviria existir programas sobre o assunto com pessoas capacitadas pra isto, e apresentadores mais abertos ao assunto. Tenho 13 anos e sinto muita falta de compreenção pelas pessoas, assumir-se ateu é uma tarefa um tanto difícil quando falamos de um país com tanto preconceito e falta de informação! Muito obrigada pela atenção.

Quinaut Alencar da Silva - quinaut@uol.com.br - São Paulo São Paulo, enviou em 28/12/2000

Leo Vines

Assiti ao Programa Livre e achei suas breves intervenções - pois o formato do programa só permite isso - interessantíssimas, trazendo assim um pouco de racionalismo ao centro do debate num País onde até a TV Senado veicula palestras sobre assuntos que envolvem "energias", "chacras" etc, etc. Cadê o ministro Paulo Renato, da Educação? Daqui a pouco teremos mestrados e doutorados na área... Leo, vamos ver se a tv paga faz uma entrevista com você, permitindo que se alongue um pouco mais nas suas considerações para enxotar o obscurantismo presente ainda no terceiro milênio. Parabéns!
QAS


Claudio Loredo - klawdyo@zaz.com.br - Rio de Janeiro Rio de Janeiro, enviou em 27/12/2000

Olá Leo,

Viva! Viva! e Viva!

Você foi extraordinariamente excelente no Programa Livre, achei incrível o como você é bom em argumentar, em poucas palavras você conseguiu dizer muito, apesar do pouco tempo que você teve, foi como se você tivesse feito um discurso, com certeza as tuas palavras farão as pessoas que assistiram o programa pensarem e muito, eu assisti o programa de boca aberta desde o momento em que você chegou, admiro muito o seu conhecimento e dedicação a causa cética.

Valeu demais!

Cláudio Loredo


Rodolfo Hampe - rodolfohampe@uol.com.br, enviou em 27/12/2000

Bom, eu assisti o programa e achei as idéias do Léo muito boas, é o que eu penso. Mas tenho receio de todo o resto. Como eu não sei de nada, não vejo o futuro e nunca ouvi nem vi provas que me convensam sobre esse temas "reencarnação", "previsões", coisas desse tipo, vivo minha vida normalmente, me preocupando comigo, meus amigos/família, minha vida, meu mundo. Não me importa pra onde vou, se reencarno, se viro tatu bolinha, nada... Não me interessa nada. A vida é rara mesmo, é curta e não necessita disso pra viver. Não me apoio em nada, não me conforto em religião nenhuma, mesmo porque tudo isso pra mim é "merda". Acredito em mim, nas coisas que me parecem certas, justas. Acredito no que quero, essa é a verdade. Uso de tudo a minha volta pra criar uma possível hipótese das coisas que quero. Com o tempo, mudo o jeito de pensar, aprendo com as experiências minhas e dos outros, crio novas hipóteses até que elas mesmas me provem o contrário, surgindo disso uma nova hipótese. Tento ser sempre o melhor que posso. Como disse, aprendo sozinho e nos erros meus e dos outros, afinal de contas não tenho a vida inteira para cometer todos os erros.Tô adorando esse site e desejo a todos vocês sucesso na vida e que consigar alcançar seus objetivos, sempre lembrando: Não faça com os outros o que não gostaria que fizesse com você, respeitando o limite do outro, que é onde termina o seu. Somos diferentes e por isso somos belos.
Um abraço a todos,
Rodolfo Hampe.

Anderson Simões Traldi - andersontraldi@ig.com.br - São Paulo São Paulo, enviou em 27/12/2000

O ùnico fator positivo na apresentacão foi a participacão da STR através de seu representante e fundador Leo Vines, que apesar das dificuldades impostas pelo fomato do programa (extremamente confuso e pouco esclarecedor) e pelas discussões apaixonadas e argumentacões ilògicas dos outros convidados conseguiu expor a visão cètica e racionalista em meio a tanta besteira. Espero que com as participacões da STR no "Programa Livre" aparecam oportunidades para debates sérios e imparciais na televisão.

Lucas P. Santacruz - cloudwalker@bol.com.br - São Paulo São Paulo, enviou em 27/12/2000

Foi sacrificante, mas consegui assistir ao Programa Livre sobre "Fim do Mundo" na íntegra. Como eu já esperava, a apresentadora apresentava e comentava o assunto com uma atmosfera de medo e assombro, um terror velado.

Uma garota da platéia certa hora, quando foi fazer uma pergunta, demonstrava sério nervosismo. É um absurdo esse tipo de instabilidade e fragilidade emocional que as crenças místicas e religiosas causam em pessoas suscetíveis.

Entretanto, o que mais me chateou foi a postura de Leo Vines. Da mesma forma que Daniel Sottomaior, na outra ocasião em que tivemos a STR presente no programa livre, ele apresentou uma postura acanhada, até mesmo ingênua. Ora, em vários momentos os outros convidados deram a oportunidade de comentários que exemplificariam de maneira muito boa o funcionamento do ceticismo; entretanto Vines permanecia calado, esperando por uma perguna da apresentadora.

É necessário que nossos céticos presentes na mídia sejam tão ou mais "atirados" do que os tantos crentes, já que a situação do racionalismo vai de mal a pior, enquanto as igrejas não param de infestar nosso país.

Obrigado.


Anselmo de Souza Rezende - souzarezende@zipmail.com.br - Sergipe Sergipe, enviou em 27/12/2000

Venho mais uma vez parabenizar a STR, que através de seu representante, Presidente Leo Vines, apresentou com maestria o pensamento cético racional.
Uma pena o tempo deste programa ser deveras curto fazendo com que não fosse possível uma abordagem mais enfática sobre tal tema.
Informativo:

  • Traduções para inglês, espanhol e sugestões para correções na gramática são bem-vindas.
    Envie o seu comentário, a sua opinião ou correções na tradução/gramática deste texto!

    Nome: E-Mail:
    Cidade: Estado:
    País:
    Comentário:


  • | Principal | S.T.R. | Atheos | Scientia | Libertas | Fórum | Revista | Ceticismo Aberto | Os Perigosos |
    | Eventos | Notícias | Revolucione | Frases | Membros | Sobre Nós | Eleve Sua Voz | Debate |
    | Compras | Humor | Bad Religion | Junte-se a Nós | Chat | Fale Conosco | Links | Respostas |
    Informativo: O conteúdo dos textos publicados em nossas áreas são de exclusiva responsabilidade
    dos seus autores e não necessariamente refletem a opinião da equipe e dos membros da STR.
    Todo o conteúdo © Copyright 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 da Sociedade da Terra Redonda (str@str.com.br)
    Proibida a republicação ou redistribuição, parcial ou total, sem prévia autorização. Mais informações sobre direitos autorais.
    Projetada para ser visualizada no Internet Explorer 4+ a 800x600x16K sem modificação no estilo das fontes. Webmaster: Leo Vines