![]() |
| ||||||||
| Clique no banner do anunciante acima e ajude a Sociedade da Terra Redonda a crescer! | |||||||||
| Estatuto | Novidades | Autores | Agradecimentos | Lista | Finanças | Publique! | Anuncie! | Sorteio! | ||||||||||||||
|
de Deborah Boak & Tim Gorski
Agora vou tentar cobrir um grande material num curto espaço de tempo. Mas tentarei manter a grosso modo um padrão cronológico de tipos. Felizmente, para a maioria das pessoas ficarem grávidas não é mais difícil do que cair de um tronco de uma árvore. Mas para que qualquer mulher fique grávida, basta ter um suplemento de ácido fólico. Ácido de Fólico é uma das vitaminas B, que proporcionam uma redução no risco de malformações do cérebro e sistema nervoso central. Um composto de vitaminas genérico com 400 microgramas de folato encontrados em farmácias de manipulação já está bom: literalmente centavos por dia. Não seja ludibriado pelas propagandas da TV ou similares. E uma vez você esteja grávida, visite seu médico e siga todas as instruções dele. Deixe de fumar. Na realidade isto é o melhor a fazer antes de você ficar grávida. Tim é médico Obstetra/Ginecologista, claro, mas meu ponto simplesmente este: faça o que for razoável e necessário para maximizar as chances de boa saúde para uma criança, esta é um ser humano que você está trazendo intencionalmente ao mundo. Pense como você se sentiria se você sofresse de alguma inaptidão que poderia ter sido prevenida facilmente se seus pais tivessem levado a sério as medidas apropriadas. Ou pense como você poderia se sentir se você tivesse uma criança com um prejuízo que poderia ter sido evitado. Nunca há qualquer garantia em vida, não importa o que qualquer pessoa lhe diga, é claro que não adianta ficar depois resmungando de como as coisas poderiam "ter sido" se só você tivesse feito a coisa certa quando importava. Agora, recém-nascidos não atraem a todo o mundo, especialmente quando eles estão gritando e chorando. Mas os bebês sempre gritam e choram por uma razão, mesmo que seja só porque querem ser segurados. E até mesmo quando você os alimenta, troca suas fraldas e os segura e não há nada seriamente errado com eles, às vezes eles ainda teimarão em chorar. Mas isso às vezes é o normal. Da mesma maneira que às vezes, quando você está infeliz e nada o anima, você ainda prefere ter outra pessoa para reclamar e simpatizar com você. Você não pode estragar um recém-nascido, entretanto há alguns truques. Até mesmo na infância, penso eu, as crianças estão aprendendo através de exemplos. Elas nascem imitadores e elas estão olhando continuamente a você para ver o que elas vão se tornar. Se você calmamente e deliberadamente reage aos exageros delas, por exemplo, elas provavelmente vão fazer o mesmo. Claro que toda criança possui sua própria personalidade. E não há nenhuma evidência científica que prove de forma conclusiva e absoluta que controlando as nossas próprias emoções e comportamentos ajudam para que uma criança faça o mesmo. Mas é uma suposição razoável. E causa muito menos tensão em nós mesmos, ajudando a cultivar um temperamento plano ao lidar com crianças. Agora, até mesmo antes das habilidades de pensamento rudimentares de uma criança começarem a se tornar aparente, há modos para nutrir seu desenvolvimento. O psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980) compilou algumas observações fascinantes de como isso funciona. Por exemplo, ele descobriu que a criança desenvolve a habilidade de descobrir onde escondemos as coisas quando colocamos os objetos embaixo ou atrás de alguma coisa em vez de escondermos ou sumirmos com o objeto. Assim não importa que as crianças pequenas não entendam totalmente o que percebem. Elas aprendem a falar ao ouvir o que elas não entendem. Assim levanta-se a argumentação, que elas também aprendem sobre causas e efeitos, como também muitas outras coisas que são quase muito simples para nós entendermos, da mesma maneira. A grande sensação há não muito tempo era que as crianças têm habilidades matemáticas melhores, quando elas são expostas a música quando jovem. É agradável ver isto demonstrado, mas também é exatamente o que você esperaria já que a música está arraigada na matemática. Isto é tudo para dizer que crianças, até mesmo as crianças pequenas, precisam ver, ouvir, cheirar, tocar e gostar do mundo. Elas precisam adquirir de fora e ter uma variedade de experiências, próximas e pessoais, se possível. Não, elas não poderão prestar atenção por mais de alguns momentos, ou talvez alguns minutos de cada vez, muito freqüentemente. Mas a neurociência moderna mostrou que leva tempo para estabelecer as conexões sinápticas e caminhos que são associados com o aprendizado e a memória. É também uma coisa boa já que faz as crianças "perdoarem" os enganos dos pais. Se, como pai, você pode evitar que um erro ocasional transforme-se em um hábito ruim, seus filhos não correm nenhum perigo de "pegar isto" de você. Na realidade, conforme vão envelhecendo serão elas que lhe indicarão seus enganos! Em minha experiência, com minha filha mais velha agora com 8 anos a mais, como disse eu, o processo inteiro se torna mais detalhado, simples e atenuado conforme as crianças crescem. Encher a cabeça de uma criança de conhecimento é talvez a coisa mais fácil. Existe um clichê que elas "são como esponjas." Ainda, há várias coisas que fazem uma grande diferença: Até onde conhecimento intelectual está envolvido, percebe-se que tudo se relaciona ao idioma. Relaciona-se com a categorização. Nomear uma coisa é conhecê-la: essa é a essência de conhecimento. (Também é a razão por que os crentes em deus são tão obcecados com os nomes dos seus deuses!) E existem muitas coisas ótimas que são fáceis de se ensinar para as crianças, além de ficar só nomeando. As mais óbvias, claro, são as formas e cores que elas gostam. Mas há muitas outras coisas imediatamente disponíveis para a experiência de uma criança, inclusive as variedades diferentes de animais, plantas, comestíveis e outros materiais na casa, e até mesmo as variedades diferentes de nuvens no céu. Oh, e não se esqueça da anatomia humana. As crianças não ficam envergonhadas ao aprender que todas as partes dos seus corpos têm nomes corretos. Você não pode ensinar um idioma, ou incluir algum conhecimento, a menos que você mesmo o conheça. Você pode ensinar para uma criança as poucas palavras de Swahili ou de Galês que você poderia por acaso saber. Mas isso é tudo você pode as ensinar portanto isso é tudo que suas crianças saberão. Assim você poderia ter que se educar ou "refrescar sua memória" sobre qual a diferença entre uma toninha e um golfinho ou por que alguns legumes são frutas e outros não são. A única alternativa para tentar ensinar o que você não conhece muito bem é por memorização e se prepapar então para perguntas que você não sabe as respostas. E acredite, as crianças sabem quando você não sabe. Se você tentar fingir, tudo que você está fazendo é ensinando-as que é normal mentir. Quanto mais e maior for a variedade de conhecimento que você puder dar às crianças, é melhor. Isso é porque, enquanto um único exemplo de algo pode ser ilustrativo, muitos exemplos provêem a oportunidade de comparação e contraste. Isto é especialmente verdade quando vier ao assunto do sobrenatural que, claro que, é de interesse particular a nós como Livre-pensadores. Uma criança que conhece os nomes de dez deuses além de Yahweh e três ou quatro semideuses além de Jesus tem uma compreensão melhor da verdadeira natureza do divino do que o mais instruído dos teólogos. Quando as crianças se iniciarem bem nestas coisas, poderão começar a pensar. Por pensar quero dizer elaboração de idéias e as suas relações, da mesma maneira que pensamentos e idéias são a elaboração de percepções para as quais são anexadas palavras. É por isso que também é importante para crianças - ou qualquer um - aprender coisas novas no contexto das suas próprias experiências imediatas. Novamente, há uma relação aqui com o Livre-pensamento. Crentes no sobrenatural tentam compensar a óbvia falta de evidência de deus(es) colocando rótulos nas experiências cotidianas. Eles dizem coisas como "você não pode ver ar nenhum, mas está lá!" Isto deveria ser visto como um desafio e uma sugestão a Livres-pensadores de que nós precisamos achar modos para fazer conceitos supostamente abstratos, como ar e elétrons mais aparentes para crianças. E há muitas "experimentos científicos" que ajudam a fazer isto. Eu recomendo muito esses livros "como fazer experiências de ciência em sua cozinha", por exemplo. Grande parte do ensinar às crianças sobre o mundo também pode ser feita efetivamente numa base espontânea tirando proveito das circunstâncias. Por exemplo, quando as crianças estiverem esperando pelas suas torradas para tomarem o café da manhã, chame sua atenção para os padrões de Schlieren, formados sobre a torradeira onde o ar mais morno e o mais frio estão se misturando. Tanto ar sendo "invisível," como deus(es)! Muitas coisas ordinárias provêem tais oportunidades. Dirigindo o carro à noite, por exemplo, a pessoa pode ver que as luzes de cidade estão com cores diferentes. Por que? No caminho aqui esta manhã você pode ter visto bem alguns aviões chegando ou deixando o aeroporto de D/FW. Por que o som que eles fazem parece ser de algum lugar imediatamente atrás donde você na verdade os vê? E durante esta época do ano nós ouvimos muitos pássaros cantando tipicamente, e agitando as suas asas, um ao outro e levando ao redor dos bicos pedaços de grama e varas. Por que? Se é bom os adultos desejarem saber, e pensar como e por que o mundo é como é, e o que poderia fazer deste um lugar melhor no futuro, temos que começar a fazer com que as crianças tenham esses mesmos hábitos em mente. Considerando que elas aprendem por instrução e pelo exemplo, estes podem ser ensinados chamando sua atenção às coisas ordinárias ao redor delas e encorajando-as aos seus próprios esforços para investigar e tentar entenderem suas próprias experiências. Agora todas estas coisas trabalham juntas. Lhe darei outro exemplo. Quando minha filha mais velha, Genevieve, tinha um ano de idade, nós a levamos para Austin para se associar em uma tentativa clínica de uma vacina de catapora. Quando ela era mais velha, ela ouviu falar de catapora mas explicou que ela não adquiriria isto provavelmente porque ela tinha tido esta vacina. Mas isto era tudo no contexto de conhecimento que ela adquiriu com o passar do tempo sobre algumas das razões diferentes por que as pessoas se adoecem - de bactérias e vírus, por exemplo - e como eles recuperam - em parte de anticorpos - e assim por diante. Mas até certo ponto tudo isto permanece inevitavelmente abstrato - e portanto um pouco incompreensível - para uma criança pequena. Agora mais ou menos um mês antes desta mesma vacina de catapora ser liberada pelo FDA para uso geral, a irmã de Genevieve ficou com catapora. Considerando que o vírus é altamente contagioso, nós nos resignamos ao fato que o seu irmão também começaria a mostrar logo os sintomas, o qual, claro que, apareceram. Mas apesar da miséria de sua irmã mais nova e de seu irmão, Genevieve nunca desenvolveu uma única mancha. Ela era perfeitamente imune. Você pode imaginar como isso deve ter sido para ela: como ser o único deixado vivo em frente a um pelotão de fuzilamento e pensando, "Uau, esse colete 'à prova de balas' realmente funciona!" Temos aqui uma coisa curiosa, entretanto: num certo ponto durante esta provação inteira ela perguntou para o pai dela se poderia ser possível levar alguns dos anticorpos dela e os dá-los à irmã dela e ao irmão. Na realidade, ela teve até mesmo algumas idéias de como isto deveria ser feito. Ela não quis dar todos seus anticorpos, por exemplo. E ela percebeu que provavelmente seria necessário remover o sangue dela já que é onde os anticorpos estavam, mas ela soube que as pessoas precisam de sangue também. Assim ela propôs remover pouco sangue de cada vez, tirando os anticorpos, e repondo-o sangue de volta, então tira um pouco mais de sangue, e assim por diante. E adivinhe? Esta prática é utilizada hoje em dia. É chamada de plasmapheresis, e a "zoster imunoglobina" que é obtida disto é usada na verdade para dar imunidade temporária a pessoas expostas a vírus de catapora que estão em alto risco de ficar seriamente doente. Agora Genevieve é uma menina inteligente, e estou muito orgulhoso dela, mas ela não é nenhuma salva ou savant. Ela simplesmente recebeu as ferramentas intelectuais simples e a terminologia para pensar sobre algo importante que estava acontecendo na vida dela. E ela teve uma combinação de idéias que ajustaram muito bem a situação. Assim, se isso for "gênio", então penso que as crianças podem ser ensinadas a serem gênias. A educação moral das crianças Livre-pensadoras é mais fácil e mais dura que poderia ser suposto. É conceitualmente mais fácil do que os moralistas religiosos supersticiosos fazem. Mas, em condições práticas, pode ser uma tarefa estrênua e exaustiva. A coisa a se perceber na educação moral de crianças é que há coisas que são certas e erradas para elas e que há coisas que são certas e erradas de acordo com com um ou outro grupo de regras. Isto foi dito inúmeras vezes de vários modos, aqui e por muitos Livres-pensadores, durante séculos. Mas será repetido até que seja entendido. Depois será repetido até que seja muito usado. E depois deve ser repetido até que leve a cabo em cima dos pensamentos de pessoas e comportamentos que elas já não podem conceber destas duas coisas como sendo o mesmo ou até mesmo comparável. Porque, se, como alguns dizem, nós ainda estamos vivendo em uma idade de pobreza moral, é a fusão ilícita e a confusão difundida conseqüente destas duas idéias que estão contribuindo mais a isto. Certo e Errado são uma coisa. Regras, Ordens e Leis são outra coisa. É bastante sensato, obviamente, querer que uma se conecte à outra. Mas elas não estão, e nunca pode, ser, precisamente a mesma. A coisa interessante é que as crianças não parecem ter muita dificuldade em distinguir. Na realidade, isso freqüentemente faz as coisas serem mais fáceis de serem distinguidas entre o mau comportamento que é o comportamento "errado" e o mau comportamento que "não é o modo como isto é feito." Porque o por que destas duas coisas é completamente diferente. E as conseqüências, enquanto elas puderem parecer semelhantes, também pode ser muito diferente em termos do impacto nas suas pessoas e caráteres. A coisa mais importante, claro, para as crianças é aprender a distinguir entre certo e errado e aprender o hábito de escolher o que é certo até mesmo se tudo deveria levá-las a fazer algo errado. Agora eu não penso que isto acontece muito a muitas pessoas freqüentemente. Mas às vezes acontece. Acontece a algumas pessoas. E escolher o que é certo quando é a coisa mais dura para fazer é o que faz uma pessoa boa. Aprender fazer a coisa certa quando é fácil não é a tarefa de uma educação moral. Isso se abre num assunto muito grande e complexo, mas penso que, para uma criança isso pode ser feito de forma muito simples pelo expediente padrão dos pais do "Você gostaria?" Quer dizer, as crianças podem ser ensinadas a testar uma escolha de ação imaginando-se no lugar de outros. "Você gostaria se outra pessoa batesse em você?" "Você gostaria se outra pessoa tentasse tomar seu brinquedo?" "Você gostaria se outra pessoa te contasse uma mentira?" Eu sei que há discordância nisto mas não há nenhum benefício mágico ou de longo prazo ao castigo físico. Mas intervalo também não é castigo. É um intervalo para pensar nessas perguntas "Você gostaria?". Eu tornei um hábito sempre terminar intervalos revisando os eventos que o precederam e extrair do ofensor um reconhecimento e algum sinal de contrição do problema. Uma criança poderia "fingir" e realmente poderia não sentir-se arrependida? Talvez. Mas penso que seria duro para uma criança de 4 anos. E os seres humanos a qualquer idade são animais estranhos: a palavra falada - e até mesmo a palavra escrita - tem um efeito poderoso, como os psicólogos e psiquiatras podem confirmar. Assim este tipo de disciplina, para minha mente, é um tipo de exame guiado de ego e um tipo de auto-afirmação. Agora a parte da educação moral de uma criança que tem que seguir regras não é menos importante porque não está proximamente unida ao bem ou como tal ao mal. De alguns modos, é mais importante pois envolve muitas coisas que são raramente intuitivamente óbvias. Por que é certo para cachorros urinarem nos gramados de pessoas mas não para pessoas fazerem o mesmo, por exemplo? Por que você tem que olhar para pessoas quando elas estão falando com você ou você está falando com elas? Você adquire a idéia. Saber como o mundo da natureza e da tecnologia funcionam é importante. Mas também o é saber como o mundo de seres humanos e as suas convenções e instituições trabalham. E entender o que não lhes faz funcionar é uma conquista real. Dito isto, a educação moral das crianças também é única dentro daquelas crianças que não somente "chupam" o modo que elas absorvem fatos e conhecimento. É um pouco mais como treinamento de banheiro em que é um processo muito mais ativo que leva mais esforço por parte dos pais e as crianças. Por educação moral querp dizer que consiste primeiro em dominar e deixar sob controle o senso normal de incerteza. Insegurança e o medo que vivem nas profundidades de todo ser humano. E para aprender este tipo de autocontrole, uma criança tem que ser instruida sobre como se apegar com os instintos mais fundamentais e primitivos que nós temos, até mesmo o instinto de sobrevivência. Porque viver como um ser humano fazendo o que é certo raramente é compatível com adquirir tudo que você quer sempre que você quer. Muito de nossa civilização depende da prática da satisfação atrasada. Mas nós ainda não somos muito bons com isto. E às vezes fazendo o que é certo não é nem mesmo compatível com a vida. Mas que escolha real há entre viver como algo menos que o humano e não viver? "Ser bom em nome da bondade" é, num sentido importante, nada menos que viver ou como um ser humano ou não. Penso que a luta para fazer algum progresso nesta tarefa assustadora de crescimento moral e desenvolvimento dá conta do tremendo interesse, por parte das crianças especialmente, em contos de fadas e histórias fantásticas. Elas são caputradas por todas as variações do tema básico do bem contra o mal, normalmente embutido numa luta de vida-oi-morte do tipo o-vencedor-levar-tudo. E quando elas jogam os seus jogos, estão normalmente representando tipos semelhantes de dramas. As crianças não parecem precisar de muito encorajamento quando surgem coisas imaginárias. Mas elas deveriam adquirí-las de qualquer maneira. Como eu disse, deveria-se contar a elas sobre a imensa variedade e riqueza incrível das histórias e tradições dos deuses e semideuses e heróis da mitologia e das lendas, desde Íliade ou a Odisséia, o Vedas, o Edda, ou a Bíblia. Este também é o contexto no qual elas podem deduzir com mais facilidade a natureza das superstições sendo baseadas historicamente, culturalmente, e geograficamente. O que é particularmente glorificanteé o explorar das fronteiras do fato e da ficção com crianças. Quanto do que só existe na imaginação foi descoberto ou criado na realidade, por exemplo? Anticorpos podem ser tirados de uma pessoa e dados outra, por exemplo? Ou astronaves realmente podem viajar tanto ou mais rapidamente que a luz como eles fazem em Guerras nas Estrelas ou Jornada nas Estrelas? Por que ou por que não? Novamente, se você não tiver nenhum leve indício sobre estes tipos de coisas, aprenda-as. Ou tire exemplos de coisas sobre as quais você sabe. Penso que é importante não moldar uma criança para desenvolver uma curiosidade mórbida ou fascinação sobre o irreal. A repressão irracional de interesses humanos normais tende a ter um efeito paradoxal. Assim eu acautelo pais Livres-pensadores que conheçam os danos que a superstição pode fazer para não correrem o risco de nutrir a mesma coisa que desejam afastar de seus filhos. Nossa lealdade, claro, é primeiramente com os fatos e com a razão. Mas o fato é que a imaginação humana complementa e aumenta o mundo dos fatos. Esse é o motor da descoberta e da inovação. Só é necessário aprender retratar corretamente as distrações apropriadas e ser muito cuidadoso antes de mover alguma coisa da categoria da especulação ou fantasia para aquela dos fatos. Novamente, penso que as crianças são capazes de terem essa noção, especialmente se você lhes dá exemplos que se relacionam com seu mundo de experiências imediatas. Mas esta é a essência de ciência, como Richard Feynman alertou, "ficar com um pé para trás" considerando a possibilidade de estarmos sendo enganados sobre algo, e aprender, como aconselhou Thomas Jefferson, preferir a ignorância ao erro. As crianças deveriam ser encorajadas para que fossem céticas. Elas deveriam ser elogiadas por terem dúvidas. Finalmente, - e isto é extremamente importante! - Os pais Livre-pensadores deveriam se preocupar em ajudar seus filhos a perceber que eles são uma parte importante da aventura humana. Muitos pais de incrédulos têm medo de nutrir um senso de identidade em seus filhos porque eles têm medo que isto chegaria a "doutrinamento" e "lavagem cerebral" do mesmo tipo que nós contestamos quando é praticado por partidários das várias religiões supersticiosas. Isso é um erro sério, porque um Ateu não é um nada. Um Ateu não apenas se levanta contra deus(es). Se você está convencido da verdade e contesta os outros que ensinam para seus filhos a acreditarem em mentiras injuriosas, você certamente não iria criar seus filhos "neutramente" e "deixaria decidirem por si mesmos", você não faria isso? Estou ensinando meus filhos o que é ser um Livre-pensador: colocando o valor mais alto em ser bom. E ser bom significa escolher o que é correto: correto sobre os fatos e como identificá-los, educados e perspicazes sobre a natureza e o poder da fantasia, e procurando continuamente os hábitos certos de pensamento e ação. Também é extremamente valioso para crianças Livres-pensadoras terem elos de ligação a outros Livres-pensadores do passado, incluindo aqueles que, só uma vez, freqüentemente, ou habitualmente agarraram o espírito de Livres-Pensadores. Crianças se encantam com histórias tradicionais de Marco Polo, Cristóvão Colombo, e George Washington. Mas também diga-lhes sobre Jenner, Pasteur, Darwin, Curie, Einstein, Meitner, e outros que contribuíram para o progresso humano recusando-se a aceitar a idéia que tudo que é valoroso sobre o conhecimento está contido em um livro ou em um corpo de doutrinas teológicas. Finalmente, os pais Livres-pensadores podem se sentir confortáveis ao deixar seus filhos saberem que o padrão que eles possuem não é nenhuma perfeição. Mas há, no entanto, um padrão. O mundo não é perfeito, e as pessoas também não são perfeitas, e os pais de Livres-pensadores deveriam ter certeza que seus filhos sabem que isto não é falha de ninguém. Mas todo mundo tem uma responsabilidade para não fazer coisas pior que eles são, e todo o mundo deveria fazer o que podem (não o que outros pensam eles podem, mas sim o que eles acreditam honestamente que podem) para melhorar as coisas. Livres-pensadores jovens precisam da mesma coisa que o resto de nós, desenvolver-se bem aos poucos. Leitura Sugerida
Apresentado em Maio de 1998, no Serviço Dominical da Igreja do Livre-Pensamento do Norte do Texas
|