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de Charles Watts, 1868
Este ensaio foi escrito por Charles Watts (1835-1906), fundador da imprensa livre Inglesa. Watts & Co. Publicado por aquela imprensa, o panfleto original de dezesseis páginas, não foi datado, deduz-se por evidências internas que foi escrito em 1868.
Não é necessário conhecimento profundo da mente humana, para reconhecermos o fato de que algumas pessoas entregam-se a certas ilusões, até que tais ilusões tornam-se às pessoas que as aceitam, uma realidade aparente. Uma evidente ilustração da verdade desta afirmação é mostrada em duas grandes hipóteses, as quais são recebidas extensivamente através do mundo cristão. Primeiro, supõem-se que o que é chamado Cristianismo, é suficientemente eficaz para remover todos os demônios da vida; em segundo lugar, é dito que a Inglaterra goza de um alto estado de civilização em conseqüência da adoção dos princípios Cristãos. Até aqui tem sido hábito dos advogados do Cristianismo, não só ignorar tudo que é mau e falho na sociedade como pertencente ao seu sistema, mas também creditar ao Cristianismo todo o progresso que acontece nos tempos modernos. Não importa se é a máquina a vapor, o telégrafo elétrico, uma máquina impressora, o cancelamento de um selo ou de papéis oficiais, a instituição de um clube masculino, uma feira industrial, as companhias cooperativas, todas são atribuídas pelos Cristãos à influência de sua fé. Todos esses passos do progresso são respeitados por eles como o presente de Deus para sua criatura o Homem. Quando indagadas sobre estas pretensões, e verificado até que ponto estas afirmações estão corretas a investigação toma dois caminhos. Nós iremos nos esforçar para descobrir, se possível, a que extensão as manchas que permanecem sobre nossa civilização serão atribuídas ao Cristianismo, também se o progresso que foi feito, é resultado da influência do Cristianismo; ou se, ao contrário, não é devido a adoção de princípios antagônicos ao Novo Testamento. Como regra geral, supõe-se que o homem conhece a si mesmo melhor do que ninguém. Mas há muitos exemplos importantes, onde outra pessoa pode estimar este, mais corretamente do que ele poderia estimar si próprio. Eles tomarão uma visão mais imparcial de seu caráter. Ele estará em melhor posição para compara-lo com outros, e então julgar com maior precisão suas relações e o lugar comparativo na escala de humanidade. Assim ocorre com indivíduos, com os sistemas e com gerações. Uma época é incapaz em muitos aspectos, de conhecer a si mesma. Há somente um teste com o qual pode-se estimar seus méritos e deméritos. Ela não pode comparar a si mesma com as futuras gerações, as quais ainda estão por acontecer. Ela somente pode julgar a si mesma com o passar do tempo. E como todas as épocas, mesmo as mais obscuras e mais letárgicas, são, em muitos aspectos, mais avançadas do que suas antepassadas, uma auto análise é extremamente apta a tomar alguma forma de auto valorização. Várias designações tem sido dadas às diferentes fases do Cristianismo. Nós temos tido descrições de "Cristianismo Herege", "Cristianismo Poderoso", "Cristianismo Condenável", "Cristianismo Secular" e "Cristianismo Sobrenatural". Agora pode ser necessário dizer que eu não concordo com aqueles que consideram que aquilo que é chamado de "Cristianismo Secular" é idêntico aos princípios do Livre Pensamento. O Cristianismo parece para mim ser questionável sob qualquer nome que possa ser apresentado para nós. É claro que muitas coisas que são ditas no Novo Testamento são admiráveis e de aceitação valorosa, mas tais maravilhas não pertencem exclusivamente ao Cristianismo. A parte prática do Sermão da Montanha existia muito antes de quando Cristo supostamente as ensinou na Galiléia. A palavra Cristianismo não pode ser usada consistentemente sem conduzir em certo grau á idéia de superstição. A inspiração que induziu Cristo a dizer e fazer que é atribuído a ele no (Four Gospels) Novo Testamento, foi considerada como sendo emanada das alturas. A força que move e regula completamente o Cristianismo é designada por seus seguidores como sobrenatural. O termo "Cristianismo Secular" é um nome impróprio, Cristo nunca expressou uma palavra ou fez alguma ação por motivos Seculares, mas pensando que ele tenha feito a vontade de seu "Pai do Céu", ele fez tudo isso pela "Gloria de Deus". È importante que este fato seja lembrado, porque nós vivemos uma época talvez insuperável na história do mundo para a promulgação de sistemas, tendo por seus declarantes o objetivo de avanços da espécie humana. Isto torna-se então uma responsabilidade que nós devíamos ponderar até para os termos que usamos, assim como o modo que adotamos para assegurar o triunfo dos princípios os quais acreditamos serem essenciais ao bem estar da sociedade. Muitos sistemas são freqüentemente privados de muito de sua vitalidade, e alguns dos melhores esforços do homem tornam-se inúteis devido a falta de observação desta tão necessária precaução. O sucesso temporário de princípios maus e errôneos geralmente atribuídos à maneira pela qual eles são apresentados ao mundo é resultado de cuidadoso estudo e pensamentos bem amadurecidos. Estudando a natureza do Cristianismo, nós reconhecemos uma ou duas características que são idênticas em todas as suas diferentes fases. Confiança na força sobrenatural, fé em Cristo, acreditar na força da oração, na imortalidade da alma, são doutrinas professadas mais ou menos pela maioria das seitas Cristãs. Somando-se a isso o Novo Testamento distintamente ensina a virtude da pobreza como uma virtude, que obediência é uma obrigação e que o amor ao homem deve ser subordinado ao amor para Deus. Agora esses princípios podem ser consoladores para alguns, por sua natureza os tenha controlado e devem controlar o progresso da civilização. A extensão de sua influência retardadora depende do grau de veneração no qual eles são mantidos por seus pregadores. Com Teístas e Unitarianos (Cristãos que acreditam em apenas um Deus, não na trindade) essas noções teológicas, porque esses Cristãos são menos dogmáticos e menos ortodoxos. Mas com os Wesleyanos (seguidores de John Wesley; inglês pai do metodismo) ou Batistas a pregação de tais princípios levam a condutas antagonistas ao desenvolvimento geral. Com estes últimos, Cristo é "tudo". Em vão procuramos em seus ensinamentos por esses princípios que são tão necessários ao progresso da civilização. Ao contrario, a experiência tem provado que via de regra, eles tem sido injuriosos, e em proporção à sua adoção tem retardando o bem estar Secular da humanidade. E não poderemos esperar nada mais. O objetivo de Cristo era ensinar a seus seguidores como morrer, ao invés de ensina-los como viver. Se então nós pressionamos a pergunta, "O que é o Cristianismo", as respostas dadas pelos Cristãos no mundo inteiro serão tão variadas, quanto numerosas. A resposta de um membro da Igreja da Inglaterra, será largamente diferente da resposta dada por um da Igreja do Ultimos Dias (Latter-Day-Saint). O fato é, de acordo com a educação do indivíduo e a inteligência da nação, assim são recebidas as noções com as quais se constitui o Cristianismo. Por exemplo religião com Mazzini1 é muito diferente da religião do Arcebispo Manning2. A fé cultivada por Garibaldi3 não é precisamente a mesma que a desejada na presente lei da França4.O Cristianismo do Professor Huxley5 é tão diferente das doutrinas ensinadas por Richard Weaver, como a religião de Maurice6 como a de C. H. Spurgeon.7 A mesma diversidade existe em referência às nações. Na Espanha a religião é opressão cruel, na Escócia ela é um triste pesadelo, em Roma ela é o domínio sacerdotal, enquanto na Inglaterra ela é simplesmente um passatempo emocional. Todas estas diferentes fases do Cristianismo indicam que as opiniões teológicas dependem das circunstâncias que as rodeiam, e não podem portanto ser a causa da civilização do mundo. Para testar a força do Cristianismo para organizar um estado de sociedade civilizada é necessário apenas supor a companhia de um homem e uma mulher indo à uma ilha deserta, e lá tentar formar uma constituição para encontrar todos os requisitos da sociedade moderna baseando-se nos ensinamentos do Novo Testamento. Primeiro eles devem buscar o Reino dos Céus, e amar não o mundo e as coisas do mundo. Isto poria de uma vez um fim no esforço humano, porque se uma pessoa não ama o mundo, seu interesse irá imediatamente das coisas terrenas, direto para as coisas celestiais. É impossível induzir pessoas a trabalharem por muito tempo por qualquer coisa que elas odeiam. Sob um sistema de despotismo, uma certa quantidade de trabalho pode ser tirado de servos e escravos, mas uma vez dada a uma nação sua liberdade, os habitantes somente se esforçarão para as coisas que eles gostem. Segundo eles não devem pensar em seus corpos ou em suas vidas. Isto os evitaria de estudar as leis da saúde. Reforma Sanitária ou ciência psicológica deveria ser desnecessária. Hospitais seriam substituídos por um rápido aumento do "Povo Próprio de Deus".8 O infeliz caso recente de duas pessoas que foram presas por homicídio casual porque eles praticamente cumpriram o Novo Testamento, é uma resposta potente à alegada eficácia do Cristianismo para efeitos de civilização. O "Povo Próprio" (Peculiar People) conta com a fé e oração ao invés de ciência e medicina e como recompensa por sua devoção Cristã, morte e prisão foram os resultados. Então os Cristãos nesta ilha não devem pensar para o amanhã. Economia e um desejo para o futuro deste mundo devem então ser inteiramente ignorados. Seria um crime construir agências de correio e bancos, uma vez que guardar tesouros na terra é estritamente proibido. O pensamento de um divorcio não deve ser aceito nem por um momento, porque "quem Deus juntou nenhum homem pode separar". Aqueles que são sorteados para serem ricos, devem se livrar de suas riquezas, como está dito no Novo Testamento, estas são uma maldição. Se um inimigo é suficientemente cruel para esta ilha Cristã, os habitantes não devem interferir porque Cristo disse a eles para "não resistir ao demônio". As forças invasoras substituiriam e estabeleceriam eles mesmos como governo da ilha, então os habitantes deveriam aceitar submissos e calados, já que "as forças que aí estão são ordenados por Deus". Se eles receberem um tapa na face devem oferecer a outra face para apanhar do outro lado. Agora eu afirmo que esse povo, vivendo com uma constituição enquadrada nas leis de Cristo não seria muito progressista nem seriam muito felizes. Além da submissão doméstica na qual eles seriam colocados, ainda eles teriam que ouvir as confortantes promessas que no último dia eles teriam que prestar contas por todas as palavras vazias e sem sentido que pronunciaram durante toda sua vida. Devemos imaginar que não demorará muito para que estes Cristão se tornem "pecadores miseráveis", acreditando, como eles fazem, que seu julgamento final dependerá das palavras ditas nos momentos alegres e jubilosos de sua vida? Mas os pregadores modernos do Cristianismo perguntarão, se seus sistemas não são progressivos em sua natureza, como é que homens de intelecto, de determinação e de cultura científica tem aceitado o Cristianismo como sua fé? E mais tarde eles perguntarão como é que com a influência do Cristianismo a Inglaterra progrediu tão rapidamente? Todas estas questões são consideradas pelos religiosos como muito importantes, é necessário aqui um breve exame destas questões. Agora a falácia envolvida com a primeira questão cai na interpretação dada às palavras "sua fé". Qualquer um familiarizado com a história do Cristianismo contada acima, saberá agora que a fé de Jesus tal como ele a pregou, e a fé dos Cristãos em 1868, são duas coisas inteiramente diferentes. Mesmo que aceitemos as datas alegadas pela cronologia Cristã como historicamente corretas, o Cristianismo começou a se alterar e se modificar imediatamente após a morte de Cristo. Paulo pregou um sistema de caráter filosófico comparável ao de Jesus. O Cristianismo de Paulo era largamente diferente daquele de seu "divino Mestre". O caráter de Cristo era submisso e servil, Paulo era desafiante e combativo. Nós não podemos mais conceber Cristo lutando com bestas selvagens em Epheus, nem Paulo se submetendo sem protestos ou resistência àqueles insultos e indignidades as quais são alegadas que Cristo recebeu. Nem poderíamos por um momento imaginar Paulo aconselhando seus discípulos que quando alguém bate em uma face deveriam oferecer a outra. Cristo era um camponês analfabeto, Paulo quando comparado com seu mestre, era um filósofo ilustre. Paulo introduziu através de seu caráter pessoal uma certa quantidade de audácia e energia na propaganda Cristã e pelo caráter de ele modificou largamente o sistema Cristão. De fato, cada geração sucessiva tem deixado sua marca impressa no Cristianismo. Nenhum sistema foi tão pouco rígido e plástico. Ele tem certamente se aproximado da injunção de São Paulo, "serem todas as coisas para todos os homens." Pessoas das mais contrárias disposições e a maioria de natureza oposta tem sido seus grandes ilustradores, expositores e representantes de sistemas de vida. Ele tem encontrado guarida para todos os temperamentos: os ascéticos (pessoas que pela religião levam uma vida simples e sem prazeres) e os luxuriosos gozadores da vida, o homem de ação e o homem de contemplação, o monge e o rei; o filantropo e o destruidor de sua raça: o iconoclasta (destruidor de ídolos) inimigo de todas as cerimônias e os supersticiosos devotados; Cromwell9 e Cowper,10 Lyell11 e Wesley,12 St Augustine13 e Dr. Pusey.14 John Milton15 e C. H. Spurgeon. Todos esses e muitos similares opostos tem encontrado refúgio com a palidez do Cristianismo. Mas deve ser bem entendido que esta família tão heterogênea de modo algum abraçará compreensivamente no sistema de Cristo, mas as conseqüências de uma Teologia caracterizada igualmente por seus princípios, indefinidos, incompletos e indecisos. Nenhum homem de ação pode ser um verdadeiro e consistente devoto do Cristianismo, para muitos deles seus ensinamentos são a encarnação e inculcação de abstenção e sofrimento. Eles claramente e enfaticamente ensinam submissão ao demônio físico, tirania e opressão. Eles inculcam um espírito parasitário e retardador, eles tiram as energias e os desejos do homem das responsabilidades de sua vida, fixando-os em um futuro incerto e desconhecido. Cristãos podem nos provar que seus princípios podem produzir uniformidade de caráter, até se é satisfatoriamente explicado se os preceitos, proposto por Cristo contém os elementos necessários daquela grandeza as quais invariavelmente tem caracterizado as vidas dos filósofos, eminentes estadistas e poetas de todas as épocas; até que possa ser mostrado por um apelo à autoridade e experiência que os princípios como ensinado no Novo Testamento são compatíveis com o progresso humano, até que o curso seguido por Cristo quando na terra for adotado por seus pregadores seguidores dos dias de hoje e harmonizado com razão e humanidade -— Eu digo, até que essas coisas sejam realizadas, o Cristianismo será incapaz de fornecer um código de moral pelo qual as gerações que se sucedem possam ser governadas, e para a qual os grandes intelectos do mundo poderiam finalmente sucumbir. A noção aceita por muitos que a presente condição da civilização da Inglaterra é o resultado da influência do Cristianismo é decididamente falaciosa. O progresso de uma nação não pode ser atribuído a qualquer coisa ou a qualquer geração, mas a uma combinação de circunstâncias que estiveram em operação durante muitas gerações. Por exemplo, a não ser que as descobertas científicas de Watt,16 Dalton17 e Black18 do último século (dezoito), a aplicação dessas ciências com as quais seus nomes estão associados, poderiam não terem sido tão facilmente aplicadas com fins humanitários na época atual; a não ser para a Revolução Francesa em nome da liberdade, por isso e um pouco mais, não haveria os dias de hoje na França; e se não fosse as várias tentativas de revolução nesse país, muitas das concessões de liberdade que gozamos hoje, nunca poderiam ter sido conseguidas. A "Reform Bill" de 1867 incompleta como é, poderia nunca ter passado na "Câmara dos Comuns" mas devido às reuniões na "Trafalgar Square" e as demonstrações no "Hyde Park", Birmingham, Leeds e outros lugares. Disraeli19 ostentou ter ele educado seu partido, longe de mim tentar roubar do Premier os laureeis que ele ganhou atravessando aquela dolorosa operação, mas me parece que a melhor lição que o "Tories" recebeu foi durante a reforma educacional da "Reform League" e de seus colaboradores. É igualmente verdade que para a parcial liberdade da intolerância religiosa que agora gozamos nós estamos devendo aos Franklins20 e Paines21 no passado e também a todos seus representantes no presente. Mas evitando esse ponto eu pergunto, é verdade que temos alto estado de civilização? Apesar disso uma "Bíblia Aberta" e "uma disseminação geral das verdades do Novo Testamento (Gospel )", as quais temos tido neste país nos últimos 300 anos, pode ser negada que a maior parte da nossa população rural está mergulhada na mais profunda ignorância e na mais depravada miséria? Não é uma acusação sobre a influência do Cristianismo que, após três séculos de leis, disciplina, com 20.000 homens do clero e uma tropa de ministros. Divergentes, que muitas classes da sociedade que tem estado sob sua direção e controle, deveriam ser o maior estigma (mácula) sobre a nossa condição social? Pode ser alegado que qualquer coisa parecida mesmo com alguns ajustes de relações entre capital e trabalho foram mas não são mais? Aqueles que oram no presente estado da civilização Cristã deveriam se perguntar, o trabalho tem recebido alguma coisa como uma cota justa pelo resultado da riqueza que ele contribuiu para produzir além de migalhas (lion's share). Pode uma geração ou um país ser considerado civilizado, no qual há tantos excluídos e que prevalece a pobreza e a falta de esperança? Não temos a doença, dor e tristeza a cada esquina? Não temos milhares de pessoas que acordam todas as manhãs torturados pela ansiedade, por, como eles irão obter comida para mais um dia e quando a hora de dormir retornar outra vez, não saberem onde apoiar suas cabeças? Desfilando as glórias da civilização Cristã para aquelas criaturas desafortunadas que foram levadas à miséria, vergonha e loucura por desejar as coisas indispensáveis da vida. Observando a deplorável condição dos "Cristãos" Ingleses, o jornal Morning Star uma vez perguntou --- Quando a fome deverá desaparecer da terra? Quando pararemos de ouvir que em alguma parte do país um homem cai morto de tanto comer pato assado, enquanto em outro uma mulher perece de absoluta fome, com seus dentes cravados na carne de seu próprio braço? Teremos que esperar até que Londres Leste se sente para essa refeição doentia? O Governo Tory ou Whig pode fazer alguma coisa? Dentro de dois anos, mais de um milhão de seres humanos sob seus cuidados morreram de fome e sozinhos.Testemunhas do destino de muitas filhas da Inglaterra que entre a civilização, tem tanto arrastado uma miserável existência pela contínua escravidão, como mostrado em "Song of the Shirt" (Canção da Camisa) ou também mergulhado na decadência total e degradação sem esperança. É um insulto e uma gozação dizer que tais vítimas de um mundo desgovernado que sua posição é o resultado de sua própria conduta. Uma das principais causas de tais calamidades é encontrada na promulgação de doutrinas as quais destroem a energia do homem na obtenção de bens materiais, induzindo-o a ser dependente de uma pobreza cultivada e suplicante. A história do Cristianismo é uma obscura, triste e deprimida ilustração de sua influência e uma tendência a manter aquelas condições as quais são desfavoráveis ao progresso individual e a grandeza nacional. Entre outros requisitos para uma condição de sociedade civilizada é necessário ter riquezas, abundância e bens, cultivar as ciências, a aquisição de conhecimento e liberdade de questionar. Sem esses requisitos civilização como nós entendemos o termo não pode existir. Quanto e até que ponto o Cristianismo incentivou isto? Agora é certo que a Religião do Novo Testamento se opõe á riqueza material. Enquanto a pobreza é engrandecida como uma virtude, as riquezas são denunciadas como um vício. Se aqueles que tem riquezas às vendessem e doassem aos pobres como Cristo ordenou e ao mesmo tempo não economizassem nada mais, uma bancarrota individual e nacional aconteceria. A influência da religião na pesquisa científica é bem conhecida dos estudantes de história. O grande impedimento para o progresso da verdade científica no passado tem sido uma inveja religiosa cega. Primeiro ciências como geologia são tidas como falsas; todos os fatos demonstrados pelos escritores passados foram classificados como um exemplo de insanidade do escritor e cada fóssil maravilhosamente descoberto, foram referidos à uma explicação limitada do dilúvio de Noé (Noachian). Percebendo que as ameaças e intimidação falharam em deter o avanço da ciência, perseguições e prisões foram as armas usadas pelas mãos Cristãs contra aqueles cujo crime consistia em investigar as leis da natureza e fazendo aquelas leis conhecidas pelo resto dos seres humanos. Dr Ferguson22 em sua "Penalidades da Grandeza" (ou Penalties of Greatness) reconhece que aquela teologia, como incorporada pela igreja Cristã era a primeira a extinguir a luz da razão. Mas a verdade existe mesmo com as interferências mortais que as rodeiam. Não só a igreja empregou métodos para impedir a mínima diferença de opinião nos assuntos religiosos inventando os mais desenvolvidos instrumentos de tortura, mas a ciência por si tornou-se o objetivo de queima, inveja, ciúmes e perseguição e o homem foi obrigado a negar as leis da natureza. O mesmo espirito prevalece a uma extensa porção do mundo Cristão nos dias de hoje. Toda descoberta científica, oposta à teologia popular, é suspeita com horror religioso pelos Cristãos ortodoxos. O jornal "Morning Advertiser" (ou Conselheiro da Manhã) e outros jornais ortodoxos denunciaram homens como Huxley, Darwin23 e Sir Charles Lyell como inimigos do bem estar da humanidade. "Conhecimento Real", diz Buckle,24 "o conhecimento no qual a civilização é baseada, somente consiste em familiarizar-se com as relações as quais coisas e idéias ganham consistência e se sustentam entre si; em outras palavras, um conhecimento das leis físicas e mentais." A história da religião Cristã prova que o objetivo e alvo de seus defensores tem sido muito freqüentemente desencorajar e evitar a aquisição e disseminação do conhecimento científico. A influência Cristã não só tem afetado a aquisição de conhecimento cientifico, mas também tem interferido com o progresso geral da educação. Felizmente atualmente, muitos chamados Cristãos tem defendido um sistema nacional de educação, mas este avanço na política não é resultado de sua fé, mas uma prova de que as Seculares aspirações do homem agora são menos acorrentadas pela restrição teológica do que eram no começo do Cristianismo. Foram precisos dezoito séculos para o mundo Cristão chegar à conclusão que as pessoas necessitam ter meios adequados de educação a seu dispor. Recentemente, cinqüenta anos atrás, eram escritos panfletos pelos homens do clero avisando a nação contra as conseqüências democráticas horrendas de dar educação às classes operárias. Atualmente é o livre pensamento que tem sido exortado, não a igreja a que concedeu. Educação Nacional de Dr Johnson,25 o grande pilar da igreja no último século, foi ter a honestidade de admitir que era contra a educação para os pobres, porque iriam ensinar política a eles. Ele poderia ter acrescentado com verdade igual, que ensinariam a eles como pensar sozinhos, invés de deixar a igreja pensar por eles. Enfim, a hora da vitória, mesmo que parcial, chegou. Os Reformadores da educação tiveram seu triunfo. A lei decretada será nacional. 20.000 Libras foram votadas para esse fim. Então, novamente a Igreja exerceu sua influência. Percebendo que não poderia resistir a correnteza do progresso, ela procurou poluir e destruir sua força renovadora. Falhando na prevenção ela se empenhou em contamina-la. E qual foi o resultado? A educação Nacional existe mas incompleta. Milhares estão crescendo como monumentos a uma educação imperfeita. Acreditando que a "sabedoria desse mundo é tolice para Deus", os dirigentes do Cristianismo nas palavras de Buckle, Onde eles não proibiram abertamente a livre disseminação do conhecimento, eles tem feito tudo que podem para controlá-lo. Sobre todos os implementos do conhecimento tais como papeis, livros, jornais políticos e similares, eles tem posto impostos tão altos, que eles dificilmente poderiam ter feito pior se eles fossem os advogados juramentados da ignorância popular. Verdadeiramente, olhando o que eles realmente conseguiram, pode ser dito enfaticamente que eles taxaram a mente humana.Felizmente muitos desses impedimentos foram retirados, não, com o consentimento do mundo Cristão. Esta vitória foi conseguida pelo esforço destemido e sofrimento heróico dos mártires do Pensamento Livre em face da oposição e perseguição Cristã. Perdas domésticas, ruína financeira e os horrores da prisão, foram o preço pago por retirar aqueles obstáculos ao avanço educacional do povo. Sem dúvida a força do Cristianismo tem sido muito grande sobre a civilização do mundo. Nada influência mais a mente humana para o bem e para o mal do que a noção Cristã do sobrenatural. Se uma pessoa é induzida a ter absoluta fé na paternidade e soberania de Deus, ele avalia antes que seu primeiro dever é aquele que ele considera a vontade daquele Deus. Por conseguinte, durante aqueles períodos intelectuais as noções dos homens sobre Divindades foram refinadas e cultivadas e como conseqüência opressão e perseguição ao ceticismo foram mais raras. Enquanto que, por outro lado, a multidão cultivava idéias rudes de divindade, os puros e castos, sentiam náuseas diante de cenas de crueldade e derramamento de sangue as quais eram decretadas de acordo com o que se supunha ser a "vontade de Deus". Se ainda existe alguma dúvida sobre este ponto, seria necessário estudar cuidadosamente "História da Civilização" de Burckle. Neste trabalho, são dadas muitas provas da contração da influência da religião. Nada tende a limitar mais o progresso do que a tentativa de impedir a liberdade de opinião e a aplicação de penas por exercer seus direitos. "Durante" diz Burckle "quase 150 anos a Europa foi aflita por guerras religiosas, massacres religiosos e perseguição religiosa; nenhum dos quais apareceram, se a grande verdade tivesse sido reconhecida, que o estado não tem poder sobre a opinião do homem, não tem direito de interferir, nem no grau mais leve, com a forma de culto que ele pode escolher e adotar". O mesmo autor continua mostrando que o crescente perjurio e hipocrisia foram o resultado da política dos governos Cristãos, chegando a conclusão que é estupidez relacionar a civilização da nação a qualquer credo. Infelizmente o Cristianismo apareceu em um período inoportuno da história, justo quando não havia nenhuma indicação de que o mundo iria se livrar do sobrenatural. Os velhos credos Pagãos os quais o Cristianismo suplantou, eram de longe o melhor dos dois, porque estes continham as melhores promessas para o mundo. A religião Romana assentou sobre os Romanos, mas foi bem suavemente. Foi justamente com um corpo de histórias mitológicas, que talvez fosse útil no mundo infantil, mas as quais não eram mais necessárias na idade adulta. A grande característica da velha fé Pagã era seu espirito tolerante. Morte por credo religioso era desconhecida pelos Romanos. Eles permitiam que cada um fosse devotado de acordo com a sua própria consciência. Perseguição por não acreditar foi reservada pelo Cristianismo. Tão logo os discipulos de Cristo conseguiram o poder, eles começaram a perseguir aqueles que não aceitavam sua fé e se esforçaram para esmagar todo sistema que era antagonico ao seu. Ao invés dos Cristãos falarem tão imprudentemente das depravações dos povos antigos, seria muito melhor imitar a Roma Pagã em seu amor e tolerância. Mesmo no Novo Testamento nós constatamos a extrema relutância que o Governador Romano de Judá assinou a pena de morte de Cristo. Os Romanos eram tolerantes -— Em outras palavras eles eram muito pouco religiosos, por isso, oportunos para tornarem-se convertidos à verdade Secular - e sempre que eles conquistavam um novo território, eles imediatamente incorporavam ao seu grande numero de Deuses, os Deuses que eram cultuados pelos habitantes de sua nova conquista. Agora se a Rainha Vitória26, pela sua autoridade real ordenasse que fosse adicionado aos objetos de adoração da Inglaterra, todos os deuses adorados por seus suditos negros, em todo mundo, se, a cada nova conquista, fosse responsabilidade de Bispos e Arcebispos, os Spurgeons e Cummings27 adicionassem o novo grupo de divindades aos objetos de adoração, qual seria o resultado? Resposta: Porque a religião cairia rapidamente no descredito e descaso, a humanidade saberia de uma vez sua absoluta estupidez, tolice, besteira e absurdo. Isto é precisamente o que estava acontecendo entre os Romanos e todos através de seu império, quando o Cristianismo entrou em cena, parou o espírito progressista e adiou o reinado da felicidade humana. Se dermos uma olhada histórica nos países onde o Cristianismo se professou, e de uma vez, agiram em larga escala, reconheceriamos imediatamente a possesão da influência no progresso nacional. Primeiro podemos pegar a Escócia. No mais compreensivo sentido da palavra, a Escócia em período não muito remoto era um país estritamente religioso e quais foram os frutos dessa religião? O estado mais miserável e atrasado possível para que um povo possa viver. É preciso entender separadamente que o Sr. Buckle em seu "História da Civilização" atribui este espírito não progressista inteiramente à fatal influência da religião. E poderemos esperar nada também? Aqui é um país de ação, tão logo o povo tem oportunidade age, sob os principios do Cristianismo. E o que encontramos? Uma inteira ausência de verdadeira tolerância; uma aversão mesmo a mais inocente alegria; um desejo de limitar a alegria dos outros e um espírito de inveja cega e perseguição; mesmo assim no meio de tudo isto,Como Mr Buckle observa apropriadamente. Existe um credo triste e austéro. As igrejas são abarrotadas como se ainda estivessemos na idade média e são enchidas com adoradores ignorantes, que aglomeram-se para ouvir opiniões que só o povo da idade média daria valor.Qual o efeito desse ensinamento sobre a mente da Escócia? Tem dado a esse povo alguma aspiração de progresso? Se lermos a história da Escócia durante o seculo dezessete e dezoito, perceberemos que Buckle falou a verdade, quando disse que Alguns dos mais nobres sentimentos dos quais nossa natureza é capaz, é o sentimento de amor e gratidão, foram desprezados e foram substituidos pela sentença de um servil e desonroso medo.Mas os tristes efeitos do Cristianismo não estava confinado na Escócia. Se tomamos a Inglaterra durante o que foi conhecido como "épocas negras", a mais brilhante era da Cristandade, ela não tinha rival: ajudada pela máquina real ela governou o mundo civilizado por mil anos, sem um raio de luz, sem nenhuma adição qualquer nas artes e na ciência,então deixando à humanidade uma herança de crueldade e derramamento de sangue e perseguição. Na idade média ouve um grande impeto dado para a ciência e filosofia. Alguns dos mais esplêndidos intelectos apareceram no mundo e poderiam sob condições mais favoráveis ter embelezado a humanidade, iluminado a sociedade, mantido o progresso e aparecido naqueles dias. Mas seus intelectos foram reprimidos e se tornado praticamente inútil pela influência da Cristandade. Aqueles eram tempos quando a Cristandade era suprema, sem rédeas, irrefreável, sem restrição, quando o sangue, a genialidade e o cavalheirismo da Europa foram desgastados nas cruzadas loucas e inúteis, quando em somente uma das expedições instigadas por sacerdotes fanáticos, nada menos que 560.000 pessoas foram sacrificadas pela superstição da cruz. Nós precisamos de provas dos efeitos do Cristianismo? Observe a história das sete cruzadas, as quais permanecerão para sempre como um monumento da fé manchada de sangue. Por cerca de 200 anos os seguidores de Cristo cairam abandonados uma das mais finas e mais românticas porções do mundo, e cairam prostrados milhares de seres humanos. Queremos conhecer a triste influência do Cristianismo? Leia a história do Imperador Cristão Constantino, que com uma espada em uma mão e uma cruz na outra, proseguia sua carreira massacrante assassina e cruel. Vá para as ruas de Paris, quando no século quinze eles derramaram sangue de Protestantes indefesos e quando 10.000 pessoas inocentes foram massacradas pelos crentes e seguidores em um manso e humilde Jesus. Visite os vales de Piedmont, os quais foram cenário da chacina mais desumana, quando sufocaram centenas de mulheres que foram prensadas dentro de cavernas pelos portadores da Cruz. Estude a história da Inquisição, para quem 3.000.000 ou três milhões de vidas foram sacrificadas em apenas um século. Leia com atenção os registros das ações do Rei Henry Oitavo28, Rainha Mary29 e a Rainha Elizabeth30 que em seus reinados Cristãos condenaram centenas a morrer presos na estaca, ou suportarem crueldades revoltantes em calabouços nojentos, somente porque discordavam da fé que prevalecia naqueles tempos. Estes foram os efeitos da religião quando eles tinham poder absoluto. Quando o Cristianismo exercia sua influência legítima, a máxima era "Filosofia é a criada da Teologia", todo filósofo então que não filosofava para trazer novos argumentos para reforçar alguns dos dogmas absurdos do Cristianismo, era submetido a uma vida de reclusão e perseguição ou uma morte imediata. Mas a Cristandade não interferiu só nos intelectos, ela influenciou todas as relações da vida. A soma de quase toda história por séculos depois de Cristo pode ser comprimida em poucas sentenças. Toda desonestidade e falta de escrúpulos que reis e nobres desejavam para cometer um ato criminoso eles conseguiam com bispos e sacerdotes para consagrar e torná-lo sagrado. Não fosse por noções fortes de Cristianismo que os soberanos James I31 e Charles I,32 em todas as probabilidades nós não encontraríamos um período tão abominável e impatriótico como o que sucedeu a esplêndida era da Rainha Elizabeth. Como é lamentável pensar que Ingleses puritanos de coração nobre com homens como Falkland33 Cromwell, e John Milton liderando, perderam toda chance de reformar a nação e estabelecer aqueles melhoramentos muito necessários para devido a sua infeliz escravidão ao Cristianismo. Nunca existiram homens cujas mentes por natureza foram mais magnificas, tolerantes e verdadeiramente secularistas do que as de Cromwell e Milton, se os elementos religiosos fossem afastados. Mas infelizmente Cromwell foi dominado, ou para fazer justiça a ele, todos seus comtemporâneos foram dominados e eles o dominaram, então ele arruinou todo país que ele havia salvo, forçando religião sobre eles, cansaram e os esgotaram. O destino do Cristianismo estava selado na Inglaterra no dia que Cromwell morreu. Alguns escritores fizeram disso a grande acusação do reinado de Charles ll34 que era "Ateu", sim, mas seu ateísmo era a única face de compensação do reinado daquele "Monarca Feliz". Rápido como ele era, durante seu reinado, muitas reformas foram efetuadas, o resultados delas não podem ser avaliados muito bem. Foi durante seu reinado que foi aprovada a lei que tirava dos bispos do poder de queimar vivo aqueles que tinham opiniões teológicas diferentes das suas. Foi durante seu mandato que o clero foi privado de taxar a si próprio e forçado a se submeter às leis comuns a todos. Foi durante seu reinado que foi aprovada a lei proibindo os bispos de administrar a maldição pela qual a igreja até aqui forçava as pessoas suspeitas a se incriminar (confessando o que não haviam feito). Foi durante seu reinado que foi estabelecido, que as taxações sobre as pessoas deveria ser decidida por seus próprios representantes, foi também durante seu reinado que foram retiradas algumas censuras sobre a imprensa, foi quando o conhecimento pode ser espalhado entre as grandes massas de população. Apesar das calamidades causadas pela grande Praga35 e o "Grande Incêndio de Londres",36 foram conseguidos os maiores melhoramentos diz Burckle e foram conseguidos mais progressos neste reinado do que havia sido conseguido nos doze séculos anteriores da história Inglesa. O caráter de Charles ll como um todo não deve ser imitado; mas vivendo entre uma corte gastadora, corrupta, ministros mercenários e constantes conspirações, ele foi hábil para enxergar dois grandes obstáculos ao bem estar da nação; estes obstáculos eram a tirania espiritual dos padres e a opressão territorial dos nobres.Tendo muito pouca consideração com os dogmas teológicos, ele determinou que todos os demônios do Cristianismo fossem banidos para longe. Se o Cristianismo contém qualquer remédio real contra os males existentes, ele deveria já ter sido mostrado. Ele tinha tido tudo a seu favor, a influência dos sacerdotes, o patrocínio dos reis, a aliança dos grandes e poderosos, o uso de tremenda riqueza, o comando dos exércitos, o primeiro lugar entre os conselheiros da nação, o comando de suas afeições e o domínio de seus medos. Ciência, arte, educação foram humilhadas e se alistaram nessa caravana. Os cérebros mais brilhantes depositaram seus tesouros a seus pés. Os laços de afeição da nação, a união social, as relações entre governos e governados, eles se renderam a sua influência (do Cristianismo). Eles foram os monarcas absolutos do mundo. Ainda com todas essas vantagens o Cristianismo provou ser incapaz de manter a paz e o progresso da civilização.
Em sua primeira visita ao Canada em 1822, Charles Watts fez este discurso sobre a moralidade do Secularismo.Notas 1 - Giuseppe Mazzini (1805-1872) foi um patriota, orador e agitador italiano. Descrito como sendo um dos criadores do Reino da Itália em 1861, Mazzini poderia ser chamado um teísta liberal, embora fosse agressivamente anti-clerical. Voltar 2 - Cardeal Henry Edward Manning (1808-1892) foi um cardeal inglês Católico Romano. Trabalhou com o ateu Charles Bradlaugh para ajudar as classes trabalhadoras inglesas. Voltar 3 - Giuseppe Garibaldi (1807-1882) liderou a famosa Expedição à Sicília em 1860, que começou a libertação da Itália das monarquias feudais. Anti-clerical e republicano, foi ateu e serviu como presidente da Societa Atea. Voltar 4 - O governante da França em 1868 (data da escrita deste ensaio) era o imperador Napoleão III (1808-1873), que reinou no período 1852-1871. Voltar 5 - Professor Thomas Huxley (1825-1895), fisiologista inglês, foi o defensor principal de A Origem das Espécies, de Darwin. Em 1863 aplicou o princípio da evolução ao homem. Voltar 6 - Frederick Denison Maurice (1805-1872), um cristão sincero, argumentou que o cristianismo era uma adaptação dos melhores elementos presentes nas fés mais antigas. Voltar 7 - Charles Hadden Spurgeon (1834-1892), foi um religioso inconformista inglês que apelou através das emoções à consciência e que não confiava no criticismo bíblico moderno. Voltar 8 - A referência é aos membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias os Mórmones. Voltar 9 - Oliver Cromwell (1599-1658), foi soberano da Inglaterra de 1653 a 1658. Defendeu a tolerância religiosa. Voltar 10 - William Cowper (1731-1800), poeta evangelista e calvinista, queria que a leitura da Bíblia (não denominacional) fosse ensinada nas escolas públicas. Voltar 11 - Sir Charles Lyell (1797-1875), geólogo inglês, preparou o caminho para Darwin ao atacar e eliminar da ciência a teoria catastrofista. Deu um apoio inestimável à Origem das Espécies, de Darwin. Voltar 12 - John Wesley (1703-1791), religioso inglês, foi o pai da Igreja Metodista. Voltar 13 - Santo Agostinho (354-430) foi um dos quatro grandes "pais" da Igreja Latina. Voltar 14 - Dr. Edward P. Pusey (1800-1882) defendia crenças absolutas num deus pessoal, na punição eterna, e na inspiração verbal da Bíblia. Voltar 15 - John Milton (1608-1674) tem sido descrito como "o grande poeta cristão". Porém, no fim da sua vida escreveu sobre estar "emancipado da influência da autoridade" e falou da suas "opiniões heterodoxas sobre a natureza da Deidade e da eternidade da matéria." Voltar 16 - James Watt (1736-1819), inglês, inventor da máquina a vapor e homem de letras, foi, na melhor das hipóteses, um deísta e nunca freqüentou uma igreja. Voltar 17 - John Dalton (1766-1844), químico e físico inglês, propôs pela primeira vez a teoria atomista. Voltar 18 - Joseph Black (1728-1799), químico escocês, estudou a física do calor e estabeleceu a base para as invenções de Watt. Descobriu o ácido carbônico. Voltar 19 - Benjamin Disraeli (1804-1881), político e autor inglês, serviu como primeiro ministro de Inglaterra em 1868 e em 1874-1880. Voltar 20 - Benjamin Franklin (1706-1790) foi um político americano. Voltar 21 - Thomas Paine (1737-1809) foi um filósofo político e autor nascido na Inglaterra. O seu livro Common Sense (1776) ajudou a desencadear a Revolução Americana. Voltar 22 - Dr. Adam Ferguson (1723-1816), filósofo e historiador escocês, foi professor em Edimburgo e amigo íntimo de David Hume. Era um deísta. Voltar 23 - Charles Darwin (1809-1882), o pai da evolução, publicou o seu livro devastador A Origem das Espécies em 1859 e o livro Descent of Man em 1871. Voltar 24 - Thomas Henry Buckle (1821-1862), historiador inglês, demorou catorze anos a escrever a sua extensa obra History of Civilization [História da Civilização]. Voltar 25 - Samuel Johnson (1709-1784) foi um homem de letras inglês. Voltar 26 - Alexandrina Victoria (1819-1901), rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda, Imperatriz da Índia, reinou de 1837 a 1901. Voltar 27 - Dr. John Cumming, eminente clérigo presbiteriano inglês, foi o autor do livro Great Tribulation [Grande Tribulação] (1859) e Things Hard to be Understood [Coisas Difíceis de Perceber] (1861). Voltar 28 - Rei Henrique VIII (1491-1547), reinou de 1509 a 1547. Voltar 29 - Rainha Maria (1516-1558), ou "Bloody Mary" [Maria Sangrenta], governou a Inglaterra no período 1553-1558. Voltar 30 - Rainha Isabel (1533-1603), reinou no período 1558-1603. Voltar 31 - James (1566-1625) foi rei da Escócia em 1567-1603 e assumiu o trono da Inglaterra em 1603. Voltar 32 - Carlos I (1600-1649), ou Carlos Stuart, rei da Grã-Bretanha de 1625 a 1649. Voltar 33 - Lucius Gary Falkland (1610?-1643) opôs-se à usurpação clerical em assuntos seculares e introduziu uma lei no Parlamento para eliminar os clérigos dos cargos oficiais; mas também se opôs à abolição do episcopado. Voltar 34 - Carlos II (1630-1685) foi monarca durante as guerras religiosas na Inglaterra e durante a ascendência de Cromwell. Voltar 35 - A Grande Peste de Londres ocorreu em 1665. Voltar 36 - O Grande Fogo de Londres ocorreu entre 2 e 6 de Setembro de 1666. Voltar
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