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Atualizado: 11/04/2002
   
                     
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VIDA APÓS MORTE: COMENTÁRIOS

Leo Vines, Presidente - Vines@str.com.br - Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Sou muito grato pela participação dos debatedores, que, apesar de serem pessoas ocupadas, disponibilizaram uma preciosa fatia de seu tempo livre para fazer suas colocações sobre este tema tão polêmico.

Particularmente achei que o debatedor Marcos Arduin deixou muito a desejar em sua defesa da tese que há algum tipo de vida após a morte física do corpo. Os seus argumentos se basearam, em sua maioria, na falácia da Evidência Anedota. São muitos os exemplos da ocorrência desta falácia para que eu cite-os um por um. Não importa quantos relatos fantásticos e detalhados de casos de fulanos que tenham estudado e presenciado a manifestação de espíritos no século passado sejam apresentados, isto não prova que espíritos ou a vida após a morte existam. Ressalto apenas dois casos (ênfase minha):

"Também houve outras pessoas, que não eram necessariamente pesquisadoras, mas que atuaram como testemunhas e deixaram registrados os eventos que observaram."
Marcos Arduin, Introdução

"O editor do Rochester Democrat até já havia preparado um artigo intitulado: "Exposição Completa da Mistificação das Batidas". Perdeu o artigo, pois a comissão declarou que as respostas nem eram todas verdadeiras, nem todas falsas, mas não se descobriu por qual processo elas produziam os sons. Declararam ainda que, a certa distância das meninas, OUVIAM BATIDAS NAS PAREDES E NAS PORTAS, PRODUZINDO VIBRAÇÃO. Estalos de dedos causam isso?"
Marcos Arduin, 2a resposta de Marcos Arduin para a 1a resposta de Ronaldo Cordeiro

Houve também a ocorrência excessiva da falácia da Troca do Ônus da Prova. Aparentemente, Marcos pensa que o espiritismo e a vida após a morte são reais até que se prove o contrário! Não somos nós céticos que temos que provar que não há vida após a morte; cabe sim, aos proponentes desta extraordinária afirmação, provar que existe o "além". Cito alguns exemplos (ênfase minha):
"Pois bem, eu desejo saber quais são as fortes evidências que apontam para esses enganos, inconsistências e falhas metodológicas e assim, se realmente forem consistentes, passar a pensar como pensa a comunidade científica atual."
Marcos Arduin, Introdução

"É aqui portanto que continuo insistindo: se os pesquisadores dos fenômenos psíquicos foram ludibriados quando atestaram a validade dos fenômenos, então que se diga COMO foram ludibriados. É isso.?"
Marcos Arduin, 1a resposta de Marcos Arduin para a Introdução de Ronaldo Cordeiro

"Sr Ronaldo, pedi-lhe que contestasse as três comissões que examinaram as Fox, explicando como elas teriam enganado aqueles "comissários"... e o senhor tem a petulância de dizer que naquele artigo imbecil do The World está explicado isso?"
Marcos Arduin, Conclusão

"Considero fantástica demais essa afirmação de que, apenas com o estalar de dedos, as Fox puderam enganar comissões investigadoras, bem como William Crookes e outros que as estudaram e, de quebra, atuarem como médiuns pagas durante 40 anos. Agora sou eu quem quer provas."
Marcos Arduin, Conclusão

"Meu interesse nesta participação, de que não fiz segredo, era ver contestados - de forma firme e consistente - os trabalhos científicos sobre fenômenos mediúnicos (ou paranormais se preferirem) desenvolvidos entre 1850 e 1930. Nesse sentido, saí de mãos abanando, mas não foi surpresa."
Marcos Arduin, Conclusão

Algumas perguntas comuns que os céticos fazem aos que defendem a vida após a morte (em particular os espíritas). O que é a mediunidade? Por que apenas alguns a possuem, e não todos? Por que ela parece ter medo de se manifestar nos laboratórios e em situações controladas? Marcos afirmou que ela existia já em homens das cavernas ("Embora a mediunidade seja algo que existia já nos homens das cavernas, ela só chamou a atenção da sociedade industrial no século XIX." Marcos Arduin, Introdução), pena que ele não apontou nenhuma evidência que suporte esta afirmação.

Marcos cita um trecho ("Muitas pessoas que têm contato com médiuns obtêm provas suficientes para si de que realmente falaram com um parente ou amigo falecidos." Marcos Arduin, Introdução) onde nós céticos conhecemos o motivo do sucesso entre os adeptos: a leitura fria e a memória seletiva. Se perdi um ente querido, quero acreditar que poderei voltar a me comunicar com ele, procuro uma pessoa experiente na arte da leitura fria, é normal que, o ato de lembrar do que me interessa e esquecer as falhas (memória seletiva), pareça que aquilo tudo é realmente a conversa que só poderia ser feita com aquele ente falecido. Isto não é prova que há vida após a morte, apenas mostra que podemos ser enganados (intencionalmente ou não) quando estamos fragilizados ou desavisados na frente de um farsante.

Uma afirmação que Marcos fez foge diametralmente da ciência (e, portanto, contraria a sua dita tentativa de mostrar o "espiritismo científico"). Na Introdução, Marcos diz (ênfase minha):

"Cabe ressaltar que nem sempre as coisas podem ser replicadas à vontade. Os fenômenos mediúnicos, principalmente os mais evidentes, são como cometas: podem ser estudados cientificamente, mas tem que se esperar o momento em que um aparece."
Marcos Arduin, Introdução
Ora, a analogia não procede. Observar um cometa não é um experimento, é apenas o ato de usar um sentido passivamente, sem a menor chance de interferir e controlar o que está acontecendo para confirmar ou refutar uma teoria. Se eu afirmo, por exemplo, que a gravidade é uma força que atrai mutuamente os corpos, posso testar isso quantas vezes eu quiser, à vontade. Se eu faço uma maçã cair e digo que isto ocorre por causa da gravidade, meus colegas espalhados pelo mundo devem poder repetir o meu experimento em seus laboratórios. Se a maçã cai com eles, confirma-se que minha teoria é válida. Se ela não cai, pesquisa-se para saber se ela está errada e eu estava enganado, ou para saber se os meus colegas a reproduziram perfeitamente como eu. Não há "médiuns" abençoados da gravidade, cujas maçãs só caem com eles e não com os outros que tentam aplicar suas teorias na prática.

Em alguns trechos, a falácia da Pista Falsa é cometida (ênfase minha):

"Não se pode negar que realmente o funcionamento de nosso corpo está na dependência dos impulsos eletro-químicos que atravessam os neurônios, mas POR ACASO JÁ FORAM PRECISAMENTE DESCRITOS OS PROCESSOS QUE GOVERNAM NOSSA VONTADE, SENTIMENTOS, ETC.? É essa pergunta."
Marcos Arduin, 1a resposta de Marcos Arduin para a Introdução de Ronaldo Cordeiro

"[A]lguém já verificou e mapeou os genes comportamentais? Sabemos agora com certeza quais são eles, em que cromossomos estão e como funcionam?"
Marcos Arduin, 2a resposta de Marcos Arduin para a 1a resposta de Ronaldo Cordeiro

Após isto, a meu ver, material irrelevante foi introduzido no debate, ao cogitar-se que é necessário descrever precisamente o funcionamento do cérebro para afastar a hipótese (absurda) que nossa consciência não depende do funcionamento deste órgão. Não importa se sabemos ou não como o arranjo e o funciomanento eletro-químico do cérebro nos faz amar, ter fome, ter medo, gostar do Fluminense ou ter nojo de baratas (não sabemos ainda), isto não torna a hipótese espírita (e por consequência a vida após a morte) válida.

Marcos fala comigo em um trecho, insinuando que Ronaldo é crédulo por acreditar nas alegações que certas evidências para fenômenos mediúnicos eram fraudes:

"Sr Leo, eu pensei que essa tal "távola redonda" (brincadeirinha) fosse formada por pessoas céticas, mas pelo visto é engano: é permitido ser crédulo, e muito até, quando se trata de validar certos temas aprovados pela Sociedade. Pelo menos é o que estou vendo aqui com o Sr Ronaldo."
Marcos Arduin, Conclusão
Ora, se ele é "crédulo" em aceitar as afirmações de fraudes, o que dizer dos que também aceitam as afirmações de fenômenos mediúnicos? Na pior das hipóteses, ele estaria se igualando aos proponentes da vida após a morte (coisa que a meu ver ele não fez em momento algum). Parece-me que Marcos comete a falácia do Tu Quoque.

Marcos faz algumas afirmações extraordinárias, que seriam dignas de respeito caso houvessem provas para sustentá-las (ênfase minha):

"{Q}uando o espírito está encerrado no corpo e este está em estado consciente, o espírito só consegue perceber o que vai pelos órgãos do sentido deste corpo. Assim, portanto, se o espírito recebe uma informação verbal via hemisfério direito, sua forma de interpretá-la estará vinculada às limitações deste hemisfério."
Marcos Arduin, Conclusão
Em um ponto, Marcos afirma algo que concordo inteiramente:
"Mas isso tudo é especulação, e fica o Sr Ronaldo dizendo que não se pode provar a hipótese, mas que também não se pode refutá-la[.]"
Marcos Arduin, Conclusão
De fato, quando uma afirmação não pode nem ser provada, nem refutada (infalseável), ela é descartada pela ciência. É assim com os duendes, fadas, deuses, espíritos, etc.

Discordo porém do trecho:

"Na profana Botânica, exige-se, e com muita razão, preto no branco. Não se pode falar de coisas que não se pode mostrar ou provar. Aprendi essa lição.
Mas estou vendo que em se tratando de mediunismo, fenômenos paranormais, etc., a coisa dá um giro de 180°. Inverte-se tudo e mudam-se todos os critérios."
Marcos Arduin, Conclusão
Não há inversão de critérios. Em ciência qualquer afirmação deve ser provada, assim como na Botânica (que é uma ciência, parte da biologia). Deve-se provar, com muita razão, preto no branco, que há vida após a morte. Algo que jamais foi feito por ninguém.

Num trecho de sua Conclusão, Marcos faz uma pergunta muito oportuna:

"Quem vai fazer esses experimentos? Os pseudocientistas já foram descartados; os céticos por acaso se habilitam? Que órgão de fomento irá financiá-los?"
Marcos Arduin, Conclusão
O cético James Randi (citado várias vezes por Ronaldo) oferece um prêmio de mais de um milhão de dólares para qualquer um que possa provar qualquer fenômeno paranormal (e isto inclui a vida após a morte) sob circunstâncias científicas controladas. Ninguém conseguiu provar até hoje.

Ronaldo poderia ter introduzido no debate outros impecílios para a tese da vida após a morte, como a segunda lei da termodinâmica, algo que nenhum proponente do espiritismo conseguiu até hoje conciliar com sensatez às suas afirmações.

Após ler com atenção os textos do debate, continuo com a mesma posição que tinha antes. Nada me faz pensar que a consciência continue a existir após a falência dos órgãos vitais, principalmente a do cérebro. Nada aponta que a morte seja algo mais que um sono sem sonhos, um sono de onde jamais despertaremos. Tudo indica que nossa consciência cessa ao morrermos e que nossos corpos se tornarão "comida de minhocas." O mesmo ocorreu com o boi de ontem que foi o hambúrguer que comi no almoço hoje. Ou será que alguém pensa que bovinos assombram currais onde foram mortos, fazendo barulhos de cascos batendo nas cercas, na presença de vacas médiuns?

Mozart Hasse, Editor da Área Atheos - Hasse@str.com.br - Paraná Paraná, enviou em 30/11/2001
Eu esperava uma defesa muito mais bem fundamentada do espiritismo, mas só encontrei a fuga do assunto, falácias e a tentativa em embasar-se em depoimentos não verificáveis e teorias estapafúrdias. Nem precisei ler a conclusão do Ronaldo para constatar que essa estória de vida após a morte é pura perda de tempo.

Fabio R. Knopf, Editor de Marketing & Divulgação - Knopf@str.com.br - São Paulo São Paulo, enviou em 06/12/2001

Infelizmente, ficamos ainda no aguardo da esperada "evidência científica" que os espíritas afirmam possuir e nunca apresentam.

Continuamos apenas com as evidências anedóticas, de alguem que viu, de alguem que sentiu, etc. Bem... nos EUA, milhares afirmam ter visto Elvis. Milhões no mundo afirmam ser raptados por ETs (um rapto a cada 40 minutos). Duendes até a Xuxa viu.. rs..

Vai ver que tudo isso existe, não é mesmo?

Gostaria muito que existisse algo além da vida. Infelizmente, não há qualquer evidência disso e, baseado nos fatos apresentados, sou obrigado (para estar de acordo com uma postura racional) a concluir que não existe NADA após a morte que se aproxime minimamente do que sou em vida.

Tema Para o Próximo Debate: OVNIS


Rálamo - ralamo@porncity.net - Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul, enviou em 12/03/2002

Eu acredito (de acordo com o que eu li sobre o assunto) que nossa consciência é fundamentada em reações neuroquímicas no cérebro. Acho uma pretensão acharmos que transcendemos as leis da Natureza.
E, como a História ensina, é muito mais arriscado acreditar em algo cuja comprovação empírica é declarada impossível do que não acreditar. Prefiro acreditar no que temos provas.
Tema Para o Próximo Debate: A ciência como único método confiável


Waldir Sousa - waldirsousa@bol.com.br - São José dos Campos/SP, enviou em 29/12/2001

1) Sabemos que tudo evolui neste Universo. E através dos debates aqui publicados podemos ver também que as fantasias evoluem para tentar se adaptar à realidade que a ciência, aos poucos, mas constantemente desvenda.
2) No entanto, sob meu ponto de vista pessoal, há uma questão que precede todas as outras: A existência de deus.
3) Não é possivel acreditar em Criacionismo, sem antes acreditar em deus. Não é possivel acreditar em vida após a morte, sem antes acreditar em deus. Assim como, não é possivel acreditar em Jesus Cristo, sem primeiro acreditar em deus.
4) Até o presente momento, nem Criacionistas, nem Espiritistas, nem Cristãos, conseguiram provar a existência de um deus. Por outro lado, contudo, temos diversas evidencias de que deus ou os deuses são produtos da imaginação humana. Consequentemente, Criacionismo, Vida após a morte e Jesus Cristo, tornam-se fantasias; e, as convicções de seus seguidores transformam-se em crendices.
5) Finalizando, sugiro portanto que o tema para um próximo debate seja "Deus: fantasia ou realidade".

Paulo André Pereira - lucifer@dr.com - São Paulo São Paulo, enviou em 15/12/2001

A vida após a morte é nada mais do que uma especulação sem fundamento, já que ninguém jamais voltou para nos contar como é. A lógica manda, então, que entendamos que ela não existe. Por ser uma coisa improvável (nos dois sentidos da palavra), as religiões até hoje prometem maravilhas para após a morte para os que se comprometerem a seguí-la.
É como se eu colocasse uma propaganda na TV dizendo que aqueles que comprassem meu produto teriam tudo o que quiserem após a morte - e o mundo acreditasse!!!
Tema Para o Próximo Debate: Sobre a situação da minoria atéia no Brasil e também no mundo...


Marcus Valerio XR - mv@xr.pro.br - Distrito Federal Distrito Federal, enviou em 12/12/2001

Lamentável que o debate embora interessante não tenha feito juz ao tema. O que ocorreu foi uma discussão sobre o Espiritismo e a sua visão do pós-morte, em conflito com a visão neurológica. Porém a proposta do debate sugeriria algo diferente, pois não são só os espíritas que argumentam a favor da vida pós-morte, como o debate acaba dando a impressão.

A questão da vida pós-morte para mim é inacessível à Ciência, pois o conceito se refere claramente a um domínio além do empirismo. A discussão deveria ser predominantemente filosófica apesar de que dados da Ciência sejam bem vindos.

Eu pessoalmente, sou convicto da continuidade de minha Mente após a falência de meu corpo físico por razões puramente filosóficas, tendo como ponto de partida o SOLIPSISMO, e a possibilidade de Infinitute do Universo. É inútil tentar buscar provas empíricas ainda que elas sejam teoricamente possíveis.

Mesmo assim desafio qualquer um a me dizer como seria possível provar definitivamente a existência da vida pós-morte e muito menos sua inexistência. Se observarem perceberão que isso transcende a velha frase de Carl Sagan sobre a Ausência de Evidência.

A única prova indiscutível da vida pós-morte é necessariamente pessoal. Somente após ter consciência do fim de seu corpo, você poderá experimentar essa possibilidade caso ela exista, ninguém poderá fazer isso por você.

Por outro lado você não irá da mesma forma comprovar a possibilidade contrária, afinal, não terá consciência.

Isso sempre colocará os adeptos da vida pós-morte em nítida vantagem filosófica, ao passo que os não adeptos estão em nítida vantagem científica.

Dessa forma o debate teria que ser predominantemente filosófico apesar da vantagem da hipótese positiva do vida após a morte, pois Filosofia pode discutir, e discute, Ciência. Mas Ciência não pode discutir Filosofia. Para compensar essa desvantagem temos os dados científicos que já fazem um grande serviço ao mostrar claramente que a hipótese não pode se apoiar na Ciência, eliminando qualquer suposta base empírica.

Obrigado pela atenção.

Marcus Valerio XR

FREE MIND!!!

http://www.xr.pro.br

Tema Para o Próximo Debate: Projeção Astral


Renato P. Lopes - Jolly_Roger@mailbr.com.br, enviou em 07/12/2001

Já que a Márcia Lopes (será parente minha?) afirma que a doutrina espírita diz que tudo tem uma explicação racional, então gostaria de ouvir e/ou ver uma explicação racional das crenças espíritas. Quando fala sobre a Moral, ela dá a entender que a Moral é uma "entidade" independente, um padrão a ser alcançado através da doutrina do Espiritismo; ela se esquece que a Moral como conhecemos foi criada pelo ser humano. Como stephen Jay Gould fala no livro 'Maravilhosa Obra do Acaso' a Moral não pode ser encontrada na Natureza, ele vem de nós. Cada sociedade/religião/cultura tem sua Moral própria, não existe nenhum "padrão" de Moral independente como ela afirma. O que é imoral para nossa sociedade pode ser perfeitamente moral para outra (é só ver o exemplo dos nativos sul-americanos que comem os restos mortais dos parentes para adquirir suas qualidades ou dos povos do Oriente Médio que têm o costume de arrotar após as refeições como sinal de que apreciaram a comida).

Peterson Leal - peterlsm@terra.com.br - Cuiabá, enviou em 04/12/2001

Nenhum resultado, nenhuma evidência... em termos de provas confrontáveis com a realidade, o Espiritismo não oferece simplesmente NADA mais para o espírita do que o islamismo ofereça para o muçulmano, ou do que a Igreja Universal ofereça para alguns evangélicos, e assim por diante; ou seja, simplesmente o substrato puramente psicológico e emocional para a manutenção de uma crença.

As alegações "fantásticas" de espíritas deslumbrados com os resultados de suas "visões" ou outras sensações não diferem em natureza daquelas alegadas por esotéricos, satanistas, petencostais, judaístas... até o momento nenhuma destas conseguiu romper a barreira da fantasia e apresentar algo concreto, algo além da fértil imaginação de seus fiéis. Se o espiritismo estivesse ao menos um passo adiante, talvez conseguisse chamar um pouco mais a atenção.

Mas nem isso consegue. A qualidade das mistificações é tão precária, e a natureza de suas crendices são tão frágeis que até mesmo a imprensa mais sensacionalista tem vergonha de continuar explorando esses fracassos. As pessoas querem resultados. E nesse campo o espiritismo é tão válido para o crente espírita quando qualquer outra crença para aquele que se impressiona facilmente com apelos emocionais, dramas teatrais, reforço de opinião e todos os demais ingredientes com os quais contam as religiões e a sobrevivência das superstições.

Termino minha opinião com uma frase de minha autoria, procurando demonstrar a natureza da validade de argumentos anedotais (experiências pessoais): "Há 960 milhões de hindús. Pelo menos dois milhões destes afirmam terem tido um contato pessoal com Ganesha (um deus hindú, elefante cor-de-rosa com quatro braços). Umbandistas requerem a "autenticidade" de suas visões do exú, iemajá, etc. Católicos afirmam suas visões de N.S. de Lurdes ou Aparecida. Evangélicos relatam sobre os efeitos da presença do espírito santo. Esotéricos reivindicam os gnomos, extraterrestres e mestres ascensos. Muçulmanos falam sobre Alá e atualmente há uma seita nos EUA cujos integrantes "juram terem sido contactados por Elvis Presley". Os exemplos podem seguir... mas nenhum deles é realmente uma prova autêntica de que essas experiências sejam mais do que mero produto da imaginação dessas pessoas. Um testemunho pessoal de "ver" ou "sentir" gnomos não serve como a "prova do gnomo", assim como o fato de um hindú "ver Ganesha" não indica a "prova da existência de um elefante cor-de-rosa com quatro braços", e o mesmo para outras crenças, por mais detalhes que essas pessoas forneçam desses "encontros" ou das mudanças que suas vidas tiveram depois disso".


Anderson Luiz da Silva - andersonluiz@email.com.br - Rio de Janeiro Rio de Janeiro, enviou em 01/12/2001

O Sr. Ronaldo Cordeiro insiste na tese de um cérebro auto-sustentável. Então, Sr. Ronaldo, vamos por um breve momento admitir que o cérebro possui um maquinário bioquímico hipercomplexo que explicaria todos os nossos sentimentos, todas as nossas emoções, todas as nossas paixões, todo amor que sentimos pelos filhos... Enfim, vamos imaginar que fosse descoberto a substância química cerebral e o seu respectivo receptor celular responsável pelo amor que temos por nossa mãe. Ora, caso isso fosse possível, significaria dizer que uma outra substância química sintetizada em laboratório que bloqueasse este receptor, simplismente, faria com que o indivíduo deixasse de amar sua própria mãe! Que absurdo pensar que tudo é química!

Lamento desapontá-lo, Sr. Ronaldo, mas a psiquiatria prática, que não vive só de laboratório, vive também do dia-dia direto com o paciente, mostra-nos que por mais hipercomplexo que seja nosso cérebro, este por si só, não explica todos os nossos sentimentos, paixões, caráter, amores, ódios...

O Sr. Ronaldo esquece, ou finge esquecer, que os psicofármacos, por mais modernos que sejam, NÃO resolvem todos os problemas psíquicos. Aliás, mesmo os distúrbios mais conhecidos, como o transtorno da ansiedade por exemplo, o uso de ansiolíticos não apresenta boas respostas em alguns pacientes. Isto prova que nem tudo é química.

E o que o Sr. Ronaldo me diria sobre os transtornos psíquicos que são utilizados somente psicoterapia com excelentes respostas terapêuticas?

Bem, Sr. Ronaldo, o estudo da bioquímica cerebral foi um grande passo sim, mas se não explica tudo que observamos, então as pesquisas devem ir mais além, talvez a saída seja passar para o nível quântico, ou seja, extra-cerebral.

Em relação ao Sr. Arduin, pude perceber que sua estratégia foi utilizar as pesquisas psíquicas do início do século XX como válidas junto à comunidade científica. O Sr. Ronaldo não disse onde estavam as falhas; sendo assim, pude concluir que estas pesquisas são reconhecidas como sérias, sendo utilizadas como evidências a favor do espiritualismo.

Portanto, concluí que o debate foi de nível excepcional, o Sr. Arduin provou que não é preciso ser religioso para saber que existe vida após a morte. Basta, apenas, estarmos abertos às evidências científicas sérias, e parar de negar por negar só porque o interesse é defender tendenciosamente o ceticismo.


Ricardo Diniz - rdiniz@net.ipen.br - São Paulo São Paulo, enviou em 30/11/2001

Beleza o debate.
Conclusão óbvia: Espiritismo não é ciência (está longe disso). É crença, só isso.

Cansado noturno - sem@email.com.br, enviou em 29/11/2001

Bom o carinha ai q defende a vida apos a morte soube ser bem grosso...
De qalqer forma a afirmacao de pessoas nao eh o suficiente p/ provar as coisas. Nao eh pq trocentas pessoas falam q tal coisa eh verdade por trocentos anos q isso seja realmente verdade. Afinal a terra eh redonda...
Uma outra coisa q qeria comentar eh melhor entendido por um exemplo (nao real): Eu o pessoal da STR os crentes e as gatinhas da playboy (hehe) todos numa sala sentado em circulo. Eu me dizendo ser "o escolhido" (mais um dentre os milhares) posso falar com os mortos e fazer eles c manifestarem. Provo isso colocando uma bola no meio da sala e digo q o espirito vai movimentar a bola nakele momento (todos os aparelhos de medicao estao ligados). E ZAZ!! A bola c mexe As gatas da playboy pouco c importam pq estao retocando a maqiagem, eu feliz com a grana q vou ganhar dos novos livros os credulos com a certeza da prova concreta. Bom mas e os ceticos??? E o q conclui-se disso tudo??? A bola pode ter sido mexida por qalqer coisa, espirito ou nao, qem sabe fadas, duendes, elfos ou meu amigo imaginario de infancia. As possibilidades absurdas sao infinitas. Escolher a espiritual soh convem com as pessoas q nao qerem "sumir do mapa" depois de sua morte.
E qer saber deveria estar no humortadela me divertinho, esse cara ai eh um tedio.
Bjo nas irmas de vcs
Tchau
Tema Para o Próximo Debate: o q aconteceu na copa da frança?


Vânia de Albuquerque - vaniahpin@bol.com.br - Pernambuco Pernambuco, enviou em 29/11/2001

Considerando-se a física sub-atômica, a linha do debate encontra-se ultrapassada.Ronaldo, você já conhece a minha linha de pensamento - morte-----vida é um continuum, estágios, estações, etapas de um processo bem maior e mais abrangente:
trevas-------------------luz
"nada"--------------big-bang
negativo------------positivo
falso-------------verdadeiro
observador---------observado
inconsciência----consciência
espírito-------------matéria
morte----------------vida
Esse processo não é um círculo fechado, um uroboros - é uma espiral: morte----vida----morte----vida----
A partir desse princípio, tudo é protociência, aproximações da realidade. O problema é que as religiões institucionalizadas deram um corte na realidade e estacionaram no Tempo e a chamada Ciência,também cortando a realidade, parou no espaço.
A experiência pessoal é o que de mais precioso temos, é de fato, só o que temos para enfrentar e prosseguir e participar desse processo.Daí porque a consciência é tão importante - precisamos estar atentos ao que experimentamos, ao que sentimos.A Ciência,até bem pouco tempo, aferrada apenas ao mensurável, era um generalização reduzida do portentoso processo.
Dizer que a "reconciliação entre ciência e fé" é um apelido generoso é subestimar o ser humano e a própria ciência que ele perpetra. A palavra átomo, quer dizer indivisível. Hoje sabemos que existem partículas mais fundamentais. Mas a palavra átomo continua sendo utilizada pela ciência e, dando continuidade à uma tradição milenar, inauguramos a Era Sub-Atômica. A Religião, no sentido de re-ligação, conexâo, significado, está indissoluvelmente imbricada à experiencia pessoal, a experiência de risco do viver e não à experiências de laboratório, "controladas, medidas..." A experiencia pessoal lida com os afetos - de afetar, de mudar, de transformar, de transcender - somos afetados pelo mundo em que vivemos,pela região do planeta, pelo país, pelas crenças, pela família em que nascemos, o sexo, a raça, a cultura, por todas as informações que nos acessam desde o inconsciente, desde o DNA, passando pelo meio-ambiente mãe.
Segundo o ditado popular, irmãos, são como os dedos das mãos... Cada ser humano é uma experiência única e, não há ciência que mude isso...
A reconciliação entre Religião e Ciência não é coisa de pouca monta - é a maior realização a que o ser humano pode chegar nesse Terceiro Milênio, no sentido de sua descoberta como um ser integral, uma virtualidade com possibilidades, probabilidades de manifestar-se/realizar-se.
A palavra Deus, como a palavra átomo é apenas uma palavra, um mapa da realidade que vislumbramos e não o território.Religiosos e Cientistas tem de abrir mão do próprio ceticísmo como uma trincheira - como já disse uma vez, ceticísmo é uma palavra mais sofisticada para ignorância.
Tema Para o Próximo Debate: Ceticísmo


Manoel de Jesus A. de Almeida Júnior - man_jr@ig.com.br - Ceará Ceará, enviou em 27/11/2001

Achei o debate decepcionante. O Sr. Ronaldo Cordeiro possui uma qualificação "técnica", digamos assim, muito superior ao sr. Marcos Arduin, o que desnivela muito o resultado. Pena que membros da Sociedade Espírita Brasileira ( ou seria Federação? ) não tenham participado do debate. O confronto poderia ter sido mais interessante.

Senti falta de comentários sobre transcomunicação ( picaretagem pura? Pseudo-ciência? Técnica revolucionária e inquestionável? ) e sobre o pesquisas paranormais recentes, envolvendo médiuns e psicocinéticos naturais do Brasil ou não.

Faltou também melhores referências a reencarnação. Afinal, ela é uma impossibilidade matemática como argumentam alguns? Os casos até hoje estudados tem algum fundamento? E o episódio envolvendo a famosa egiptóloga inglesa Dorothy Louis Eady, conhecida como OMM SETI? Durante muitos anos, foi dor de cabeça para céticos o trato do caso, uma evidência bastante consistente de reencarnação. Em que pé está o estudo do caso? Ela morreu em 1981 e desde então o assunto parece encerrado. Alguém sabe algo?

Espero que o próximo debate tenha debatedores mais homogêneos intelectualmente.

Tema Para o Próximo Debate: Transcomunicação


Hélder Toshiro Suzuki - plex15@linuxbr.com.br - São Paulo São Paulo, enviou em 24/11/2001

Ha uma area na Inteligencia Artificial que estuda as Redes Neurais Artificiais, eh uma area que esta se desenvolvendo bastante. Estudando um pouco sobre as redes neurais, podemos entender como funciona a conciencia, o conceito de verdadeiro ou falso, e etc.

Um neurologista pode responder facilmente a algumas das duvidas sobre o cerebro que ficaram e negar algumas afirmacoes.


Manoel de Jesus A. de Almeida Júnior - man_jr@ig.com.br - Ceará Ceará, enviou em 13/11/2001

Bom, em primeiro lugar, o nome do mágico é realmente Harry Houdine, e não Robert, como afirma o Sr. Arduin. E, de fato, ele não era, nunca foi, espírita. Houdine interessou-se pelo espiritísmo quando da morte da mãe. Tentou entrar em contato com seu espírito e perceu - como bom mágico que era - a farsa dos "médiuns" que tentavam enganá-lo. Passou o resto da vida a achincalhar e desmacarar pseudo fenômenos espirituais.

Jarbas Runemal - jarbas@plugbonus.com - São Paulo São Paulo, enviou em 12/11/2001

Não é uma questão de acreditar ou não e sim de saber, eu simplesmente sei que há vida após a morte, é o requesito básico para quem quer trilhar uma evolução espiritual consciênte, saber da vida após a morte e sempre que precisamos voltamos a reencarnar.

Marcial Lopes - marcial_l@hotmail.com - Portugal, enviou em 12/11/2001

Cumprimentos a todos.
Acho muito importante um espaço como este para debate, principalmente sobre um tema tão importante. Respeito os dois debatedores. Acho que estão a dar o melhor de seus conhecimentos no assunto.
Eu particularmente sou espírita e como tal defendo a continuação da existência da consciência, após a cessação da vida orgânica. Já não tenho necessidade de provar nada à ninguém, nem que me provem seja o que for. Não tento impor minha opinião, mas estou sempre disposto a passar o pouco que sei para aqueles que "tenham interesse". Admiro a ciência e toda sua escalada evolutiva. O Espiritismo, posso assegurar, caminha ao lado das pesquisas científicas, e tal como elas, também evolui. Isto é fácil de constatar nas obras básicas de Allan Kardec. Os céticos sempre existiram e sempre existirão, enquanto este planeta tiver essa necessidade. O mesmo refiro aos "crentes" exagerados. Na comunidade científica existem várias facções. Os céticos e crentes incluem-se nelas. Acho muito saudável e produtivo para a evolução das pesquisas científicas, nestas duas vertentes, que se faça debates exemplificando livros, autores diversos, acontecimentos, etc. Porém, tanto para os céticos, como para os crentes, é importante observar que o fanatísmo não é unilateral. Vamos tomar cuidado com os ataques pessoais, com o orgulho. Ninguém pode se considerar dono da verdade. O debatedor cético disse que Ciência não pode provar a não existência do espírito. Concordo plenamente. Da mesma forma, a Doutrina Espírita não pode e nem tem a pretensão de fazer com que os fenômenos mediúnicos sejam totalmente aceites pelos pesquisadores céticos. Temos aqui um impasse? Tavez por enquanto. Mas gostaria de dizer que o objetivo da do Espiritismo, não está na demonstração do fenômeno físico ou mediúnico. Este faz parte da doutrina, simplismente porque faz parte Natureza. Não existem milagres. "Tudo tem uma explicação racional" e O Espiritismo defende esta máxima. Mas volto a frisar que o mais importante não é o fenômeno. O objetivo principal do Espiritismo é a EVOLUÇÃO MORAL DA HUMANIDADE. Não adianta defender a Ciência ou a Religião, se as duas estiverem desprovidas de Moral. A Moral consegue viver por si própria, independentemente da técnica ou da crença. O que humildemente sugiro a todos que buscam exclarecimento sobre o tema em debate é que estudem, pesquisem e tirem as suas próprias conclusões. Sintam dentro si mesmos os resultados da própria busca do conhecimento. Mas é necessário estudar de mente aberta os "dois lados". Depois a própria consciência, já amadurecida, mostrará o rsultado. Este processo não leva dias nem meses. Também creio que não é na casa dos vinte e poucos ou até trinta e poucos anos, que a maioria dos seres humanos conseguem chegar a uma conclusão consistente sobre o assunto. Até mesmo o criador da teoria da reatividade, só no fim de sua vida chegou à conclusão de que "algo mais existia". É irracional acreditar que tudo o que existe saiu do nada. Se não é aceitável pela atual Ciência que uma "Inteligência Superior" criou tudo o que existe, esta mesma Ciência também não pode dizer mais sobre a Criação, a não ser "teorias". Para finalizar, gostaria de fazer um apelo ao bom senso, e pedir a todos que procurem aquilo que os possam unir e não aquilo que os possam separar. Todos têm o direito a liberdade de pensamento. Mas lembremos sempre que o nosso mundo precisa de todos, crentes e descrentes, no sentido construtivo. Céticos e Religiosos: Unam vossas mãos e os vossos corações em prol da Paz Universal e do conhecimento. Um abraço e muita paz para todos.

Edson "Sky" Kunde - automeyer@ilhanet.com.br - Santa Catarina Santa Catarina, enviou em 11/11/2001

Humm... Essa parte vai ser mole mole.
Tema Para o Próximo Debate: Inspiração da Bíblia


Hendrik - vandin@zipmail.com.br - Antuérpia, enviou em 10/11/2001

1) Há 5000 anos atrás (chute)...:

"O nascer do Sol é o deus Apolo dando seu passeio matinal na sua carroça" - "Será? me parece ser uma bola de fogo" - "Claro! 'POR ACASO JÁ FORAM PRECISAMENTE DESCRITOS OS PROCESSOS QUE' expliquem o nascer do Sol???"

2) Suponho que o conhecimento neurológico chegou ao ponto do conhecimento absoluto em 1938, época do seu infelizmente perdido tratado ter sido publicado, quando então podiam realmente descrever o que viram, se é que viram.

3) Uma falha: não podem ser repetidos nem verificados com certeza, suficiente para ser descartados como estudos "científicos".

Aliás, já fez hoje suas orações virado para Meca? Não??? mas se milhões de pessoas fazem e comprovam que assim vão para o céu, porque não aceita e faz?

Outra coisa: a "ciência" espírita pretende ficar contando anetodas enquanto durar ou vai provar por A+B que existe vida após a morte?

[]'s

Tema Para o Próximo Debate: Ciência e pseudociência


Hendrik - vandin@zipmail.com.br - Antuerpia, enviou em 08/11/2001

Deixa eu ver se entendi o que eh fenomeno cientifico na otica espirita: se alguem largar uma bola, ela nao vai cair no chao, ja que o fenomeno da gravidade so ocorre com pessoas "especiais"....
Tema Para o Próximo Debate: Ciência e superstição


Ana Vitoria Vieira Monteiro - maraka@terra.com.br - São Paulo São Paulo, enviou em 07/11/2001

OI
Gostaria de dizer que existe apenas vida, VIDA apóz VIDA, e que não precisamos nos preocupar com isso, pois todos inevitavelmente terão oportunidade de constatar por si mesnos quando a sua hora de mudar de plano chegar. É inevitavel.

Fábio - fabio_gaucho@uol.com.br - Rio de Janeiro Rio de Janeiro, enviou em 04/11/2001

O debate, ao que parece, começou bem pela escolha do debatedor "a favor" da vida após a morte. Dentre todas as religiões, doutrinas e filosofias que a sustentam, o espiritismo é aquela que tem maior possibilidade de um confronto com a ciência que não vá resultar num diálogo de surdos, por um motivo muito simples: o fundamento do espiritismo de Kardec não é a fé, mas a alegação de fenômenos ocorridos que, supostamente, estão no plano daquilo que pode ser comprovado ou desmentido por evidências. Só receio que os relatos do debatedor Marcos não vão servir muito de base para um debate já que Ronaldo não deve dispor de informações específicas sobre as circustâncias destes eventos. O melhor caminho para Ronaldo, na minha opinião, seria falar dos longos esforços - bem sucedidos, diga-se de passagem - do mágico Harry Houdini em mostrar farsas de sessões espíritas. Espero, porém, que este debate ocorra em um tom um pouco mais respeitoso do que o anterior.

Robson Maraccini - robsonmania@ - São Paulo São Paulo, enviou em 14/10/2001

ok vida após a morte. Não adianta não podemos saber..impossível(uma pessoa poder voltar e falar que existe vida após a morte) termos uma certeza de algo que não podemos ter, sentir, ver! .. minha opnião quanto a vida após a morte é nem sim e nem não .. pelo mero justo de que NÃO SEI oq vem depois!

Aldo Rosado Fernandes Neto - aldo@bridge.com.br - Rio de Janeiro Rio de Janeiro, enviou em 03/10/2001

Estou escrevendo para dar uma sugestão. Eu so cético em relação à vida após a morte e gostaria que vocês fizessem uma pergunta, muitas vezes, aqueles que acreditam em espíritos dizem que eles podem nos ver e nos ouvir, embora nós não possamos vê-los e nem ouvi-los. Algumas pessoas que afirmam ter vivido experiências fora do corpo, dizem poder ver e ouvir os outros embora estes não o passam vê-los nem Ouvi-los. Pois a minha pergunta é:
Se eles são invisiveis, então eles não absorvem e nem refletem a luz, assim, como poderiam eles nos ver? Não seria de se esperar que qualquer ser invisivel fosse cego? Deveríamos ver pelo menos as pupilas desses espíritos vagando por aí, não é?
O mesmo vale para o som, se eles não são constituidos de matéria, e podem até atravessar paredes, então eles não oferessem resiência mecânica, por tanto, não captariam as ondas sonoras e seriam surdos.
O fato é que se eles podem nos ver e nos escutar, eles teriam que absorver energia, portanto poderiam ser detectados pelo menos em laboratório, bastava observar o sumisso da energia que seria levada para o além. Por acaso alguém já conseguiu essa proesa???
Tema Para o Próximo Debate: Profecias


Ana Vitoria Vieira Monteiro - maraka@terra.com.br - São Paulo São Paulo, enviou em 01/10/2001

A vida depois da vida é uma realidade para mim, não por crendice mas por convicção.

Você acredita que exista vida após a morte?

Sim Não Nenhum dos dois / Outro
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Veja como foi o debate:

Etapa
Data
Introdução do debatedor A 03/11/2001
Introdução do debatedor B 03/11/2001
1a Resposta do debatedor A para a Introdução do debatedor B 07/11/2001
1a Resposta do debatedor B para a 1a Resposta do debatedor A 12/11/2001
2a Resposta do debatedor A para a 1a Resposta do debatedor B 17/11/2001
2a Resposta do debatedor B para a 2a Resposta do debatedor A 22/11/2001
Conclusão do debatedor A 29/11/2001
Conclusão do debatedor B 29/11/2001
Comentários do Presidente, dos Editores e dos leitores 02/12/2001


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