Publicado: 11/05/2001|
Num dia lindo e ensolarado, o coelho saiu de sua toca com o notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois, passou por ali uma raposa, e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar. No entanto, ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa: Coelhinho, o que voce estah fazendo ai, tao concentrado? Estou redigindo a minha tese de doutorado - disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho. Hummm... e qual é o tema da sua tese? Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas. Ora!!! Isso é ridiculo!!! Nos é que somos os predadores dos coelhos! Absolutamente ! Venha comigo a minha toca que eu mostro a minha prova experimental. O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois, ouve-se alguns ruidos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois ... silêncio. Em seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez, retoma os trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido. Meia hora depois, passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho, tão distraído, agradece mentalmente a cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda. O lobo resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho: Olá, jovem coelhinho! O que faz trabalhar tão arduamente? Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de varios animais carnívoros, inclusive dos lobos. O lobo não se conteve e farfalha de risos com a petulância do coelho. Ha, ha, ha, ha, ha!!! Coelhinho, apetitoso coelhinho! Isto é um desproposito. Nós lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Alias, chega de conversa... Desculpe-me, mas se você quiser, eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca? O lobo não consegue acreditar na sua sorte. Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois, ouve-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e ... silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redação de sua tese, como se nada tivesse acontecido. Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensangüentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme LEÃO, satisfeito, bem alimentado, a palitar os dentes. Moral da Estória
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