No processo de camada-K, o que há com esse elétron que move-se do nada para dentro após o elétron ser empurrado para fora?
Um átomo mais pesado possui muitos elétrons ao redor do núcleo em várias camadas. Para simplificar as coisas eu não mostrei-os todos. Na verdade este elétron que move-se para dentro vem de uma das outras camadas do átomo. O empurrão da camada-K afeta o elétron que está mais para dentro, então é como ter um buraco no fundo. Este "buraco" causa um efeito dominó onde os elétrons acima dele caem em cascata para preencher o buraco.
Mas por que o elétron mais de dentro? Eu teria suposto que o elétron mais de fora seria mais fácil de se empurrar.
Um fóton de raio-x possui muita energia e apenas as transições dos elétrons mais fundos desprendem tanta energia. Transições de elétrons mais de fora, que podem ocorrer, devem estar na parte infravermelha ou visível do espectro. Para as energias do elétron usadas nos tubos de raios-x, acaba ocorrendo que os elétrons mais de dentro são os mais suscetíveis a serem empurrados.
Você disse antes que o espectro da camada-K depende do elemento alvo. Por que?
Lembra que dissemos que cada elemento possui sua cor de time? Estamos olhando a transição entre dois estados, então estamos olhando as cores de time na parte do espectro dos raios-x. Estas impressões digitais foram usadas por Moseley para ajudar a entender os átomos com muitos elétrons.
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O que o Moseley fez de verdade?
Em 1913, quando ele era um estudante de pós-graduação, ele analisou a radiação de camada-K vindo de vários elementos, do alumínio ao ouro. Ele encontrou uma conexão entre o comprimento de onda emitido pelo raio-x de camada-K e o elemento (número atômico) que nos ajudou a entender melhor os átomos.
Como você consegue encontrar o comprimento de onda de um raio-x? Parece ser uma coisa difícil de se medir.
Isto já é outra história. Ele usava a (então) recentemente desenvolvida técnica chamada difração Bragg, onde você espalha raios-x para fora de um cristal. Ele era capaz de predizer a existência de elementos anda não observados, como o tecnécio, o promécio e o rênio. E até mesmo hoje, devido à singularidade das impressões digitais de cada elemento, os raios-x são usados para a análise química por eles serem muito sensíveis às impurezas.



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Informativo:
Traduzido por: Leo Vines
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