Libertas Publicado: 16/05/2001
Atualizado: 28/05/2001
A EXTENSÃO DA AIDS E OS PRECEITOS MORAIS CATÓLICOS

de StopPapa


O vírus da AIDS extende-se em maior medida pelos países em vias de desenvolvimento, onde a falta de remédios, a ignorância e as crendices religiosas impostas desde o Vaticano favorecem a sua propagação.

Em determinados países do terceiro mundo a presença católica é muito importante. Muitos regimes politico a sustentam e favorecem. E costumam ser os países mais pobres aqueles que possuem mais contágios de AIDS por cada 100.000 habitantes.

Por parte de todos é sabido que seguindo umas recomendações factíveis pode-se impedir o contagio da AIDS. Mas estas medidas em muitos lugares não são bem conhecidas.

Usemos um exemplo prático: Um fervente católico de uma aldeia brasileira encontra-se com dupla informação. Por um lado o governo diz que para evitar essa terrível enfermidade deve usar-se o preservativo em suas relações sexuais. Por outro lado o párroco diz que usar preservativos é um pecado. O que faz essa pessoa? Depende, entre outras coisas, dos seguintes fatores:

Se o arraigo da sua crença religiosa é o suficientemente forte crera que faz bem em não usar o preservativo, logo aumentarão as possibilidades de que se contagie.

Cabe a possibilidade, porém, de que tenha o suficiente senso crítico para ver o perigo da doutrina católica. Este senso “comum” sera inversamente proporcional ao arraigo da sua crença religiosa.

Então esta pessoa encontra-se em uma encruzilhada de difícil solução com as seguintes possibilidades:

1. Ou admite o risco de se contagiar de AIDS, junto com a sua esposa e futuros filhos, tal como predica a Igreja Católica que deve fazer.

2. Ou bem encontra-se “em pecado”, o que costuma ser uma desagradável sensação para o crente, que favorece o sentimento de culpa e infelicidade e que pode levar-o a passar, em algum momento ao ponto 1.

Sabendo que uma percentagem suficiente de católicos seguirão os desígnios da Igreja Católica, liderada pelo Papa de Roma, e que deles um número indeterminado, mas o suficientemente alto, tem morto ou tem se contagiado de AIDS, caberia se plantear por isso se a Igreja Católica e o Papa de Roma como o seu máximo representante poderiam ser julgados por crimes contra a Humanidade.

Comentários

Waldon Volpiceli - waldon@zipmail.com.br - São Paulo São Paulo, enviou em 22/05/2001

"Que importa se há dor, sofrimento e mortes com a Aids. Daqui a 500 anos o Vaticano pede perdão aos aidéticos e tudo bem." Escrito por Nani - Revista Bundas número 57 de 18 de julho de 2000
  • A publicação foi autorizada pelo autor do ensaio original.
  • O ensaio base original está disponível em http://www.stoppapa.8m.com
  • Traduzido por: Juan Cisneros
  • Traduções para o inglês e sugestões para correções na tradução e na gramática são bem-vindas.