Sobre Nosotros Actualizado: 16/04/2003
   En esta área tendrás informaciones sobre la historia de la Sociedad de la Tierra Redonda y de las personas que ayudan a hacer de nuestra organización una realidad.

   Todo comenzó cuando yo era un muchacho; siempre me gustó mucho aprender sobre la ciencia como un todo. Desde la adolescencia noté que eso iría a hacer parte de mi vida para siempre. Desde entonces, pasé a cultivar el sueño de trabajar en el área, escribiendo libros sobre ciencia, ateísmo y asuntos afines, y siendo profesor. Siempre investigué en los más diversos medios material sobre el asunto y constaté que en existían sobre esos asuntos muchas fuentes buenas publicadas en la lengua portuguesa.

Bilhete do Show   En el día 13/03/1999 la banda norteamericana Bad Religion hizo un show en Rio de Janeiro, en la antigua casa de espectáculos Metropolitan. Hice una camiseta sólo para ir a ese show, y en su frente coloqué el símbolo universal de prohibido, un círculo rojo cruzado, y bajo el fondo blanco una cruz negra, el instrumento de tortura de la edad antigua que acabó convirtiéndose en el símbolo de la religión que posee más seguidores en el mundo. En la parte de atrás de esa camisa coloqué una foto del planeta Tierra visto desde el espacio con el brillo del sol crepuscular en el fondo, y en el primer plano, sobre el título Round Earth Society, escribí mi nombre seguido de los nombres de grandes personajes de la historia de la ciencia de la humanidad (Heisenberg, Schrödinger, Laplace, Verne, Descartes, Druyan, Wells, Fermi, Asimov, Copernicus, Newton, Darwin, Maxwell, Dawkins, Einstein, Goddard, Galileo, Hubble, Sagan, Huxley, Clarke, Penzias, Wilson, Bohr, Watson e Crick).

Frente da Camiseta   Ese título en la camisa fue una apología a una música de la banda, titulada Flat Earth Society (Sociedad de la Tierra Achatada), donde hacen una parodia intelectual con personajes de la historia que opacan el progreso científico y el conocimiento de la humanidad con teorías y creencias absurdas.

   Después del show (que fue excelente), al volver para mi departamento, sentí unas ganas inmensas de hacer parte de la sociedad de aquellos nombres que estaban siendo llevados en mis espaldas. Sentí la necesidad de parar de aceptar callado la montaña de hipocresías y absurdos impuestos por las religiones y seudo-ciencias, eso sin hablar en la discriminación que nosotros ateos y pensadores libres sufrimos. Sentí también que no era único, que muchas personas como yo estaban sentadas pasivamente observando la Sociedad de la Tierra Cuadrada prosperando, personas que quieren hacer algo para honrar el intelecto humano, pero que todavía no tomaron iniciativa, no porque no sean capaces, sino por recelo de las represalias de los teístas y de los seudo-sabios-científicos. Fue entonces que me surgió la idea de crear la Sociedad de la Tierra Redonda Brasil, una organización no-gubernamental brasilera para defender los Ateos y promover la ciencia. Comencé pesquisando textos en libros y revistas internacionales, y en las páginas extranjeras de organizaciones de ese estilo que ya existían en la internet. En el día 04/05/1999 coloqué en el aire la primera página de la S.T.R., que poseía apenas una lista de enlaces para buenos sites sobre los asuntos allí abordados. En el día 10/06/1999, después de recibir autorización de los autores, publiqué los primeros ensayos, y desde entonces no paramos de crecer.

Costas da Camiseta   Hasta el día 19/12/1999 los textos eran accesibles apenas a las personas que los pedían por e-mail para ser revisores "beta". En el día siguiente, después de un período preliminar de construcción y revisiones, con la ayuda de muchas personas del Brasil y del exterior, el contenido fue liberado para todos en la Internet. Las áreas de ensayos comenzaron a ser administradas por cuatro ateos brasileros. La página ganó un visual más moderno, con imágenes y menús nuevos. La S.T.R. se ganó un dirección nueva. Y aún falta mucho para que quede como lo soñé en mi departamento luego de volver de aquel show. Pero todavía es el comienzo, tenemos apenas una vuelta completa alrededor del Sol, y mucho ya fue hecho. Lo sé muy bien cuando leo los correos de las personas que visitan la página mandando mensajes de apoyo, solidaridad y aprecio. La Sociedad de la Tierra Redonda vino para quedarse, y no tenemos miedo de ser quemados en la hoguera.

Leo Vines
Vines@strbrasil.com
Presidente

EL EQUIPO DE EDITORES

Leo Vines
Leo Vines
Vines@strbrasil.com
Presidente
25 anos, carioca, técnico em Eletrônica e bacharel em Ciência da Computação.
2001 Uma Odisséia no Espaço de Arthur C. Clarke
Duna de Frank Herbert
O Enigma de Rama de Arthur C. Clarke
Física em 6 Lições de Richard P. Feynman
O Gene Egoísta de Richard Dawkins
A Máquina Meme de Susan Blackmore
O Mundo Assombrado Pelos Demônios de Carl Sagan
Nos Bastidores do Reino: A Vida Secreta na IURD de Mario Justino
A Origem das Espécies de Charles Darwin
Um Dois Três... Infinito de George Gamow

   Filho de pais crédulos, fui criado num ambiente rodeado por religiões. Confesso que já acreditei na existência de Deus. Mas também já acreditei na existência do Papai Noel. O conhecimento científico me permitiu entender que ambos são apenas personagens de histórias que nos contam quando somos crianças. Nada mais além disso. Uso o método científico para entender como o Universo funciona, como os fenômenos ocorrem, distinguir o real do inexistente, o falso do verdadeiro.

   Fiz curso técnico em Eletrônica e bacharelado em Ciência da Computação. Atualmente me dedico apenas ao gerenciamento da STR. Pretendo fazer Física, virar professor e se tiver tempo escrever alguns livros de divulgação científica. Daniel Sottomaior Pereira Daniel Sottomaior Pereira
Sottomaior@strbrasil.com
Página Pessoal: Saúde & Informação
Editor da Área S.T.R.
Curitibano, 30 anos, doutorando engenharia, mora em São Paulo.    Sou engenheiro civil e mestrando em engenharia de estruturas pela Escola Politécnica da USP. Atualmente faço curso de extensão em jornalismo científico na Escola de Comunicação e Artes da USP. Fiz o segundo grau no colégio Bandeirantes, em São Paulo, e a seguir ingressei na escola politécnica como o mais jovem politécnico dos 100 anos de existência da escola, aos 16 anos. Sempre me interessei pela ciência e pelo pensamento racional. Nunca fui crente no que quer que seja, mas ainda hoje os livros do Carlos Castañeda, que reli muitas vezes, exercem certo fascínio sobre mim. Tenho interesse também em literatura, línguas e psicologia, além de música, que estudei por muitos anos. Assim que saí do colégio comecei a dar aulas de física, matemática e química, ao mesmo tempo que trabalhava como corretor de redações para meu antigo colégio, o que fiz por alguns anos. O envolvimento progrediu para um trabalho no cursinho Anglo pré-vestibular, onde era monitor de redação. Mas como nunca aparecia ninguém com dúvidas, eu acabava mesmo é ajudando os alunos com física e matemática. Pouco depois cheguei a corrigir redações também para o vestibular da Unesp, e enfim abandonei a área. O trabalho, apesar de muito interessante, precisava ser feito em tal escala e remunerava tão mal que não valia a pena. E afinal de contas, eu era um estranho no ninho: estudante de engenharia e fazendo carreira na área de português. Dessa época me restou um grande interesse pela língua e um forte senso crítico em relação à escrita, que só aplico em relação aos textos dos outros.

Durante a infância li a imensa maioria dos livros de Isaac Asimov, e outros livros com tópicos básicos de ciência. Fui um leitor precoce também e grande parte do meu tempo era dedicada a essas leituras. Mozart Hasse Mozart Hasse
Hasse@strbrasil.com
Editor da Área Atheos
25 Anos, curitibano, mestrando BD e Algoritmos Genéticos/UFPR. The Lugano Report: On Preserving Capitalism in the Twenty-First Century de Susan George
Fábulas de La Fontaine
Fernão Capelo Gaivota
O Velho e o Mar
Hamlet de William Shakespeare

   Desde criancinha lembro-me que a primeira coisa que fiz quando me disseram que deus criou o mundo foi perguntar "tá, mas quem criou deus?". Nunca engoli direito essa história, a leitura de algumas enciclopédias durante a infância me deixaram racional demais para emburrecer numa catequese. Meus pais católicos não gostaram nem um pouco, mas acabaram aceitando ter um ateu na família. Felizmente, durante a infância fui forçado a fazer algo produtivo nas horas que passava todos os dias dentro de ônibus: ler boa parte da área de "ciências" da Biblioteca Pública, desde a origem do universo, até as obras mais estapafúridas, como a teoria sobre a existência do continente perdido de Mu. Ao ver tamanha variedade de livros e autores, e por sempre ler todos os livros sobre um assunto em seguida, acabei rapidamente descobrindo como o conhecimento evolui, como é difícil achar dois livros que digam a mesma coisa e, principalmente, adquiri noções básicas de como notar quando alguém está escrevendo besteiras. Paralelamente aos estudos, passei da infância aos 19 anos estudando em uma escola de música, sendo quase formado em violino. Isto foi uma contribuição cultural muito significativa para aguçar os sentidos e o senso crítico. Aos 18 anos fui dar umas voltas num centro de criação de crentes, para ouvir com MUITA atenção as explicações sobre o amontoado de baboseiras contido na Bíblia. Ouvi com paciência as explicações dos teólogos do local, fiz minhas perguntas e recebi respostas bem esclarecedoras. Se antes de entrar lá tinha dúvidas sobre a existência de deus, quando saí tinha uma certeza: não deixaria mais ninguém fazer meu ouvido de penico. Bom, chegou um certo dia em que cansei de ficar parado enquanto via o mundo se estragar cada vez mais, pois concluí que ele não ia se consertar sozinho. Comecei a tomar atitudes para mudar o rumo das coisas, em direção a um futuro mais... humano. Tornar reais os objetivos da STR é apenas o começo. Sandro Rembold Sandro Barboza Rembold
Rembold@strbrasil.com
Editor da Área Scientia
23 anos, solteiro, Mestre em Ciências pela UFRGS e estudante de Doutorado.    Trouxe de minha infância o interesse por assuntos científicos, particularmente pela astronomia e pela física. Lia muito a respeito, e sempre pretendi ser um profissional desta área.

Era dos Extremos de Eric Hobsbawm
Incidente em Antares de Erico Verissimo
Guerra e Paz de Leon Tolstoi
Os Grandes Escritos Anarquistas de George Woodcock
O Mundo Assombrado Pelos Demônios de Carl Sagan
Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída... Autobiográfico
Encontro com Rama de Arthur C. Clarke
Dom Casmurro de Machado de Assis
Imposturas Intelectuais de Alan Sokal & Jean Bricmont
O Despertar na Via-Láctea de Timothy Ferris

No início de minha adolescência, ao me envolver com religiões - até mesmo com práticas divinatórias - praticamente perdi o contato com a ciência. Durante esta época, meu desejo de uma proteção infantil e minha vontade de acreditar naquilo que, embora sem fundamento, pudesse me confortar, me levaram a uma visão de mundo limitada, supersticiosa e estéril. Um ato bastante simples - embora penoso para aqueles que se acostumam com suas divindades - me garantiu o retorno à sanidade: o ato de refletir, ato este que passa pela coragem de nos questionarmos, honestamente, sobre a validade de nossos credos, sempre moldados em algum grau por meras conveniências sociais. Uma vez livre do domínio religioso, pude enxergar que a prática da bondade não está, de nenhuma maneira, vinculada ao teísmo ou à religiosidade. A humanidade, sob as igrejas, sempre se vê subjugada por supostas ordens de amor e de paz, como se devêssemos matar-nos uns aos outros se assim nos fosse ordenado por algum deus. Não posso imaginar razão maior para buscar a paz, por exemplo, do que o fato de que a paz faz bem a qualquer ser humano.

De volta, finalmente, ao contato com as ciências, ingressei na universidade, e em 1999 obtive o grau de Bacharel em Física, título do qual me orgulho tanto quanto de meu ateísmo. Fabio Emerim Fabio Emerim
Emerim@strbrasil.com
Editor da Área Libertas e Editor de Inglês
Info    Em Construção. Luis Brudna Luis Roberto Brudna Hozle
Brudna@strbrasil.com
Página Pessoal: Humor na Ciência
Editor da Área Links
Info    Em Construção. Åsa Heuser Åsa Dahlström Heuser
Heuser@strbrasil.com
Editora de Inglês
44 anos, finlandesa, casada, três filhos, professora de inglês.    Fui educada por pais ateístas, e em uma sociedade em que se declarar abertamente ateísta e não pertencer a nenhuma igreja não constitui um estigma social. Mesmo assim, durante um bom período da minha vida, tive dúvidas e acabei fazendo uma série de pesquisas. Nunca pude aceitar a idéia de um deus personificado (i.e. uma entidade distinta e consciente, que interfere em nossas vidas), mas cheguei a acreditar em algum tipo de "realidade espiritual". No entanto, por mais que eu tenha considerado idéias como "energia", "vibrações", "consciência coletiva", etc., e até estudado astrologia, algum grau de ceticismo estava sempre presente, e chegou o momento em que me conscientizei de uma vez por todas de que a realidade que se nos apresenta não bate com nada disso.

O Animal Moral de Robert Wright
Os Dragões do Eden de Carl Sagan
Educação Emocional de Claude Steiner
Os Jogos da Vida de Eric Berne
O Mundo Assombrado Pelos Demônios de Carl Sagan
Os Papéis que Vivemos na Vida de Claude Steiner
Os Pilares da Terra de Ken Follett
A Queda da Mulher de Elaine Morgan
Ser Livre de Flávio Gikovate
Toxina de Robin Cook

   Poderia parecer que perdi tempo com todas essas pesquisas que fiz, mas não é assim. Aprendi muito, e acho que compartilhar a minha experiência com outras pessoas pode ajudá-las a chegar mais rápido às conclusões a que cheguei. Muitas pessoas associam a não-crença com uma sensação de solidão e de se estar "perdido", sem rumo (de fato, é um pouco assustador encarar o fato de que estamos mesmo sozinhos), mas para mim foi o contrário. A sensação foi de alívio, pois se não existe nada, então não há nada com que se preocupar. Talvez essa seja a verdadeira liberdade. Comportar-se bem e fazer o que é certo simplesmente porque nos sentimos bem assim e gostamos das pessoas, não para "ganhar o céu" ou por medo do "inferno", para mim representa a verdadeira moral e ética. Roberto Morrone Roberto Morrone
Morrone@strbrasil.com
Editor de Inglês
Info    Em Construção. Julián Catino Julián Catino
Catino@strbrasil.com
Página Pessoal: El Cajon
Editor de Espanhol
Argentino, casado, nascido em 71. Mora em S. Paulo desde 88.    Minha percepção sobre a ciência começou como deveria ser para todos nós, numa feira de ciências, no interior da Argentina, onde eu morava. Um grande amigo e eu elaboramos alguns textos e fizemos uma pesquisa danada: o tema escolhido foi darwinismo, e além de descrever os mecanismos da evolução das espécies apresentada por Darwin, apresentamos também uma descrição dos diferentes primatas e ancestrais encontrados, com suas datas e locais onde foram achados. Logo houve uma repercussão acima do normal sobre o tema, inclusive criticado pela própria vice-reitora do colégio, que não criticou a idéia em si mas minha "mania de fazer polêmica" (também éramos meu irmão e eu os precursores no colégio dos que se recusavam a ir de avental por imposição, resquícios de uma ditadura que no interior do país ainda continuava). Foi nessa temprana idade de 13 a 14 anos que percebi o quanto estas descobertas eram impopulares para alguns tipos de formadores de opinião, e me perguntei por quê uma vice-reitoria de uma instituição que propicia a educação, fosse contrária à difusão deste conhecimento. A resposta era porque batia contra um conceito sedimentado pelos centos de anos, que pregava o contrário que todas as evidências.

   Percebi que havia um interesse genuíno em muita gente, logo abafado por outras pessoas (às vezes até dirigindo escolas) que preferiam manter esse conhecimento dentro dos livros. às vezes isso nos causa uma revolta (que é justa), mas hoje compreendo melhor estas atitudes e as entendo como últimos movimentos involuntários de um gigante ferido de morte.

   Também sempre valorizei ensinamentos das religiões, o que me vale algumas discussões com pessoas que me catalogam como gnóstico. Na verdade o estudo das religiões é um tema importante para todos nós, desde que corretamente interpretado, e considerando as lendas um meio de transmissão de conceitos ao longo da história. Se partimos do pressuposto que, cuando lemos um livro religioso, não estamos lendo sobre o mundo físico, senão sobre os conceitos por nós inseridos, temos como aproveitar este conhecimento sem cair na confusão de achar tudo real, e ao mesmo tempo, encontraremos em todos eles as mesmas ansiedades, os mesmos conflitos e problemas.

   A divulgação científica é muito relevante neste assunto, pois foi assim que nossa sociedade erradicou doenças, conquistou o planeta e o compreendeu melhor. A ciência é uma conquista da humanidade e serve a todos nós, portanto, não divulgá-la e compará-la a nossos preconceitos e conclusões meramente imaginárias é uma falta grave para o destino da humanidade. Foi com este sentimento que entrei na Sociedade, e por ele que continúo nela, nem que seja ao menos traduzindo de vez em quando algum texto para o espanhol, ou respondendo a várias mensagens que nos chegam por dia. Juan Cisneros Juan Carlos Cisneros
Cisneros@strbrasil.com
Página Pessoal: SinDioses.com
Editor de Espanhol
Salvadorenho, paleontólogo.    Cresci num lar que não era estritamente religioso e nunca fui obrigado a freqüentar a igreja. Embora houve memoráveis exceções, como quando fui batizado, ou quando fiz a primeira comunhão (sem saber muito bem o que era tudo isso).

O Aleph de Jorge Luis Borges
Narrações Extraordinárias de Edgard Allan Poe
Cosmos de Carl Sagan
Assim Falava Zaratustra de Friedrich Nietzsche
Darwin e os Grandes Enigmas da Humanidade de Stephen J. Gould
Meu Último Suspiro de Luis Buñuel
Contos de Amor, de Loucura e de Morte de Horacio Quiroga
A Ilha Misteriosa de Jules Verne
Eu de Augusto dos Anjos
O Homem e Seus Símbolos de Carl J. Jung

   Durante a adolescência, através de muitos questionamentos e da progressiva eliminação de preconceitos cheguei ao agnosticismo, e mais tarde ao ateísmo. Penso que existe uma tendência natural do ser humano a render culto àqueles fenômenos na natureza que ele não compreende, uma tendência a qualificar como "mágico" ou "milagroso" aquilo que não entende, em lugar de simplesmente concluir que não é capaz de entendê-lo. Não sei se é possível compreender tudo no universo, porém todos os dias a ciência explica algo. Todos os dias um milagre deixa de ser milagre. Penso também que muitos dos que acreditam em deus(es) não são sinceros consigo mesmos, e que a sua crença em seres sobrenaturais é mais um fruto do próprio desejo (ou seja, um autoengano) do que uma conclusão racional. Parece que o saber que somos seres mortais incomoda a muitos (com certa razão, admito) e os leva a gastar energia em se convencer de que viverão eternamente em algum outro lugar.

   Na minha opinião, o conhecimento de que somos mortais é o melhor motivo para aproveitar ao máximo as nossas vidas, conhecer o nosso mundo, fazer tudo da melhor maneira possível e lutar pelos nossos nossos direitos, em soma, viver e não deixar nada para outra existência duvidosa. Antonedson Pinto França Antonedson Pinto França
Franca@strbrasil.com
Editor de Português
23 anos, mora em Salvador, Bahia. Solteiro, cursa o 6º ano de Medicina na UFBa    Como todo bom baiano, fui criado praticamente no meio de imagens, de credos diversos, de todo esse sincretismo que existe aqui na minha terra. Aprendi a rezar para santos católicos, mas a temer divindades do candomblé. Sou batizado na Igreja Católica, e aos 9 anos, fiz catecismo e Primeira Comunhão (aos 9 anos, eu já comia o corpo de Cristo...). Mas, de tanto receber influências religiosas, você acaba ficando perdido, e começa a procurar um rumo próprio, um meio individual de salvação. Todas essas questões sempre me inquietavam. Como eu vim parar aqui nesse planeta, qual era meu objetivo aqui, o medo da morte (esse uma constante) e do inferno, o temor do sobrenatural e do divino: tudo me levava ao encontro de uma religião. Já conhecia também o espiritismo, religião que, na época, minha mãe freqüentava. E foi assim que, aos 12 anos, meu tio me apresentou a Igreja Messiânica Mundial, uma seita oriunda do Japão, cujo fundador acreditava ter recebido uma revelação divina e ser o novo salvador da humanidade. Prontamente, entrei para as fileiras de membros. Essa formação religiosa saciou minha sede de verdade, por ora. Não demorou muito para que minha inquietude me fizesse mudar novamente o rumo. Aos 14 anos, por influência de uma amigo, comecei a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová. Pregava de porta em porta que o Reino de Deus viria destruir este sistema ruim de coisas. Não cheguei a me batizar: algo lá no fundo já me indicava onde essa busca iria terminar. Por motivos que não cabem comentar aqui (andei aprontando...), afastei-me paulatinamente das idéias do grupo. Lá dentro, conheci pessoas que seriam cruciais nesse processo. Pessoas que, mais tarde, influenciariam sobremodo minha maneira de pensar. Assim foi, que, após quatro anos de serviço fiel ao Reino, eu me via completamente descrente, mesmo em Deus. A essa altura eu entrava para a Universidade e passei a ter contato mais íntimo com as maneiras científicas de se pensar, com teorias alternativas (e mais plausíveis) para explicar o mundo, com pessoas capazes de subsidiar idéias hereges. De tanta pesquisa, acabei por não encontrar Deus, nem o Diabo, nem sequer um dos santos para quem havia aprendido a orar na minha infância. Estava só, e finalmente em paz. Havia acabado a minha busca.

   Hoje estudo Medicina na Universidade Federal da Bahia, atualmente no 6o. ano. A minha formatura está prevista para outubro/2002. Desenvolvo também atividades paralelas. Até a metade de 2001, trabalhava com projeto de iniciação científica em laboratório de Imunologia da FIOCRUZ. Dou aulas de Química em curso pré-vestibular. Tenho um grupo de teatro/música, chamado Donzelos Anônimos (onde sou mais conhecido como Chester e toco violão). E atuo como editor de Português da STR.

   Gosto de mulher, cinema, leitura, animais, Filosofia, Física, Biologia, Química, comprar livros, CDs, Legião Urbana, Chopin, Toquinho, Vinícius, The Cranberries, dinheiro, amigos legais e pensantes, escrever, malhar, internet. Odeio praia (sol, areia e sal), crente, barulho (que não seja o meu próprio), Windows, gente chata (mais que eu), bebida alcoólica, cigarro, solidão.

   Meus projetos para o futuro incluem tornar-me médico, fazer especialização (provavelmente em Ginecologia e Obstetrícia), casar, ter filhos. Devo seguir carreira acadêmica (Mestrado, Doutorado, ser professor da Universidade). Quero morar em um lugar melhor, ter um carro importado e dinheiro para ir ao exterior. Talvez faça outras faculdades: Química, Filosofia. Quero escrever um livro, mas ainda não sei sobre o quê. Gostaria que os Donzelos fizessem sucesso. Pretendo criar filhos livres-pensadores. Pretendo divulgar o pensamento científico tanto quanto seja possível, ajudar cada vez mais pessoas a pensarem por si próprias, a enxergarem a realidade como ela é. A se afastarem de Deus ou de qualquer outra coisa que possa ser nociva a elas. Acredito que a STR seja um pontapé inicial para isso. Daniel Cunha Daniel D. Cunha
Cunha@strbrasil.com
Ex-Editor de Inglês
23 anos, gaúcho de Porto Alegre, solteiro, engenheiro químico.    As origens inspiradoras de meu ateísmo foram a educação católica que recebi na escola de freiras (um excelente meio para abandonar o catolicismo) e as leituras de Jacques Monod, Carl Sagan e Jean-Paul Sartre. Nem sempre fui ateu, já fui católico. O meu ateísmo foi fruto de um processo; se tivesse que situá-lo, diria que ocorreu entre os onze e os quinze anos.

O Acaso e a Necessidade de Jacques Monod
Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley
Em Que Crêem Os Que Não Crêem? de Umberto Eco e Carlo Maria Martini
Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago
O Estrangeiro de Albert Camus
A Insustentável Leveza do Ser de Milan Kundera
A Lógica da Pesquisa Científica de Karl Popper
O Mundo Assombrado Pelos Demônios de Carl Sagan
O Sítio da Mente de Henrique Schützer del Nero
Sonhos de Robô de Isaac Asimov

   Tenho a opinião de que o ateísmo é a hipótese mais provável diante dos dados que temos à disposição. As crenças religiosas não passam de fugas, alimentadas pelo medo da morte e pela necessidade de sentir-se especial; são antropocêntricas, destinam-se a aliviar a angústia com respostas fáceis e confortadoras. E como se não bastasse, para isto fazem uso da idéia mais autoritária que conheço, a idéia de deus, baseada em onipresença/onisciência e no maniqueísmo castigo/recompensa. Mas a ciência já desfez toda e qualquer ilusão antropocentrista, sabemos que nossa existência é efêmera e frágil. Talvez seja isto o que a torne especial.

   Além de considerar que seja a posição mais coerente, penso que o ateísmo seria a base mais sólida para a construção de uma sociedade libertária, verdadeiramente humanista, em que seríamos ao mesmo tempo livres e responsáveis. A escolha cabe unicamente ao próprio homem. Nas palavras de Monod, "Não mais do que seu destino, seu dever não está escrito em lugar algum".

   Penso que nossos maiores desafios atualmente são a divulgação do método científico a todos os setores sociais e a definição formal de uma ética secular, além de defender o cumprimento da separação entre Igreja e Estado. La Sociedad de la Tierra Redonda és associada con:
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