Debate Publicado: 23/05/2000
Atualizado: 23/05/2000
CRIACIONISMO VS. EVOLUÇÃO: 2a RESPOSTA DO DEBATEDOR B PARA A 2a RESPOSTA DO DEBATEDOR A

de Waldemar Janzen


1- Deve-se observar a nítida diferença entre o que se observou e mediu daquilo que se concluiu, construiu, das observações. Do primeiro site indicado pelo oponente A, Sob o subtítulo deste artigo do site: "O que sabemos sobre as propriedades do Universo" o autor do mesmo apresenta, inicialmente, várias observações e medições, no entanto, o penultimo parágrafo começa com: Se o universo está expandindo - como a recessão (afastamento) das Galáxias sugere - e se contra em certa temperatura hoje, então as Galáxias teriam estado mais próximas uma das outras e a temperatura teria sido mais elevada.

Isto é construção, lícita e cautelosa, de uma hipótese. Querer transformar isto em comprovações é faltar redondamente com a verdade!

2- Sob o segundo subtítulo: "Porque os astrônomos estão mais a favor do modelo do Big Bang para o Universo?" (Note: Mais a favor.) o autor, no seu segundo parágrafo expõe: "A descrição excencial do modelo do Big Bang consiste em que prevê que o Universo era mais quente e mais denso no passado. Pela maior parte do século 20 os astrônomos discutiram sobre qual a melhor descrição do Universo. Estava certo o Big Bang? Ou seria melhor algum outro modelo? Hoje em dia a maioria dos astrônomos pensam (Não provam! Nota do debatedor B) que o Big Bang é excencialmente certo, o Universo era mais quente e mais denso no passado. Porque? ... ... Se o Universo foi mais denso no passado, então era mais quente. A algum ponto no passado, as condições no universo teriam se assemelhado ao interior de uma estrela. Se assim fosse nós poderíamos expectar que ocorreria fusão nuclear. ... ... .Cessada a fusão nuclear, uns 1000 segundos desde o início da história do Universo... "

O autor apresenta então a previsão teórica da composição percentual de três elementos resultantes de uma fusão nuclear e conclui que a observação dos mesmos no Universo concorda com estes valores e conclui: É esta excelente combinação entre previsão e observação que leva a maioria dos astrônomos a concluir que o Big Bang é um bom modelo para descrição do Universo."

Repito: Isto é construção, lícita e cautelosa, de uma hipótese. Querer transformar isto em comprovações é, novamente, faltar redondamente com a verdade!

3- Sob o subtítulo: Onde se encontra o centro do Universo? O autor pergunta: "Portanto, onde está o centro?: e responde: "Não há um centro? Apesar de, aparentemente, sem sentido, considere a mesma pergunta sobre a superfície de uma esfera (Note, superfície). Onde se encontra o centro da superfície da esfera? É claro que não existe. Não se pode apontar para nenhum ponto na superfície da esfera e afirmar que aqui se encontra o seu centro. Semelhantemente, porque o Universo é homogêneo e isotrópico, tudo o que podemos afirmar é, no passado, as galáxias estavam mais próximas. Não podemos afirmar que as galáxias começaram a se expandir de qualquer ponto em particular".

Certamente uma confissão sóbria, honesta e humilde! Finalmente, o que então se sabe e o que não se pode afirmar? Leia mais uma vez, com atenção redobrada, o parágrafo acima. O problema não está tanto com o autor do artigo como aqueles que o distorcem.

O leitor já deve ter percebido que esta afirmação refuta a discussão do item dois acima: A fusão nuclear pois ela exige que as galáxias estivessem juntas. O problema é tão complexo e incompreensível que se admite fazer afirmações sem sentido! E a partir daí afirmar que o caso está comprovado...

Além do mais, toda esta argumentação não dá um risquício de noção sobre a origem da matéria. Mesmo especulando sobre o que teria ocorrido nos primeiros 1000 segundos da história do Universo não fornece a resposta do surgimento dos elementos que supostamente entraram em fusão!

Basta ler com atenção até o material do oponente para se concluir que não passa de desejos. Ao contrário do que o debatedor A afirma, a taxa de contração do Sol não é uma teoria, e sim, uma medição. O que é especulação é há quanto tempo isto já ocorre. É óbvio que não houve outro estágio no ciclo hipotético de vida do Sol nos últimos 20 milhões de anos, portanto, o raciocínio é cabível e correto.

Recorre o debatedor A ao arredondamento matemático para desconversar o tempo em que a Lua orbita a Terra. Os arredondamentos se limitam ao segundo dígito de um número diferente de zero. O erro máximo no maior arredondamento possível introduz um erro máximo de 33,3 %. Ex.: 1,49 resulta em 1,0; 1,51resulta em 2,0; 0,44 resulta em 0,4 e 0,46 resulta em 0,5.

Se o valor da taxa atual de afastamento da Lua dá um valor de 30000 anos para o tempo máximo de a mesma orbitar a Terra, "arredondamentos absurdos e mal intencionados" ao que o debatedor A se refere, poderiam estender este período para no máximo 40000 anos. Os 1,5 bilhões de anos propostos pelo debatedor A não passam de um artefato sem quaisquer dados observados, ao menos não sobre a taxa de recessão da Lua.

Cálculo probabilístico. Sugere o debatedor A: "Primeiramente use os números certos. Nenhum cientista sério sustenta hoje em dia que uma bactéria surgiu do nada. Várias proteínas muito simples têm capacidade de se reproduzir, e montá-las do acaso não é muito difícil. Além do mais, depois de montada, ela se reproduz, aumentando exponencialmente as chances de aparecerem estruturas mais complexas. Há uma série de organizações de moléculas que precederam a existência das bactérias, e todas elas eram capazes de se auto-replicar e evoluir. Estimativas mais precisas para a criação (Hm! Criação? Nota do B) de uma das mais simples destas estruturam dizem que poderia levar até UM ANO ao invés de 4,5 bilhões para sua formação. Para isto basta levar em conta que havia um oceano inteiro de moléculas misturando-se simultaneamente e pode-se então constatar que a criação (Novamente? Nota do B) da vida não era só possível como inevitável, independente de intervenção divina."

Pois bem. A menor proteína auto replicadora, a mais simples, tem uma sequência de em torno de 450 aminoácidos! Eu demonstrei matematicamente que o surgimento espontâneo, em 30 bilhões de anos, com a participação de todas as moléculas do Universo, à incrível velocidade de 10 trilhões de tentativas por segundo não era capaz de produzir sequer uma única seqüência determinada de apenas 100 itens como então manter que muitas proteínas autoreplicadoras, com uma seqüência de 450 amino-ácidos possam surgir espontaneamente da atividade das moléculas dos oceanos da Terra apenas, que, pelo evolucionismo, datam de apenas 4,5 bilhões de anos atrás? Não é pela probabilística que se chega a estas crenças além de não se ter observado nenhum destes surgimentos e até os esforços dos maiores cientistas do mundo nos melhores laboratórios de mundo não tiveram êxito em produzir uma única vez sequer uma única proteína auto replicadora!

Campo magnético da Terra. Vamos manter três das quatro preocupações arroladas no site. As supostas evidências de reversão do campo magnético já foram devidamente explicadas e refutadas e, portanto, estão fora. As outras três não passam de suposições. Até validas para averiguação. Mas para que foram levantadas? Será que as implicações com um campo magnético de curta duração é "a priori" inaceitável por ser muito constrangedor? Mas não é exatamente disto do que os criacionistas são acusados? Isto não é varrer para debaixo do tapete?

Mesmo, considerando a hipótese de um eletroimã toroidal, ele decai. Ele não pode ter um campo maior do que infinito e, consequentemente, está sujeito à mesma Lei de Gauss, não poderá sobreviver sequer por dez mil anos, pois se supõe que le é mais forte do que o dipolo natural do nosso planeta.

Deve-se estar seriamente atento em diferenciar entre o comprovado e o especulado e um debate sobre este assunto tem este intento.

Como não há consenso entre os evolucionistas também não o há entre os criacionistas. Citar um criacionista como padrão para um outro não faz sentido. É possível arrolar opiniões dos dois lados e isto não leva a nada mais do que estatística. Aqui neste debate interessa qual o raciocínio que os dois debatedores desenvolvem e não tanto o que os outros imaginam, pensam, a respeito.

Assimilar as informações comprovadas e formar a sua própria argumentação e opinião sobre os fatos e não apontar para as especulações de outros caso não se queira incorrer no dilema do João.

João qual a sua opinião sobre desbradofor.
João: Concordo com a opinião do Pedro.
E qual é a opinião dele sobre o assunto?
João: Não sei!

Pensei que o debate consistisse de apresentação, manuseio e discussão de dados e casos. Na maioria das vezes o oponente A delegou a sua opinião a Pedro.

Talvez este o motivo de necessitar de tantos adjetivos segundo o adágio: Um argumento fraco é requer uma ênfase forte.

O evolucionismo teima em produzir e aceitar uma explicação apenas naturalista, os criacionistas aceitam todas as verdades, sejam elas naturalistas sejam além delas. Se existe uma componente acima da natureza ela não pode ser substituída por postulados naturalistas, por mais elaborados que sejam, sem incorrer em crassos erros.

Desafio ainda o oponente A a dar uma explicação naturalista sobre o que é um nódulo de carga elétrica (Conforme apresentado na minha primeira resposta), ou uma explicação naturalista do que se encontra além dos limites do Universo ou uma explicação naturalista para o que é um Universo sem limites ou de onde surgiu o "Primordial Egg" de matéria para o Big Bang.

Estes assuntos se referem às origens e precisam ser elucidados caso se queira desenvolver uma explicação naturalista para o surgimento do Universo e tudo o que nele há, caso contrário corre o risco de ser mal interpretado.

Você é a favor de qual posição?

Evolucionista Criacionista Nenhuma das duas / Outra
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Introdução do debatedor A 04/05/2000
Introdução do debatedor B 04/05/2000
1a Resposta do debatedor A para a Introdução do debatedor B 08/05/2000
1a Resposta do debatedor B para a 1a Resposta do debatedor A 13/05/2000
2a Resposta do debatedor A para a 1a Resposta do debatedor B 18/05/2000
2a Resposta do debatedor B para a 2a Resposta do debatedor A 23/05/2000
Conclusão do debatedor A 28/05/2000
Conclusão do debatedor B 28/05/2000
Comentários do Presidente, dos Editores e dos leitores 01/06/2000