S.T.R. Publicado: 07/02/2001
Atualizado: 07/02/2001
O FOLCLORE E A ASCENSÃO DA MODERAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES CÉTICAS

de Stephanie A. Hall


Em um workshop dos National Capitol Area Skeptics em 1998, em Solomon Island, Maryland, o foco era representação do ceticismo ao público fazendo lobby, escrevendo e desafiando alegações cientificamente problemáticas. Em certa apresentação, Chip Denman, estatístico da universidade de Maryland e membro fundador do grupo cético da área de Washington DC, fez uma demonstração de um aparelho fascinante com luzes piscantes multicoloridas que seria capaz de dizer se um indivíduo está dizendo a verdade detectando sinais de estresse em sua voz. Se piscassem mais as luzes na extremidade amarela e verde, então a pessoa dizia a verdade. Se piscassem mais luzes vermelhas, então a pessoa mentia.

Depois da apresentação, os participantes se dividiram em diversos grupos para discutir maneiras de testar as alegações sobre o produto. O meu grupo percebeu com interesse e riso que o vermelho piscava quando um homem com voz de barítono lia em voz alta as especificações do aparelho, indicando que ele mentia. Nós imaginamos diversas maneiras de testar a validade daquelas especificações, e todas elas levariam um bom tempo. Mas outro grupo desenvolveu uma idéia que poderia ser posta em prática imediatamente. Paul Jaffe, recém-formado na universidade de Maryland, explicou que o seu grupo havia discutido maneiras de induzir estresse para verificar se o aparelho registrava diferenças vocais entre a fala com e sem um estímulo de estresse. O problema era achar um método de induzir estresse em alguém de maneira ética, e Paul anunciou que o grupo tinha conseguido exatamente isso. Sem maiores explicações, ele foi até o fundo da sala e encheu uma grande jarra com gelo, fazendo bastante barulho.

De repente um dos participantes, Jamy Ian Swiss, levantou e gritou "Salve-se quem puder! É a ciência!" Todos riram, e ninguém correu.1

Paul pediu voluntários, ainda sem explicar o que pretenduia, e escolheu três sujeitos um pouco relutantes, e um grupo de juízes para determinar os resultados. Então ele fez algumas perguntas simples a cada um, e repetiu o procedimento segurando a jarra cheia de gelo em cima da cabeça deles. No fim do experimento, os juízes foram da opinião de que houve diferença entre as falas com e sem estresse, mas uma diferença muito pequena.2

A Pesquisa

Eu me interessei pelas organizações céticas depois de saber de alguns encontros entre folcloristas e céticos, e fiquei ainda mais curiosa quando vi o debate animado entre céticos a respeito de questões de ciência e crenças. Mas um grupo formado para promover ciência e razão e para desafiar alegações paranormais e sobrenaturais seria um bom alvo para pesquisa de folclore? Foi no ninstante em que Paul Jaffe segurava uma jarra de gelo sobre a cabeça de um colega cético para induzir estresse de maneira ética que decidi que existe sim bastante para os folcloristas aprenderem do estudo do ceticismo organizado. No mínimo, talvez eu possa desmistificar o rumor de que os céticos não têm senso de humor!

Outro aspecto das organizações céticas que logo me interessou em minha pesquisa foi a análise da expressão cética pelos próprios céticos. Em particular, Mike Sofka, do Inquiring Skeptics of Upper New York, escreveu um artigo sobre "Os mitos do ceticismo" que examina e critica algumas das hipóteses subjacentes comum entre os céticos, demonstrando que existem céticosa interessados em perguntas como "quem são os céticos?" e "quais as convicções dos céticos?" de maneira muito semelhante ao que um etnógrafo faria.3

Minha pesquisa etnogfráfica ainda está nos estágios iniciais, mas neste ponto creio que pode ser útil colher feedback dos meus colegas folcloristas e dos céticos. Nos últimos dois anos li extensamente as publicações céticas e fui a palestras e eventos do NCAS (National Capital Area Skeptics), um grupo com cerca de 200 membros, fundado em 1987. Fiz uma visita ao ISUNY (Inquiring Skeptics of Upper New York), um grupo menor fundado em 1994. Também participei do Skeptics Listserv e explorei sites e apresentações online de grupos céticos. Pretendo enfocar grupos locais, em que o trabalho básico de recrutar membros acontece.

***

[Tradução pendente. Continua...]

  • A publicação foi autorizada pelo autor do ensaio original.
  • Este ensaio é © 2001 propriedade de Stephanie A. Hall
  • O ensaio base original está disponível em http://www.temple.edu/isllc/newfolk/skeptics.html
  • Traduzido por: Daniel Sottomaior
  • Traduções para o espanhol e sugestões para correções na tradução e na gramática são bem-vindas.