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A HOMOSSEXUALIDADE E O METABOLISMO CEREBRAL
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de Glenys Álvarez


"O homossexual nasce homossexual, não se faz. Estes estudos são importantes para esses grupos que insistem em mudar o homossexual e afirmam que a atração sexual é uma opção. Mas todo gay ou lésbica sabe que sempre se sentiu atraído pelo mesmo sexo. Não é uma opção de vida e sim uma condição, mas uma condição biológica e tanto os gays quanto as lésbicas têm o mesmo controle de sentirem-se atraídos por pessoas do mesmo sexo quanto os heterossexuais”, assim se expressou o doutor William Gilmer, neurologista da Universidade de Houston e ex-presidente da Associação Médica para Lesbicas e Homosexuais, logo ao ser questionado pela imprensa sobre o novo estudo apresentado na reunião anual das neurociências na semana passada em Nova Orleans.

O novo experimento está centrado no estudo do hipotálamo. Análises anteriores com ratos e outros animais descobriram que o hipotálamo no cérebro tem entre suas funções principais a regulação da atividade sexual. Em 1991, Simon LeVay realizou testes em dezenas de cérebros de pessoas falecidas. O cientista descobriu que o hipotálamo de pessoas homossexuais era muito menor que o dos heterossexuais. “Buscamos diferenças entre homens homossexuais e heterossexuais e descobrimos que o hipotálamo dos homossexuais era um pouco menor, aproximando-se do tamanho do hipotálamo feminino”, escreveram os pesquisadores.

Outros experimentos também têm demonstrado que a serotonina, um neurotransmissor cerebral, está vinculada estreitamente com a excitação e as emoções que provocam o sexo e a atração erótica.

"Estamos começando a nos aprofundar neste tema e tudo o que há é novo. Existem estudos sobre a genética dos homossexuais e já foram realizadas análises dos hormônios e seus efeitos no cérebro do feto. Sem dúvida que as pesquisas, cada uma em sua área, tem demonstrado que existem diferenças biológicas entre o organismo homossexual e o heterossexual”, explicou Heino F.L Meyer da Universidade de Columbia, em Nova Yorque. "Creio que falta pouco tempo para que observemos a neuroanatomia cerebral do homossexual. Esta investigação, que usa de novas tecnologias, está encaminhada para essa meta final", acrescentou.

A pesquisa, dirigida por Howard Moltz da Universidade da Califórnia, foi realizada com 80 homens voluntários. O grupo em geral foi analisado mas logo se tornaram oito homens exclusivamente heterossexuais e oito exclusivamente heterossexuais. "As pessoas que foram estudadas a fundo nunca tiveram nem sequer uma fantasia sexual com homens, se eram heterossexuais, e com mulheres se eram homossexuais”, explicou Moltz.

A equipe se centrou no metabolismo do hipotálamo e na atividade da serotonina dentro desta área cerebral. Os pesquisadores usaram a droga conhecida como Prozac, já que sua função é inibir a serotonina, junto com glucose radiotiva, um marcador que mostra como funciona a droga, neste caso o Prozac, no cérebro quando os cientistas utilizam métodos como a ressonância magnética de pósitrons. "Noventa minutos depois de administrarmos o Prozac, os voluntários foram submetidos a distintos testes para analisar a reação da serotonina ao Prozac nos distintos cérebros estudados. Descobrimos que, efetivamente, o hipotálamo do cérebro heterossexual reagiu de forma mais intensa ao Prozac que a mesma região do cérebro homossexual", explicou o pesquisador. De fato, os pesquisadores também utilizaram placebos para obter um grupo de controle de comparação. Nem os pesquisadores nem os voluntários sabiam quais dos homens haviam ingerido a droga e quais receberam o placebo. Os resultados mostraram uma diferença substancial entre o metabolismo do cérebro homossexual e o heterossexual. "Sem dúvida que existem diferenças biológicas mas só as pessoas que aceitam a homossexualidade com naturalidade parecem notar o óbvio, isto é, que não é uma condição opcional mas que está influenciada por muitas variáveis, a maior parte delas é biológica. A ciência continuará nos dando razão neste tema”, concluiu Gilmer.

Palavras-Chave

Hipotálamo: é a parte do encéfalo dos vertebrados situado imediatamente atrás da união dos hemisférios cerebrais. O hipotálamo se ocupa de todas as funções fisiológicas, desde as batidas do coração até a respiração. Entretanto, estudos posteriores descobriram outras funções interessantes nesta área como a excitação sexual e o erotismo.

Serotonina: é um neurotransmissor, o mensageiro cerebral que também tem várias funções. A serotonina não só viaja ao hipotálamo mas ela também distribui mensagens em muitas áreas do cérebro. Esta substância é conhecida como a química do amor e da atração sexual.

Detalhes do Experimento

A equipe da Universidade da Califórnia utilizou 80 voluntários exclusivamente homens. Destes extraíram oito homens exclusivamente homossexuais e oito exclusivamente heterossexuais. Os pesquisadores conheciam a popularidade do hipotálamo e da serotonina na atração sexual e erótica entre as pessoas assim que decidiram realizar um experimento dirigido a estas áreas.

O meio de estudar o neurotransmissor foi o Prozac. Este medicamento é um conhecido inibidor ou bloqueador de serotonina. Os doutores também utilizaram um tipo de glucose radioativa que serve como marcador para que os cientistas logo possam ver no scanner de pósitrons como e onde atua o Prozac no cérebro e quais diferenças caracterizam sua inter-relação com o a serotonina no cérebro heterossexual e no homossexual.

Informativo:

  • A publicação foi autorizada pela autora do ensaio original.
  • O ensaio base original está disponível em http://www.sindioses.org/noticias/homosexualidad.html
  • Traduzido por: Res Cogitans
  • Revisado por: Juan Cisneros
  • Traduções para o inglês e sugestões para correções na tradução e na gramática são bem-vindas.
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