Publicado: 16/05/2001
de StopPapa
Em determinados países do terceiro mundo a presença católica é muito importante. Muitos regimes politico a sustentam e favorecem. E costumam ser os países mais pobres aqueles que possuem mais contágios de AIDS por cada 100.000 habitantes. Por parte de todos é sabido que seguindo umas recomendações factíveis pode-se impedir o contagio da AIDS. Mas estas medidas em muitos lugares não são bem conhecidas. Usemos um exemplo prático: Um fervente católico de uma aldeia brasileira encontra-se com dupla informação. Por um lado o governo diz que para evitar essa terrível enfermidade deve usar-se o preservativo em suas relações sexuais. Por outro lado o párroco diz que usar preservativos é um pecado. O que faz essa pessoa? Depende, entre outras coisas, dos seguintes fatores: Se o arraigo da sua crença religiosa é o suficientemente forte crera que faz bem em não usar o preservativo, logo aumentarão as possibilidades de que se contagie. Cabe a possibilidade, porém, de que tenha o suficiente senso crítico para ver o perigo da doutrina católica. Este senso “comum” sera inversamente proporcional ao arraigo da sua crença religiosa. Então esta pessoa encontra-se em uma encruzilhada de difícil solução com as seguintes possibilidades: 1. Ou admite o risco de se contagiar de AIDS, junto com a sua esposa e futuros filhos, tal como predica a Igreja Católica que deve fazer. 2. Ou bem encontra-se “em pecado”, o que costuma ser uma desagradável sensação para o crente, que favorece o sentimento de culpa e infelicidade e que pode levar-o a passar, em algum momento ao ponto 1. Sabendo que uma percentagem suficiente de católicos seguirão os desígnios da Igreja Católica, liderada pelo Papa de Roma, e que deles um número indeterminado, mas o suficientemente alto, tem morto ou tem se contagiado de AIDS, caberia se plantear por isso se a Igreja Católica e o Papa de Roma como o seu máximo representante poderiam ser julgados por crimes contra a Humanidade. Comentários
Waldon Volpiceli - waldon@zipmail.com.br - "Que importa se há dor, sofrimento e mortes com a Aids. Daqui a 500 anos o Vaticano pede perdão aos aidéticos e tudo bem." Escrito por Nani - Revista Bundas número 57 de 18 de julho de 2000 |