O tremendo sucesso da ciência em explicar os fenômenos naturais e encorajar as inovações tecnológicas surgem de seus focos de explicações que são deduzidos de dados confirmados. Os cientistas procuram relacionar os fenômenos naturais com outros e reconhecer as causas e efeitos do fenômeno. Deste modo eles tem encontrado explicações para a mudança de estações, os movimentos do Sol e das Estrelas a estrutura da matéria, o perfil de vales e montanhas, as mudanças de posição dos continentes com o tempo, a história da vida na Terra e muitas outras ocorrências naturais. Pelos mesmos meios os cientistas, também decifraram quais as substâncias em nosso meio ambiente são perigosas aos humanos e quais as que não são, desenvolvem cura de doenças e geraram o conhecimento necessário para produzir inúmeros aparelhos e dispositivos para economia de mão de obra.
O conceito de evolução biológica é uma das idéias mais importantes já geradas pela aplicação de métodos científicos ao mundo natural. A evolução de todos os organismos que vivem na Terra desde os seus ancestrais que viveram no passado estão em seus núcleos de genéticas, bioquímica, neurobiologia, fisiologia, ecologia e outras disciplinas biológicas. Elas ajudam a explicar a emergência em novas infeções, o desenvolvimento de resistência à antibióticos nas bactérias, as relações agrícolas entre animais e plantas,domésticas e selvagens, a composição da atmosfera terrestre, os mecanismos moleculares da célula, as similaridades entre seres humanos e outros primatas e outras incontáveis características do mundo biológico e físico. Como escreveu em 1973 o grande geneticista e evolucionista Theodosius Dobzhansky "Nada em biologia faz sentido exceto à luz da evolução."
No entanto, o ensino da evolução em nossas escolas permanece controvertido. Algumas objeções expostas é que ela contradiz as descrições de origem dadas nos dois primeiros capítulos de Gênesis. Alguns dos quais se vê a "ciência da criação" - os quais propõe que às evidências científicas existem para provar que o universo e os seres vivos foram especialmente criados na sua forma presente - ensinando junto com a evolução como duas alternativas para teorias científicas.
Os cientistas consideraram as hipóteses propostas pela ciência da criação e às rejeitaram devido à total falta de evidências. Além do mais, as reivindicações da ciência da criação não se referem a causas naturais e não podem ser testadas, de modos que não se qualifica como hipótese científica. Em 1987 a Suprema Corte decidiu que criacionismo é religião, não ciência, e não pode ser defendida em salas de aulas de escolas públicas. E a maioria dos grupos religiosos concluíram que o conceito de evolução não está em divergência com suas descrições de criação e origens humanas.
Esta nova edição de Ciência e Criacionismo: Uma visão da Academia Nacional de Ciências é um volume que acompanha a uma edição liberada pela Academia em 1998 Ensinamentos sobre Evolução e Natureza da Ciência. Aquele documento mais longo é endereçado aos professores, educadores e inspetores que planejam, distribuem e supervisionam os cursos de biologia. Eles resumem as observações impressionantes para as evidências do assunto evolução e explica como a ciência se difere de outros esforços humanos. E também sugere maneiras de ensinar o assunto e oferecem exemplos de exercícios didáticos, currículos e "diálogos" entre professores fictícios discutindo as dificuldades da apresentação da evolução nas salas de aula.
Esta nova edição de Ciência e Criacionismo tem um propósito um pouco diferente. Esta também resume aspectos chave das principais linhas que suportam as evidências para a evolução. Mas também descreve algumas das posições tomadas pelos defensores da ciência da criação e apresentam uma análise destas reivindicações. Como tal, este documento apresenta-se para uma audiência mais ampla o caso contra o conceito religioso em salas de aula de ciências. Ambos documentos e o anterior Ensinando Sobre Evolução e a Natureza da Ciência, são gratuitamente disponíveis on line no site da Academia (http://www.nap.edu).
Os cientistas como muitos outros, tocados pelo medo e complexidade da natureza. Realmente muitos cientistas são profundamente religiosos. Mas ciência e religião ocupam dois reinos diferentes da experiência humana. Exigindo que se combinados diminuem a glória de cada um.
Bruce Alberts
President
Academia Nacional de Ciências
A ciência é um modo particular de compreender o mundo. Na ciência as explicações são limitadas e baseadas em observações e experimentos que podem ser comprovados por outros cientistas. Explicações que não podem ser baseadas em evidências empíricas não são parte da ciência.
Na busca pelo entendimento, a ciência envolve muito de cuidadosas observações que certamente produz uma elaborada descrição escrita do mundo natural. Os cientistas comunicam suas descobertas e conclusões para outros cientistas através de publicações, conversas em conferências, conversas de corredor e muitos outros meios. Outros cientistas testam aquelas idéias e as montam sobre o trabalho preexistente. Desse modo, a precisão e sofisticação das descrições tendem a aumentar com o tempo, na medida que as subsequentes gerações de cientistas corrigem e estendem o trabalho feito por seus predecessores.
O progresso na ciência consiste do desenvolvimento de melhores explicações para as causas de um fenômeno natural. Os cientistas nunca estão seguros de que uma dada explicação é completa e final. Algumas das hipóteses avançadas por cientistas, tornam-se incorretas quando testadas mais tarde por observações e experiências. Apesar disso, muitas explicações cientificas tem sido tão perfeitamente testadas e confirmadas que são de grande confiança.
A teoria da evolução é uma dessas explicações bem estabelecidas. Uma enorme quantidade de investigações científicas desde a metade do século 19 tem convertido as primeiras idéias sobre evolução propostas por Darwin e outros, em uma teoria forte e bem suportada. Hoje, a evolução é um campo de pesquisa extremamente ativo, com uma abundância de novas descobertas que estão continuamente aumentando nosso entendimento de como a evolução ocorreu.
Este texto considera a ciência que suporta a teoria da evolução, focando em três categorias de evidências científicas:
Evidências para a origem do universo, Terra e a Vida
Evidências para evolução biológica, incluindo descobertas da paleontologia, anatomia comparativa, biogeografia, embriologia e biologia molecular
Evidências para a evolução humana
No fim de cada uma dessas seções, as posições apoiadas pelos defensores da "ciência da criação" são resumidamente apresentadas e analisadas também.
A teoria da evolução se tornou o conceito central unificador da biologia e é um componente crítico de muitas disciplinas científicas. Em contraste, nas reivindicações da "ciência da criação" falta suporte empírico e não pode ser testado de forma significativa. Estas observações levam a duas conclusões fundamentais: o ensino da evolução deve ser parte integrante do ensino de ciências e a "ciência da criação" não é de fato uma ciência e portanto não deve ser apresentada como tal em aulas de ciência.
Termos Usados na Descrição da Natureza da Ciência2
Fato: Em ciência, é uma observação que foi repetidamente confirmada e para todos efeitos práticos é aceita como "verdade." Verdade em ciência, todavia, nunca é final, é aceita como fato hoje mas pode ser modificada ou mesmo descartada amanhã.
Hipótese: Uma tentativa estabelecida sobre o mundo natural conduzindo a deduções que podem ser testadas. Se as deduções forem confirmadas, as hipóteses são provisoriamente corroboradas. Se as deduções são incorretas, prova-se que a dedução original é falsa e será abandonada ou modificada. As hipóteses podem ser usadas para construir as mais complexas deduções e explicações.
Lei: Uma generalização descritiva sobre como alguns aspectos do mundo natural possui sobre condições estabelecidas.
Teoria: Em ciência, uma explicação bem estruturada de alguns aspectos do mundo natural, pode incorporar fatos, leis, inferências e hipóteses testadas.
A alegação de que a evolução deve ser ensinada como uma "teoria, não um fato" confunde o uso comum dessas palavras com o uso científico. Na ciência, teorias não se transformam em fatos por acumulação de evidências. Ao invés disso, as teorias são os pontos finais da ciência. Elas são compressões que se desenvolvem através de observações extensivas, experiências e reflexões criativas. Elas incorporam um grande corpo de fatos científicos, leis, hipóteses testadas e deduções lógicas. Neste sentido, a evolução é uma das mais fortes e mais úteis teorias científicas que nós temos.
Evolução no sentido mais amplo explica que o que nós vemos hoje é diferente do que existiu no passado. Galáxias, estrelas, o sistema solar, e Terra mudaram com o passar do tempo, e assim também a vida na Terra.
Evolução biológica concerne a mudanças em coisas viventes durante a história da vida na Terra. Explica que coisas viventes compartilham de antepassados comuns. Com o passar do tempo, processos biológicos como seleção natural dão lugar a novas espécies. Darwin chamou de processo de "descendência com modificação" que permanece uma definição boa de evolução biológica hoje.
A evolução não é apenas uma inferência?
Ninguém viu a evolução dos cavalos de uma pata ou cavalos de três patas, mas isso não significa que nós não podemos estar confiantes que os cavalos evoluíram. A ciência é praticada em muitas formas além de observação direta e experimentação. Muitas das descobertas científicas são feitas por experimentação indireta e observação nas quais são feitas deduções, e as hipóteses geradas a partir dessas deduções são testadas.
Por exemplo, os físicos de partículas não podem observar partículas subatômicas diretamente porque as partículas são muito pequenas. Eles fazem conclusões sobre o peso, velocidades, e outras propriedades das partículas baseado em outras observações. Uma hipótese lógica poderia ser algo assim: Se o peso desta partícula é Y, quando eu a bombardeio, X acontecerá. Se X não acontece, então a hipótese não é aprovada. Assim, nós podemos aprender até mesmo sobre o mundo natural quando nós não podemos observar um fenômeno diretamente -- e isso é verdade sobre o passado, também.
Nas ciências históricas como a astronomia, a geologia, a biologia evolutiva, e a arqueologia, são feitas deduções lógicas e então são testadas contra dados. Às vezes o teste não pode ser feito até dados novos estarem disponíveis, mas muitas coisas foram feitas para nos ajudar a entender o passado. Por exemplo, scorpionflies (Mecoptera) e verdadeiras moscas (Diptera) tem suficientes semelhanças para que os entomologistas considerarem que elas possuam um relacionamento muito próximo. Scorpionflies têm quatro asas de cerca do mesmo tamanho, e verdadeiras moscas têm um par de asas dianteiras grande mas o par traseiro foi substituído por estruturas amoldadas pequenas. Se moscas de duas asas evoluíram da scorpionfly (moscas escorpião) como antepassado, como a anatomia comparativa sugere, então uma mosca intermediária verdadeira com quatro asas deveria ter existido -- e em 1976 foram descobertos fósseis da tal mosca. Além disso, os geneticistas descobriram que o número de asas em moscas pode ser mudados por mutações em um único gene.
Algo que aconteceu no passado não está "fora dos limites" para estudo científico. Podem ser feitas hipóteses sobre tal fenômeno, e estas hipóteses podem ser testadas e podem conduzir a conclusões sólidas. Além disso, muitos mecanismos chave da evolução acontecem em períodos relativamente pequenos e podem ser observados diretamente --como a evolução de bactérias resistente a antibióticos.
Evolução é uma teoria bem sucedida tirada de uma variedade de fontes de dados, inclusive observações sobre o registro fóssil, informação genética, a distribuição de plantas e animais, e as semelhanças por espécie de anatomia e desenvolvimento. Os cientistas deduziram que a descendência com modificação oferece a melhor explicação científica para estas observações.
Evolução é um fato ou uma teoria?
A teoria de evolução explica como vida na Terra mudou. Em termos científicos, "teoria" não significa "adivinhação" ou "crença" como dizem em uso cotidiano. Teorias científicas são explicações de fenômenos naturais construídas logicamente por observações de hipóteses testáveis. Evolução biológica é a melhor explicação científica que nós temos para o alcance enorme de observações sobre o mundo vivente.
Cientistas usam freqüentemente o palavra "fato" para descrever uma observação. Mas os cientistas também podem usar fato para significar algo que foi testado ou foi observado tantas vezes que há mais nenhuma razão constrangedora para continuar testando ou procurando exemplos. A ocorrência de evolução neste sentido é um fato. Os cientistas já não questionam se a descendência com modificação aconteceu porque a evidência que apoia esta idéia é muito forte.
Muitos cientistas famosos não rejeitam evolução?
Não. O consenso científico ao redor da evolução está prevalecendo. Esses que se opõe às vezes ao ensino de evolução nas escolas, usam citações de cientistas proeminentes fora de contexto, para reivindicar que os cientistas não apoiam evolução. Porém, o exame das citações revela que os cientistas estão disputando algum aspecto do fato de como evolução acontece, não se a evolução aconteceu. Por exemplo, o biólogo Stephen Jay Gould escreveu uma vez que "a raridade extrema de formas transitivas no registro fóssil persiste como o segredo comércial da paleontologia." Mas Gould, paleontólogo formado e pedagogo eloqüente sobre evolução, estava discutindo como a evolução acontece. Ele estava discutindo se a taxa de mudança de espécie está lenta e gradual ou se acontece em explosões depois de períodos longos quando uma pequena mudança acontece --uma idéia conhecida como equilíbrio pontuado. Como Gould escreve em resposta, "Esta citação, embora precisa como uma citação parcial, é desonesta omitindo o material explicativo seguinte que mostra meu verdadeiro propósito --discutir taxas de mudança evolutiva, não negar o fato da evolução em si." Gould define o equilíbrio pontuado como segue:
O equilíbrio pontuado não é uma idéia de criacionista nem mesmo uma teoria evolutiva não Darwiniana sobre uma mudança súbita que produz uma espécie nova tudo de uma vez em uma única geração. Equilíbrio pontuado aceita a idéia convencional que uma espécie nova se forma sobre centenas ou milhares de gerações e por uma série extensa de fases intermediárias. Mas tempo geológico é tão longo que até mesmo alguns milhares de anos podem parecer como um mero "momento" relativo para os vários milhões de anos de existência para a maioria das espécies. Assim, taxas de evolução variam enormemente e uma espécie nova pode parecer surgir "de repente" em tempo geológico, embora o tempo envolvido pareceria longo, e a mudança muito lenta, quando se compara ao tempo de uma vida humana.
Se os humanos evoluíssem de macacos, por que ainda há macacos?
Os humanos não evoluíram de macacos modernos, mas os humanos e macacos modernos compartilharam um antepassado comum, uma espécie que já não existe. Porque nós compartilhamos um recente antepassado comum com chimpanzés e gorilas, nós temos muitas semelhanças de propriedades anatômicas, genéticas, bioquímicas e planas com estes grandes macacos africanos. Nós somos menos semelhantes aos macacos asiáticos--orangotangos e gibões --e até mesmo menos semelhante a macacos, porque nós compartilhamos os antepassados comuns com estes grupos no passado muito mais distante.
Evolução é um processo que se ramifica ou divide no qual as populações se dividiram de uma para outra e gradualmente ficaram diferentes. A medida que os dois grupos tornam-se isolados entre si, eles deixam de compartilhar genes, e as diferenças genéticas eventualmente aumentam até os membros dos grupos já não poderem cruzar. Neste momento, eles se tornaram espécies separadas. Através do tempo, estas duas espécies poderiam dar lugar a espécies novas, e assim por diante por milênios.
Por que nós não podemos ensinar ciência de criação em minha escola?
Os tribunais decidiram que a "ciência" da criação é de fato uma visão religiosa. Devido a que escolas públicas devam ser religiosamente neutras sob a constituição norte-americana, os tribunais asseguraram que é inconstitucional apresentar ciência de criação como bolsa de estudos legítima.
Em particular, em um julgamento no qual os partidários de "ciência da criação" testemunharam em defesa da sua visão, o tribunal de distrito declarou que a ciência da criação não reúne as qualidades de ciência nos termos usados pelos cientistas (McLean v. Quadro de Educação de Arkansas). O Supremo Tribunal assegurou que é ilegal requerer que a ciência de criação seja ensinada quando evolução é ensinada (Edwards v. Aguillard). Além disso,os tribunais de distrito decidiram que os professores individuais não podem defender ciência de criação no seus próprio distritos (Peloza v. Distrito Escolar San Juan Capistrano e Webster v. Lennox Novo Distrito Escolar). (Veja Ensinando Sobre Evolução e a Natureza de Ciência, Apêndice um. Academia Nacional de Ciências, Washington, D.C. 1998.)
As organizações de professores como a Associação Nacional de Professores de Ciência, a Associação Nacional de Professores de Biologia, a Liderança Associação Nacional de Educação e Ciência, e muitos outros também rejeitaram a ciência e pedagogia da ciência de criação e desencorajaram sua apresentação fortemente nas escolas públicas. Além disso, uma coalizão de religiosos e outras organizações notaram em "Uma declaração da lei atual" que, "em salas de aulas de ciência, [nas escolas] podem apresentar críticas só genuinamente científicas de, ou comprovada para, qualquer explicação de vida na Terra, mas não críticas religiosas (convicções não comprovadas através de metodologia científica)." (Veja Ensinando Sobre Evolução e a Natureza de Ciência, Apêndices B e C, Academia Nacional de Ciências, Washington, D.C., 1998.)
Alguns argumentam que a "justiça" exige o ensino de criacionismo junto com a evolução. Mas um currículo de ciência deveria cobrir ciência, não as visões religiosas de grupos particulares ou indivíduos.
Se evolução é ensinada em escolas, não deveria ser dado tempo igual ao criacionismo?
Alguns grupos religiosos negam que microorganismos causem doença, mas o currículo de ciência não deveria ser alterado apenas para refletir esta convicção. A maioria das pessoas concorda que os estudantes deveriam ser expostos à melhor bolsa de estudos possível em cada campo. Essa bolsa de estudos é avaliada pelos profissionais e pedagogas nesses campos. Os cientistas e também os pedagogos concluíram que a evolução -- e só evolução -- deveria ser ensinada em aulas de ciência porque é a única explicação científica para porque o universo é do modo que é hoje.
Muitas pessoas dizem que eles querem que as suas crianças sejam expostas ao criacionismo nas escolas, mas há milhares de idéias diferentes sobre criação entre as pessoas do mundo. Religiões comparativas poderiam incluir um campo que valeria a pena estudar, mas nenhum apropriado para uma aula de ciência. Além disso, a Constituição dos estados norte-americanos diz que escolas devem ser religiosamente neutras, então, legalmente um professor não pode apresentar qualquer visão criacionista em particular como sendo mais "verdade" que outras.
1996 Why We Get Sick: The New Science of Darwinian Medicine, Vintage Books: New York. The principle of natural selection as applied to modern-day health and disease. Helps to illustrate evolution as an ongoing phenomenon.
Tattersall, Ian
1998 Becoming Human, Harcourt Brace: New York. A description of the current state of understanding about the differences between Neanderthals and Homo sapiens.
Weiner, Jonathan
1994 The Beak of the Finch: A Story of Evolution in Our Time, Alfred P. Knopf: New York. Discussion of basic evolutionary principles and how they are illustrated by ongoing evolution on the Galápagos Islands.
Whitfield, Philip
1993 From So Simple a Beginning, Macmillan: New York. A large-format, beautifully illustrated book explaining evolution from genetic, fossil, and geological perspectives. A good general introduction for nonspecialists.
Zimmer, Carl
1999 At the Water's Edge: Macroevolution and the Transformation of Life, Free Press: New York. Some creatures moved from water to land (the evolution land vertebrates) and others from land to water (the evolution of whales from land animals). Zimmer clearly explains these two events in the history of vertebrates and what might have brought them about.
Evolution: Books for Children and Young Adults
Cole, Joanna, and Juan Carlos Barberis
1987 The Human Body: How We Evolved, Illustrated by Walter Gaffney-Kessell, William Morrow and Company: New York. This book traces the evolution of humans, from early prehistoric ancestors to modern tool-users. Grades 4-7.
Lauber, Patricia, and Douglas Henderson
1994 How Dinosaurs Came to Be, Simon and Schuster: New York. A description of the ancestors to the dinosaurs. Grades 4-7.
Matsen, Brad, and Ray Troll
1994 Planet Ocean: A Story of Life, the Sea, and Dancing to the Fossil Record, 10 Speed Press: Berkeley, CA. Whimsically illustrated tour of history for older kids and adults. Grades junior high to high school.
McNulty, Faith
1999 How Whales Walked into the Sea, Illustrated by Ted Lewin, Scholastic Trade: New York. This wonderfully illustrated book describes the evolution of whales from land mammals. Grades K-3.
Stein, Sara
1986 The Evolution Book, Workman Publishing Co., Inc.: New York. A hands-on, project-oriented survey of evolution and its mechanisms. Grades 4-8.
Troll, Ray, and Brad Matsen
1996 Raptors Fossils Fins and Fangs: A Prehistoric Creature Feature, Tricycle Press: Berkeley, CA. A light-hearted trip through time ("Good Gracious -- Cretaceous!") with similes kids will like ("Pterosaurs -- some as big as jet fighters."). Grades 4-6.
Origin of the Universe and Earth
Dalrymple, G. Brent
1991 The Age of the Earth, Stanford University Press: Stanford, CA. A comprehensive discussion of the evidence for the ages of the Earth, moon, meteorites, solar system, Galaxy, and universe.
Longair, Malcolm S.
1996 Our Evolving Universe, Cambridge University Press: New York. A brief discussion of the origin and evolution of the universe.
Silk, Joseph
1994 A Short History of the Universe, Scientific American Library: New York. Popular treatment of the evolution of the universe.
Weinberg, Steven
1993 The First Three Minutes: A Modern View of the Origin of the Universe, Basic Books: New York. An explanation of what happened during the Big Bang.
Evolution and Creationism Controversy
Godfrey, Laurie, ed.
1983 Scientists Confront Creationism, W.W. Norton: New York. A collection of articles by scientists analyzing and refuting arguments of creation science.
Kitcher, Philip
1982 Abusing Science: The Case Against Creationism, MIT Press: Cambridge, MA. A philosophical as well as scientific analysis of creation science.
Matsumura, Molleen
1995 Voices for Evolution, National Center for Science Education, Inc: Berkeley, CA. A collection of statements supporting the teaching of evolution from many different types of organizations: scientific, civil liberties, religious, and educational.
Numbers, Ronald
1992 The Creationists: The Evolution of Scientific Creationism, University of California Press: Berkeley, CA. A thorough history of the American creationist movement.
Pennock, Robert T.
1999 Tower of Babel: The Evidence Against the New Creationism, MIT Press: Cambridge, MA. A philosopher of science analyzes the newer "intelligent design" theory and "theistic science" creationism.
Skehan, James W.
1986 Modern Science and the Book of Genesis, National Science Teachers Association: Washington, DC. Written by a geologist (former Director of the Weston Seismological Observatory) and bible scholar, trained as a Jesuit priest.
Strahler, Arthur
1987 Science and Earth History: The Evolution/Creation Controversy, Prometheus Press: Buffalo, NY. A comprehensive analysis of creationist scientific claims.
Toumey, Christopher P.
1994 God's Own Scientists: Creationists in a Secular World, Rutgers University Press: New Brunswick, NJ. An anthropologist's view of creationism as a belief system upholding the moral authority of both science and religion.