Publicado: 19/07/2000
de Alexandre Gonçalves
Tendo-nos desviado do assunto principal de nosso instituto, o criacionismo, para uma das leis que o provam, pedimos-lhe permissão para retomar o assunto do criacionismo abordando todas as teses (incluindo a 2a Lei da termodinâmica) que achamos importantes para desmascarar a pseudo-ciência. Pedimos que antes entenda as seguintes coisas:
Tendo essas prerrogativas quero que estas páginas sejam analisadas dentro desses parâmetros, pois fora deles a discussão fica impossível. Abaixo vai um poema que mostra a discussão no campo filosófico: Eu sou simplesmente uma célula, e protozoário é o meu nome. Sinto muito não ter prova da minha origem, mas isso, creio, não faz diferença. Em tempos imemoriais, supostamente de um modelo de ameba, dei origem às coisas que culminaram em você. Por séculos incontáveis, achei que tudo estava indo bem. De repente, tornei-me insatisfeita com a condição de célula única. Minha coragem, minhas entranhas e minha decisão teriam me colocado numa posição favorável, e resolvi que o meu objetivo era tornar-me um quadrúpede!Contando com a sua compreensão pedimos que leia as páginas seguintes com a mesma atenção que dispomos para as páginas que gentilmente nos enviaste. Um abraço, Equipe ICR EVIDÊNCIAS SIMPLES CONTRA A EVOLUÇÃO I. O Desafio do Encolhimento do Sol É provável que bem poucos, nesta parte meridional das Américas, saibam que o Sol vem se encolhendo através dos séculos. Em virtude, talvez, do grande diâmetro do Sol - 1.394.000 km. - e da pequena taxa de encolhimento que vem se registrando, o fato tenha passado despercebido por centenas e até milhares de anos. Recentemente alguns cientistas constataram o fato e o vêm dando a público. A súmula do principal de quanto têm dito publico nesta nota baseada nas revelações do cientista, Dr. Russel Akridge em seu tratado "The Sun Is Shrinking". Os constatadores da contração solar são: John A. Eddy do Centro Smithsoniano de Harvard para a Astrofísica e Observatório de Grandes Altitudes, em Boulder, nos Estados Unidos, Aran A. Boornazian, matemático, S. Ross e outros. Descobriram eles que o Sol vem se encolhendo a uma taxa de 0,1% por século, ou 5 pés por hora. Suas observações cobrem um período de 400 anos. Como criacionistas aceitamos, em bases inabaláveis, que o tempo da criação até agora é aproximadamente de 6 a 10 mil anos. Um cálculo fácil nos mostra ser de 6% a 10% a taxa do encolhimento do Sol desde o dia da criação, isto é: o Sol, no dia da criação, era 6% ou 10% maior do que agora, retração tão vagarosa que nem chega a assustar. Sugerem, contudo, os que verificaram o fenômeno, que se esta taxa permaneceu constante por 100 mil anos passados, o Sol seria o dobro do seu tamanho atual. Seu diâmetro, nesses hipotéticos 100 mil anos, seria de 2.788.000 km, em vez dos 1.394.000 km atuais! Com seu diâmetro e calor dobrados, como seria possível a vida? E bom lembrar, aliás, que segundo a hipótese da evolução, 100 mil anos é tempo extremamente curto para acontecer uma evolução orgânica. Mas se recuarmos no tempo, o Sol vai ficando cada vez maior. E, quando, nesse recuo, ele estará tão grande que chegue a tocar na superfície da Terra? O cálculo que o Dr. Akridge fez, na fórmula a seguir, acusou aproximadamente 20 milhões de anos, a.C.. Vinte milhões de anos a.C. é o tempo em que a Terra começou a emergir de um Sol que encolhia... Mas, para a evolução orgânica acontecer, o tempo que lhe requerem é de 500 milhões a 2 bilhões de anos. E fácil imaginar que há 20 milhões de anos a Terra, que emergia do Sol, não tinha condições de fazer evoluir a vida! E como a evolução, dizem, requer 500 milhões a 2 bilhões de anos para acontecer, ela, a evolução orgânica, teria começado quando a Terra estava totalmente engolida pelo Sol! E conclui Dr. Russel Akridge: "As modificações no tamanho do Sol durante este período de 400 anos já passados são importantes no estudo das origens. No espaço de 100 mil anos estas mudanças teriam se acumulado tanto que qualquer espécie de vida sobre a Terra teria sido difícil, senão impossível. Assim, toda a vida sobre a Terra deve ter menos de 100 mil anos, O Sol, há 20 milhões de anos, deveria ter sido tão grande que teria engolido a Terra. É impossível que a Terra tenha mais de 20 milhões de anos. Essas datas, com limites tão altos, afastam qualquer possibilidade de uma evolução que requer centenas de milhões de anos. Contudo, as diminutas mudanças que tenham ocorrido no Sol, durante o tempo criacionista, desde a criação, teriam sido tão pequenas que passaram quase despercebidas. Deste modo, as mudanças no Sol são consistentes com uma criação recente." À luz do fato, a teoria da evolução não pode responder ao desafio de uma criação jovem. É sempre bom considerar esses fatos quando postulamos uma teoria. A visão isolada de uma teoria causa sérios prejuízos a ciência. II. A Imprecisão do Carbono 14 Outro assunto importante para evolucionistas e criacionistas é como determinar a idade dos restos fossilizados de criaturas que já existiram. Uma vez que cada ser vivo é caracterizado por um composto de carbono (objetos inanimados, como rochas, por exemplo, não contêm necessariamente composto de carbono), os testes de carbono têm sido empregados pelos evolucionistas para determinar a data dos fósseis. Na citação adiante, Ray Smith descreve e avalia este método: O método C-l4 (Carbono 14) foi inventado pelo Dr. Libby, em 1947, e ele recebeu o Prêmio Nobel. As plantas retiram o seu carbono da atmosfera, e os animais o retiram das plantas que comem. A maior parte do carbono da atmosfera é C-12 (Carbono 12). Este carbono é estável e conserva a sua identidade. O C-14 é um isótopo de carbono e é menos abundante. Um isótopo emite raios e é radioativo. Esta radioatividade transforma o C-14 em nitrogênio. Num período de 5730 anos, metade de uma dada quantidade de C-14 é transformada em nitrogênio. Como um ser vivo não absorve mais carbono depois de sua morte, os cientistas crêem que podem calcular, com o contador Geiger, o tempo da sua morte. Há algumas coisas que tornam este rnétodo questionável. Não podemos estar certos da quantidade de C-14 presente ao tempo da morte do ser vivo. Não estamos certos de que o C-14 da atmosfera foi sempre estável. O C-14 é produzido pelos raios cósmicos que bombardeiam o nitrogênio, em grandes altitudes, na atmosfera. Esses bombardeamentos são causados pelo que é comumente chamado de "Northern Lights" (Aurora Boreal) e pelas manchas solares que, às vezes, cobrem quase um sexto da superfície solar. Como isto afeta a quantidade de C-14, na atmosfera? Quanto C-14 se perde pela filtração? Os cientistas nos dizem que os campos magnéticos dos polos têm mudado algumas vezes, e isto também afetaria a quantidade de C-14, na atmosfera. Na Sibéria foram encontrados mamutes congelados, com vegetação tropical parcialmente digerida no seu estômago. No Alasca há grandes quantidades de óleo e restos de animais semitropicais, e no oeste dos Estados Unidos têm sido encontrados restos de dinossauro. Afirma-se que os maiores dinossauros comiam até 500 quilos de alimento por dia. Tudo isto indica que a terra, em certa época, tinha clima e vegetação tropicais. Como este fato poderia afetar o C-14? Depois de mostrar a insegurança do método de datar pelo C-14, Smith vai adiante e nos mostra as desvantagens do método do C-14 para as teorias evolucionistas: Num gigantesco empreendimento internacional, em que mais de 90 universidades e museus colaboraram, mais de 15.000 restos daquilo que, tempos antes, haviam sido seres vivos, foram datados pelo revisado método do C-14. Os resultados foram publicados na revista anual Radiocarbon. Aqui estão alguns resultados: Um homem de Neanderthal de 32.000 anos e outro de 40.000 anos. Carvão antes datado de 200 a 300 milhões de anos, foi datado em 1680 anos. Homem da Rodésia ou 'Broken Hill" datado em 9.000 anos. Ossos de Thamesville e Catham, no Ontário, datados de 8.900. Ossos de mamíferos encontrados no mesmo sítio onde o Dr. Leakey encontrou o seu "crânio hominídio", aos quais foi dada a idade de 600.000 anos, receberam depois a idade de 10.000 anos. Ossos do vale de Orno, da Etiópia, dos quais se disse serem mais velhos do que os encontrados pelo Dr. Leakey, foram datados de 15.000 anos. Observe-se que coisa alguma é datada em mais de 40.000 anos.Pelos padrões evolucionistas, 40.000 anos não são mais que um momento passageiro no tempo. Já vimos, como eles mesmos admitem, que sua teoria exige uma terra que tenha milhões, se não bilhões de anos de idade. Certamente, os resultados do método de datar do C-14 não lhe oferecem muita ajuda. Outra pergunta que as pessoas às vezes fazem, relaciona-se com o aperfeiçoamento que ocorre dentro das espécies. Isto pode parecer-se com a evolução, mas não é. A vaca, por exemplo, é sempre uma vaca. Uma grande vaca, uma vaca pequena, uma vaca gorda, urna vaca magra. Você pode criá-las por causa dos seus grandes chifres, ou criá-las para corte, ou criá-las por causa de seus grandes olhos castanhos ou por causa do leite que ela produz, mas nem por isso você desenvolveu uma nova espécie. Você apenas experimentou uma dada espécie. O melhoramento dentro das espécies é ilimitado, mas nunca há um cruzamento de meia vaca com meio cavalo ou coisa desse tipo. As espécies são firmemente estabelecidas por seu código genético extremamente complicado. A natureza programou tudo, de modo que cada ser frutificasse segundo sua própria espécie. Ela não alterou seu computador. III. A Evolução e a Lei da Propabilidade A Lei da Probabilidade enquadra a hipotética teoria da evolução no rol das coisas cientificamente impossíveis. Sistemas altamente complexos a revelar ordem e plano, desígnio e Ideologia, sem qualquer sombra de desordem ou confusão, são poderosas evidências em favor de uma criação especial, pois tais sistemas não podem ocorrer por acaso. A ocorrência a esmo de qualquer fenômeno se resolve em desordem ao invés de ordem, simplicidade ao invés de complexidade, a confusão ao invés de informação. Podemos ver que 10 cartões, numerados de 1 a 10 (1,2,3,4,5,6,7,8,9,10), podem ser arranjados de 3.628.800 maneiras diferentes, número esse que nos vem do fatorial 10, assim representado: 10!, cujo produto obtemos com a multiplicação dos componentes deste numero: 1x2x3x4x5x6x7x8x9x10 = 3.628.800. A probabilidade de arranjo ordenado: 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10 é de uma em 3.628.800. Afigurasse-nos extremamente impossível que, lançados ao ar, caiam, numa superfície qualquer, na ordem de 1 a 10. Fica evidente ainda que, aumentando o número de cartões, a probabilidade vai-se tornando cada vez menor. Com 100 cartões, podemos conseguir 10158 maneiras de diferentes arranjos. Este número é representado por 1 seguido de 158 zeros, e é o produto de 100! (100 fatorial). Assim fica mais improvável que, lançados ao ar, os 100 cartões caiam na ordem de 1 a 100, visto que esta probabilidade é de uma nos 10158 arranjos possíveis. A tentativa de se conseguir tão alto grau de ordem, por acaso, no universo, ainda não pôde ser feita. É que a lei da probabilidade só se aplica a sistemas que tenham uma possibilidade limitada de ocorrer pelo menos uma vez no universo. Assim, 10158 tentativas ultrapassam os limites de tentativas dentro das quais algo pode ocorrer em nosso universo de espaço-tempo. É impossível, portanto, que tais tentativas tenham sido feitas. Isto é: conseguir-se que 100 cartões numerados de 1 a 100 caiam no chão nesta ordem: 1,2,3,4,5...100 quando a probabilidade é de uma em 10158 em virtude de haver 10158 maneiras diferentes de se arranjar esses cartões! O limite para que ocorra um evento, nos é dado conhecer pelas informações da astrofísica sobre o número de partículas infinitesimais existentes em nosso universo e sobre a idade do mesmo. Tais partículas são em número de 1080, enquanto a idade do universo (na concepção evolucionista, naturalmente), é de 1018 segundos --Trinta bilhões de anos. Essas partículas terão participado dos mais variados eventos ocorridos em nosso universo. Se entraram na ocorrência de 1000 bilhões de diferentes eventos - 1012 eventos - - a cada segundo (número de eventos impossivelmente alto), o maior número de eventos, que já teria ocorrido em todo o universo e por toda a sua história é de apenas 1080 X 1018 X 1012 = 10110 Imaginem o numero 1 seguido de 110 zeros! Notem e recordem: 10110 é o limite de acontecimentos ocorridos durante toda a história do universo. Mais adiante veremos que 1050 eventos é a estimativa feita pela maioria dos peritos em cálculos de probabilidade. Deste fato resulta afirmarmos que qualquer evento cujas probabilidades ultrapassem o limite de uma em 10110 não pode ocorrer. Em nosso universo conhecido tal probabilidade é zero, conclusão que nos mostra ser impossível que os ilustrativos 100 cartões numerados de 1 a 100 caiam na ordem: 1,2,3,4,5...100, por acaso. E não nos esqueçamos: aumentando-se o número de cartões, decresce a possibilidade até atingir zero possibilidade. De zero, a probabilidade poderia atingir a crescente negação de qualquer evento: -1,-2,-3,-4,-5 ad infinitum! E, por exemplo, o caso da célula viva, evento intrínseca e infinitamente mais complexo do que os eventos exemplificados nos 100 cartões. Sua probabilidade de ocorrer, por acaso, seria menos do que zero, isto é: absolutamente impossível. O Dr. Duane T. Gish declarou: "A probabilidade de uma proteína de apenas 50 aminoácidos se formar, por acaso, seria de uma em dez elevado à potencia 65 - 1/1065". Coloquem 65 zeros depois da unidade e fiquem sem poder ler o número! E prossegue o Dr. Gish: "Mesmo a mais simples célula contém vários milhares de diferentes espécies de proteínas, e muitos bilhões de cada espécie e mais todas as espécies de DNA, RNA juntamente com outras moléculas altamente complexas, arranjadas num sistema altamente complexo. Estude-se a estrutura de apenas uma molécula de DNA. Altamente organizada, esta molécula, de acordo com a lei da probabilidade, não poderia ocorrer por acaso. "Mesmo a mais simples replicadora molécula de proteína que se poderia imaginar - - mostrou-o Golay - - "tem uma probabilidade em 10450." Salisbury calculou que a probabilidade de uma cadeia típica de DNA é de uma em 10600 isto é: estes eventos não podem ocorrer por acaso. Até mesmo para que ocorresse um desprezível palito de fósforo foi necessário um fabricante. Nem precisamos treplicar a "réplica" evolucionista, segundo a qual "o arranjo desordenado tem a mesma probabilidade que o arranjo ordenado: Uma em 3.628.800 (ou 10!), de modo que, assim como um arranjo desordenado qualquer pode ocorrer, o ordenado também o pode igualmente". Aos inconfutáveis fatos da impossibilidade de um arranjo ordenado ocorrer por acaso, acrescentamos estes esclarecimentos: Os arranjos desordenados dos 10 ou dos 100 cartões - e nunca são os mesmos - podem ocorrer com extrema facilidade, mas o arranjo ordenado de 1 a 10 ou de 1 a 100 requereriam uma exp1icação se ocorressem. A fórmula de sua ocorrência seria 10!-1 e 100!-1, isto é: 3.628.800-1 e 10158-1 e isto significa que, das 3.628.800 ocorrências desordenadas, só uma seria ordenada. As 3.628.799 ocorrências desordenadas tanto quanto as 10158-1 desordenadas ocorrências poderiam se explicar na base do acaso, mas na mesma base não se poderia explicar o acontecimento ordenado. A ilustração ajuda a firmar esta verdade: Seixos rolados que se precipitem a esmo pela ladeira e se reúnam lá em baixo de qualquer jeito é um fenômeno "natural", mas se os mesmos seixos forem encontrados formando um círculo perfeito, ou um perfeito triângulo isósceles, o fato exigiria uma explicação. Informa-nos ainda o mesmo cientista, a título de ilustração, que, num debate entre um criacionista e um evolucionista, este, apontando para o grande auditório, disse: "Se considerarmos o grande número de pessoas que habita neste Estado, as probabilidades de este grupo de pessoas estar aqui, por acaso, é bastante pequena, mas este grupo, e não outro grupo qualquer, apesar disto, está aqui." A resposta foi que o grupo não estava ali por acaso, mas por decisão, determinação e intenção próprias. E de que resultaria o funcionamento perfeito de um sistema em que plano e desígnio estão presentes, senão da especificação prévia de cada componente e de sua colocação no seu devido lugar? Contemple-se a desafiante verdade em todo este universo: No seu funcionamento vemos ordem, desígnio e, conseqüentemente, inteligência. Recuso-me a aceitar que um acaso irracional responda pelo seu aparecimento, tanto quanto - observa o Dr. Henry Morris. - "...um sistema operante não pode ser sacado de um chapéu cheio de partículas fortuitas."Até no pouquíssimo complexo caso dos 10 cartões, vemos quão limitadas são as possibilidades de se conseguir ordem - não aparência de informação - mas ordem mesmo, interferência externa inteligente e determinação consciente. As praticamente impossíveis ocorrências são apenas duas: 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10 e 10,9,8,7,6,5,4,3,2,1. E se porventura acontecessem como no caso dos seixos rolados que se arrumaram num círculo, ou num triângulo isósceles perfeitos - interferência externa, planejamento e desígnio estariam plenamente mostrados. Impõe-se, à luz disto, a inescapável conclusão segundo a qual é absolutamente certo que qualquer espécie de complexidade real e ordenada que se vê na natureza, foi planejada, pois as probabilidades de terem surgido por acaso são zero! Atribuir à seleção natural o que o acaso não pode realizar é o mesmo que admitir a necessidade de um criador. E, de fato, os evolucionistas fazem da seleção natural o criador de todas as coisas. William Z. Foster, que foi presidente do Partido Comunista Americano, diz em seu livro, "A Decadência do Capitalismo Mundial", último capítulo - "O Advento do Homem Socialista": "Porém, a maior de todas as tarefas é melhorar a própria espécie humana, no sentido evolucionista... As leis da seleção natural que CONSTRUÍRAM (maiúsculas minhas) as maravilhosas complexidades de plantas e de espécies animais, não podem mais operar espontaneamente. Daqui por diante, a evolução da espécie humana precisa ser feita artificialmente pela ação do próprio homem".O grande fato é que, não tendo ido além do homem a nunca provada evolução das espécies, os evolucionistas, diante do embaraço, tiveram que dar esta explicação anti-evolucionista! Mas a seleção natural não é um criador. É uma das capacitações genéticas que produz variações dentro da espécie para que sobrevivam em ambientes adversos aos quais a espécie matriz não conseguiria se adaptar, a exemplo da mariposa sarapintada. O Dilúvio universal, narrado pela Bíblia e presente em todas as culturas, alterou o clima na terra, antes uniforme e ameno. Isto fez que a seleção natural entrasse em ação. Sugiro que a cor negra, c.g., provavelmente seja resultado da seleção natural, pois o branco não se adaptaria a certos ambientes de clima hostil, de pesada pressão atmosférica, de tipos de alimentação e elementos outros aos quais o negro se adapta facilmente. Considerando que o gene, possuidor da capacidade de seletividade natural, está implantado na estrutura da célula, impõe-se a necessidade de um Criador da célula e do código genético com seus admiráveis RNA e DNA! A admissão de que a seleção natural "construiu" todos os seres vivos é, de fato, uma flagrante confissão de que as probabilidades de sistemas ordenados, altamente complexos e funcionais, surgirem por acaso, são zero, além da evidente contradição segundo a qual a criatura é um criador! Já é dogma, entre os cientistas, afirmar que, se a vida evoluiu, por acaso, na Terra, o mesmo deve ter acontecido em toda parte. Mas as probabilidades de ter ocorrido tal coisa é tão remota e tão matematicamente improvável que fica totalmente no terreno das coisas concebivelmente impossíveis. Cálculos e demonstrações científicas já estabeleceram, sem qualquer dúvida, que a vida jamais poderia ter começado em tempo algum nem em lugar algum, por acaso. Rejeitando essas demonstrações, os cientistas evolucionistas têm, simplesmente, que enfrentar problemas mais e mais embaraçosos para eles. O artigo, a que nos referimos, tem como autor o Dr. Frank Salisbury, da Universidade de Utah e opera na Divisão de Pesquisas de Bioquímica e Ambiente da Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos. Concebeu ele a possibilidade de dar continuidade à vida, numa experiência de laboratório, por meio de uma das mais básicas reações químicas. Admitindo que a vida já existia, a reação aludida envolve a formação de uma molécula de DNA. Não trata ele, portanto, de cálculos sobre a origem da vida a partir da matéria morta - algo infinitamente mais improvável - mas da CONTINUIDAIDE da vida já existente. Sob a hipótese de poder essa molécula evoluir em 1020 planetas hospitaleiros, ele calculou, em primeiro lugar, a probabilidade. Para os leitores menos experientes na compreensão de grandes números é bom lembrar novamente que 1020 é a maneira de se escrever o número 1 seguido de 20 zeros, o que torna fácil a compreensão de números elevados a qualquer potência. O número em consideração - 1020 - representa mil vezes mais planetas hospitaleiros do que o número que muitos cientistas costumam admitir. O Dr. Salisbury propõe 4 bilhões de anos para essa molécula vir à existência em todos esses planetas. Acentue-se que ele não está falando de uma evolução a nível de seres vivos desenvolvidos e inteligentes, nem mesmo de uma única célula, e sim calculando a probabilidade que essa molécula de DNA teria para evoluir em todos esses planetas. E correto foi o cálculo: Por todo o longo tempo de 4 bilhões de anos, em apenas UM desses planetas, entre os quais a Terra se inclui, a probabilidade de essa pequeníssima molécula de DNA vir à existência é de UMA em 10415. Imagine o leitor o no 1 seguido de 415 zeros! Veja se lhe é possível ler este número: 10.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.Imaginando o universo inteiro apinhado de planetas hospitaleiros, de modo que não sobrasse espaço entre eles, a probabilidade de essa molécula se formar em todos esses planetas seria UMA em 10137, fato que nos autoriza afirmar que a vida não poderia, de forma alguma, se originar no espaço exterior. É freqüente, em face disto, perguntar-se: "Embora este número seja realmente grande, será que, por fim, algo não poderia acontecer, caso lhe fosse dado bastante tempo?" O Dr. Emile Borel, uma das maiores sumidades em matemática do mundo, formulou a LEI BÁSICA DA PROBABILIDADE. Ele estabeleceu que as probabilidades para a ocorrência de qualquer evento estão limitadas a 1050. Este número é bastante menor do que aquele com que estamos lidando (10377). Se as probabilidades vão além de 1050, o evento - - certeza absoluta - - nunca ocorrerá, não importa quanto tempo lhe seja dado, nem quantas oportunidades favoráveis possam existir para o evento ocorrer. Fica, pois, matematicamente estabelecido ser impossível a vida surgir por acaso na Terra ou em outro qualquer lugar no nosso universo conhecido. Reproduzimos, com as adaptações e comentários necessários, a ilustração da ameba no "Close Encounters", pág. 312. A hipótese de uma ameba conseguir realizar uma tarefa impossível pode nos ajudar a compreender duas coisas:
A hipotética ameba decidiu remover o universo inteiro: a Terra, o sistema solar, todas as galáxias e mais 600 mil trilhões trilhões trilhões trilhões de universos do tamanho do nosso para uma distancia de 30 bilhões de anos-luz. Lembremos que a luz percorre 300.000 km por segundo. Em virtude do seu microscópico tamanho, ela só poderia carregar um átomo de cada vez e só poderia viajar uma polegada por 15 bilhões de anos! Agora vejamos: Para carregar todos esses trilhões de universos, átomo por átomo, a uma velocidade incrivelmente vagarosa de uma polegada em 15 bilhões de anos para uma tão vasta distância de 30 bilhões de anos-luz, o tempo que ela gastaria para terminar a sua tarefa seria "apenas" de 10171 anos. Isto é quase infinitamente menor do que 10415, a probabilidade que o universo teria para fazer evoluir uma apropriada molécula de DNA necessária para se conseguir a reação química de que fala o Dr Frank Salisbury na revista "Nature" a que nos referimos. O trabalho impossível de uma ameba, mesmo hipoteticamente, pode ser concebido, mas o surgimento da vida, por acaso, não se pode nem hipoteticamente conceber, pois o acaso é infinitamente mais impotente do que a fragílima ameba! Posto isto, emerge dizermos que a teoria da evolução nem chega a ser teoria, mas mera hipótese absolutamente impossível de ser sustentada. Um número inimaginavelmente grande nos viria como resultado de se calcular a probabilidade que a própria vida teria de evoluir em apenas o planeta Terra. O Dr. Carl Sagan, da Universidade de Cornell (E.U.A.), calculou, a grosso modo, que a probabilidade é de UMA em 10 seguido de 2 bilhões de zeros. Seriam necessários 6 mil livros de 17,5 cm de comprimento por 10 cm de largura com 354 páginas para caber número tão incrívelmente grande! Já vimos que, tomando por base o número de partículas infinitesimais existentes em nosso universo (1080), a idade do universo: 30 bilhões de anos (1018 segundos), de acordo com a astrofísica evolucionista, e o envolvimento de cada partícula em mil bilhões (1012) de diferentes eventos cada segundo, o cientista Dr. Henry Morris estabelece 10110 como limite máximo para um evento ocorrer. Emile Borel, porém, estabelece 1050 como o limite máximo para a ocorrência de um evento, número que está infinitamente aquém de 10 seguido de 2 bilhões de zeros. Se fosse possível a vida propriamente dita surgir por acaso, haveria apenas uma probabilidade entre 10 elevado à potência 2 bilhões! Estes são fatos oriundos das pesquisas dos próprios cientistas evolucionistas: demonstrados e constatados por eles e que, a despeito disto, estes cientistas se recusam a aceitá-los! Não aceitam os próprios fatos estabelecidos por eles mesmos de que é impossível tenha um acaso originado a vida. Seria bom apreciar o exemplo desta relutância na confissão do Dr. George Wald, prêmio Nobel de Biologia, da Universidade de Harvard: "Temos, apenas, de contemplar a magnitude desta tarefa para admitirmos que a geração espontânea da vida de um organismo é impossível. Contudo, aqui estamos como resultado, creio, da geração espontânea. Admiramo-nos de que tão grande cientista expresse tão impróprio raciocínio! "Mas", comenta um dos autores de 'Close Encounters', "um ano antes revelara o Dr. George Wald o seu verdadeiro problema: 'Razoável era crer na geração espontânea; crer num ato singular de criação sobrenatural era a única alternativa. Não existe 3A. posição. Esta é a razão por que muitos cientistas, um século atrás, escolheram acatar a crença na geração espontânea como uma necessidade filosófica... A maioria dos modernos biólogos, tendo visto com satisfação o desmoronamento da teoria da geração espontânea, viram que só lhes restava aceitar a única alternativa: Uma criação especial. Rejeitando-a, caíram num vácuo, ficando sem nada." Diante de tão grande embaraço, o proeminente biólogo, Dr. D.H. Watson, declarou: "Se assim é, dever-se-á apresentar um substitutivo para a teoria da evolução, uma teoria universalmente aceita, não porque pudesse ser ela provada verdadeira por evidencia logicamente coerente, mas porque a única alternativa - a criação especial - é claramente incrível." É realmente pasmosa a conclusão a que nos conduz esta declaração: "Se eu me defronto com a alternativa de crer numa impossibilidade científica ou de crer num Criador sobrenatural, eu escolho crer numa científica impossibilidade para salvaguardar a minha reputação de bom e racional cientista"! O Dr. James O. Coppedge, diretor da "Probability Research In Biology" fala desta impossibilidade a que mesmo bons e inteligentes cientistas se apegam: "A margem de fracasso é tão vasta que nenhum concebível acúmulo de novas descobertas, nesta direção, poderia mudar a conclusão básica de que complicados sistemas operantes não surgem por acaso." O artigo de Salisbury não tem recebido, por parte da comunidade científica, a devida consideração e permanece sem resposta até agora (1978 a 1987). A pouca discussão do mesmo e o silêncio dos homens de ciência, diante do dilema, mostram evidentemente que suas conclusões e implicações são por demais perturbadoras e embaraçosas. Digno de nota, em virtude das evidentes contradições, é que o próprio Salisbury se interessa por OVNIS e prontamente admite que podem existir seres extraterrenos, mas tal crença coloca Salisbury na mesma posição contraditória de George Wald que, embora concorde que a geração espontânea da vida seja impossível, ainda assim, cria nela, pois afinal de contas, "estamos aqui". Se por um momento de humildade, quisesse fazer a sua lógica funcionar, diria: "Desde que o homem existe mesmo, Deus deve existir", ao invés da flagrante contradição: "Desde que o homem existe mesmo, a geração expontânea deve ter ocorrido" inferência que levou o Dr. Salisbury à sua igualmente grande contradição: "Afinal de contas, desde que os OVNIS estão aqui, a vida deve existir no espaço exterior", visto ter ele mesmo demonstrado matematicamente, pela lei da probabilidade, que a vida não poderia existir por acaso, no espaço exterior. Assim vemos cientistas crendo no impossível demonstrado por eles mesmos, e preferindo a crença num acaso impotente em vez da fé num Deus Onipotente sobejamente revelado em toda a criação e na história do Universo. Novamente mostraremos como a fuga de Deus só leva a mais e mais contradições: "Há não muito tempo", informa-nos Clifford Wilson, "o eminente ganhador do prêmio Nobel, Dr. Francis Crick, teorizou que a vida na Terra poderia ter-se originado de um esporo de vida plantado há muito tempo por alguma civilização."A hipótese da geração da vida por acaso é a responsável por este tipo de raciocínio que demonstra claramente as crescentes dificuldades que não poucos cientistas estão tendo para crer que a vida surgiu por acaso. Admitir que "alguém" de outra civilização plantou a vida na Terra é uma patentíssima fuga de Deus. Crer na revelação: "No princípio Deus criou o céu, a terra e os seres vivos", é inadmissível, por ser incrível, como diz o Dr. D. H. Watson. Mas crer que no princípio uma civilização plantou uma semente na Terra, dando origem à vida, é algo plausível e que merece consideração! Flagrante fuga de Deus. A biogênese bíblica tem Deus como autor da vida: a biogênese do Dr. Francis Crick tem uma civilização, não se sabe de onde, como plantadora da vida. Algo assim: "No princípio alguém plantou a vida na Terra!", em substituição a "No princípio Deus fez surgir a vida na Terra'! Não sendo possível a vida se originar por geração espontânea e não querendo aceitar o testemunho da Bíblia e da Natureza sobre o Criador, Deus tem que ser substituído por alguém representante de uma hipotética civilização! É evidente que tal hipótese não resolve o problema, antes faz a questão voltar ao ponto de partida: "De onde veio a VÍDA que nos deu origem? Se uma civilização extraterrestre plantou a vida aqui, quem plantou a vida naquela civilização? Embora tal raciocínio descarte a possibilidade de geração espontânea, deixa, contudo, a mente sem resposta e sem descanso... Lembremo-nos e tiremos conclusões: Golay demonstrou que a mais simples replicadora molécula de proteína tem a probabilidade de UMA em 10450. Igualmente Salisbury demonstrou que a probabilidade de uma cadeia típica de DNA é de UMA em 10600. Estas demonstrações simplesmente proclamam ser impossível ter ocorrido evolução em toda história do universo que, segundo a astrofísica evolucionista, é de 30 bilhões de anos. É que 10450 e 10600 tentativas para ocorrerem uma molécula e a cadeia de DNA ultrapassam quase que infinitamente o tempo da história do universo - 1018 segundos. IV. A Evolução e As Leis da Termodinâmica A teoria da evolução, posto que não suporte enfrentar esta lei, não pode, contudo, fugir dela. Como veremos, a 2a Lei da Termodinâmica deixa-nos ver a total impossibilidade de a evolução acontecer. Esta lei começa negando a eternidade da matéria, tese defendida pelo materialismo evolucionista. Se a matéria não é eterna, mas existe, sua existência exige uma explicação. Se para existir, a matéria tem que ser eterna, auto-existente, que fazer com a 2a lei da termodinâmica que torna impossível a eternidade da matéria? A negação de Deus, como autor da matéria, chama os materialistas para outro abismo: Não havendo Deus, a matéria é eterna; negada essa eternidade pela 2a lei da termodinâmica, tem que haver um Criador. Como os materialistas tem uma aversão quase infinita por Deus, são obrigados a permanecer no seu abismo. A Termodinâmica e Suas Duas Leis Do acervo de conhecimentos acumulados por vários cientistas sem preconceitos, cujas obras compulsei, exponho, em linguagem simples, alguns deles. "Termodinâmica é uma teoria física de grande generalidade, abrangendo praticamente cada fase da experiência humana. Pode ser chamada de a descrição do comportamento da matéria em princípios. Os conceitos são: ENERGIA E ENTROPIA. Os princípios são as chamadas PRIMEIRA E SEGUNDA LEIS DA TERMODINAMICA." A Primeira Lei, ou lei da conservação da energia, mostra-nos que a energia pode assumir diferentes formas em suas várias conversões, mas não pode ser criada nem destruída pelo homem, e sua quantidade é constante. A Segunda Lei ou lei da desqualificação e deteriorização da energia, é a tendência irreversível de se perder energia útil a cada ação que se realiza. E a tendência universal segundo a qual a energia entra em decadência, passando a uma forma menos e menos útil e levando sistemas ordenados e complexos a se tornarem desordenados e simples. Ambas representam os dois princípios mais básicos de toda ciência. Foram famosos cientistas como Carnot, Clausius, Kelvin e outros que, há mais de cem anos, formalizaram uma lei científica fundamental, chamada agora Segunda Lei da Termodinâmica, assim descrita: "É da experiência universal que todas as coisas, vivas ou não vivas, com o passar dos anos, se desgastam, entram em colapso, envelhecem, se corrompem e se volvem ao pó, continuando a decompor-se ad infinitun." Creio ter sido Antoine Laurent Lavoisier, químico francês (1743-1794), quem primeiro se referiu a estas duas leis, sem, contudo alcançar seu significado total e suas conseqüências últimas. Descobriu ele a lei fundamental da química: "Numa reação química a soma das massas dos reagentes é igual à soma dos produtos da reação. E a lei da conservação da matéria que, finalmente conclui: Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. 1a Lei da Termodinâmica: Na natureza, nada se cria e nada se perde. Isto é, há uma quantidade sempre igual de energia. Ela é sempre conservada, mantida, não se perde e não está sendo criada. 2a Lei da Termodinâmica: "Tudo se transforma". A energia se desqualifica, se degrada, torna-se cada vez menos útil. Todo ser abandonado a si mesmo vai se deteriorando, se corrompendo, envelhecendo e morre. São fatos irrecusáveis da ciência, estabelecidos pela 1a Lei, ou lei da constância da matéria e da força que, na amplidão do universo, não se origina nenhum átomo de matéria; da mesma forma também não nasce nem morre a menor parcela de energia mecânica, enquanto vigorar o curso natural dos fenômenos. A mesma quantidade de energia passou a outros estados do ser. Em aparente contraste com esta lei está a 2a Lei da Termodinâmica, ou lei da crescente entropia, conceito da Termodinâmica que constata e mede o grau da desordem e degradação da energia, que e a medida da quantidade de energia, incapaz de se converter em trabalho útil, e que pode assim ser exemplificada: "As águas duma cachoeira, depois de chegarem à planície, não podem ser reelevadas à mesma altura de onde vieram e, por conseguinte, não poderiam imprimir a uma turbina hidráulica a mesma força que da primeira vez lhe imprimiram. As águas, isto é, a sua quantidade são ainda as mesmas, mas sua qualidade se degenerou parcialmente, visto que não podem retornar ao ponto primitivo". "Nada se cria , aponta para algo que a natureza não pode fazer, e leva-nos à verdade bíblica de que, se tudo está aí, é porque Alguém criou: "No princípio Deus criou..." - é a revelação de uma criação terminada, acabada e completa. A 2a Lei, pois, repudia a filosofia humanista da evolução que assevera estar havendo criação de novas espécies, de novos organismos, de novas estrelas e de novos planetas. A criação - e não a evolução - é que está de acordo com a lei básica da conservação da matéria e da energia, sobejamente estabelecida e provada, tanto quanto a lei da deterioração da energia, como as mais universais leis da ciência. Em face da 2a Lei da Termodinâmica, a matéria não pode ser eterna e, conseqüentemente, a evolução é um fenômeno impossível. Ernesto de Oliveira afirma em sua réplica a Enrico Ferri: "A energia existe no universo em quantidade constante. Mas cada transformação de energia que se realiza, uma porção se degrada para sempre. Como, então, ser possível que uma quantidade constante de energia esteja degradando desde toda eternidade? A descoberta dessa propriedade da matéria veio ferir, no coração, a doutrina materialista da eternidade da matéria, pois nada é mais insensato do que supor-se que uma quantidade constante de matéria esteja continuamente se degradando em elétrons, desde toda eternidade, e que o universo todo ainda não esteja nesse estado, apesar de sua marcha eterna nessa direção."O Dr. Henry Morris, que trata do assunto em muitos dos seus livros, vem demonstrando que a teoria da evolução contradiz as universalmente aceitas leis da termodinâmica: "A 2a Lei da Termodinâmica declara que todas as coisas relegadas ao acaso tendem sempre a ir do complexo para o simples, do organizado para o desorganizado. A evolução requer exatamente o contrário...: a contínua construção das mais simples formas para as mais complexas." O começo e o fim do mundo ficam, portanto, claros diante dessas duas leis. A Primeira atesta o começo; e a segunda, dizendo que do minimum a entropia do universo tende para um maximum, afirma o fim do mundo. Falando dos bilhões de sóis que povoam o universo e da imensa reserva calorífica desses gigantes de luz, o Dr. Huberto Rohden diz: "Entretanto, segundo o processo da entropia, dia virá em que se acharão esgotadas todas essas energias. E, à medida que se vão esgotando, diminuirá o movimento mecânico do universo. O mundo terá fim, porque sua energia é finita, O mundo será finito com relação ao futuro, porque finita é a sua energia ativa! Mas se é finito o potencial energético do mundo, não é possível que seu movimento seja infinito com relação ao passado, isto e: eterno. Se infinito, eterno, fosse, para o passado, o movimento do cosmo,já se teriam niveladas todas as diferenças de energia,já estaria paralisada a grande fábrica do universo, por falta de combustível." Segundo esta lei, portanto, todas as coisas estão sendo transformadas: do novo para o velho, do complexo para o simples, do útil para o inútil, do ordenado para o desordenado, da vida para a morte. A teoria da evolução postula contra esta lei inexorável, o que torna vã sua tentativa de firmar-se como ciência e de impossível constatação as suas predições. Os milhões de anos sugeridos pela teoria evolucionista, para tornar possível a mudança de urna espécie em outra, pioram ainda mais as coisas, pois a 2a Lei, atuando nas células, bloquearia o processo evolutivo muito, muitíssimo antes de chegar ao macaco. Ao invés de ajudar, esses milhões e bilhões de anos gratuitamente afirmados como básicos para a evolução acontecer militam contra ela mesma. Veja-se com clareza: Segundo a teoria evolucionista, 10 mil anos é tempo bastante curto para a evolução acontecer; conforme a 2a Lei da Termodinâmica, dependendo a evolução de 1 milhão, 500 milhões e bilhões de anos, ela vai tendo menos e menos chance de acontecer até que se torna impossível. Assim, a teoria fica num tremendo cheque-mate; o pouco, o médio e o longo tempo tomam a evolução impossível. Em suma: Em pouco tempo a evolução é impossível, dizem os evolucionistas. Em muito tempo a evolução é impossível, diz a 2a Lei da Termodinâmica. Sintropia - Uma Tentativa de Escape Evolucionista O postulante do princípio de sintropia foi Albert-Szent Gyorgyi, nascido na Hungria em 1893. Expomos aqui seu pensamento e os comentários que se impõem, refletindo alguns conceitos do cientista Dr. Jerry Bergman, Ph.D., mestre em Psicologia da Universidade Estadual de Bowling Green, EUA. Fato irrecusável, o princípio da crescente entropia - a 2a Lei da Termodinâmica - atua até nos objetos sólidos, levando-os a se desmoronarem, a se desgastarem, a se desorganizarem e a se difundirem. O mesmo se aplica à energia, em cujas transformações há sempre uma parte que se muda em energia-calor não reversível e se dissipa pelo universo. Contudo, nota-se no processo da vida algo como uma diminuição dessa crescente entropia. Há, nos seres vivos, um crescimento em organização e em complexidade: Uma oposição, ao que parece, à tendência entrópica universal, algo como uma reversão da lei da morte, na direção da vida. Postula, então, o evolucionismo que um processo de auto-transformação ocorreu. Um estado primordial desordenado, crescendo em complexidade, converteu-se em um estado altamente organizado, resultando na evolução: da ameba ao mamífero e do mamífero ao homem. Conclui, portanto, o evolucionismo: A principal diferença entre a ameba e o homem é o crescente aumento da complexidade, e isso exige a existência de algum mecanismo para reagir contra a 2a Lei da Termodinâmica, isto é: É necessário existir uma FORÇA para se opor à tendência universal na direção da dissipação uniforme de toda matéria e energia. Foi então que Albert Szent-Gyorgyi formulou o "Princípio de Sintropia", ou Entropia Negativa, que postula a existência de uma FORÇA que leva as coisas vivas a alcançar níveis cada vez mais altos de organização, ordem e harmonia dinâmica. Acontece, porém, que a entropia prevalece também nos sistemas vivos. Assim, o problema básico da sintropia é sua impossibilidade de demonstrar ser a Entropia inoperante nestes sistemas. Se há uma força se opondo à entropia, ela contudo, não prevalece, pois a tendência do mundo é ir gradualmente se desintegrando em níveis cada vez mais baixos de desorganização. Alguns ainda vão contra esse argumento afirmando ser o planeta Terra um sistema aberto, portanto podendo os seres vivos receber e armazenar energia. Porém a energia da Terra vem do sol e é energia térmica. Não é necessário dizer que a energia calorífica é desagregadora por si só e que só pioraria as coisas para a evolução crer que essa energia poderia trazer algum benefício evolucionista. Um dos mais fortes argumentos do criacionismo contra o evolucionismo é que UM ORGÃO DO CORPO É INÚTIL A MENOS QUE ESTEJA COMPLETAMENTE ACABADO. Sem a intenção de fazê-lo, Szent-Gyorgyi favorece este argumento. Perfilhando a hipotética lei da "sobrevivência dos mais aptos", ele concorda que, de modo geral, essa "lei" consegue selecionar, entre muitas mutações genéticas, as "aceitáveis" até que um grande número de mutações já tenha ocorrido para produzir uma estrutura completa e funcional; após o que, a seleção natural selecionará, então, teoricamente, o orgão completo para o organismo. Em outras palavras, a sintropia requer um órgão pleno, perfeito para que um ser possa subsistir. Mas isso não é possível por nenhuma seleção ou processo natural, e sim, por uma criação especial. Pensando neste fato, ele diz: "Tudo isto tem que ser desenvolvido simultaneamente, o que, numa mutação casual, tem a probabilidade de zero", e prossegue: "Sou incapaz de resolver este problema sem supor a existência de uma força motriz inata na matéria viva para que ela se aperfeiçoe." Certamente era a isso que a filosofia vitalista chamava de vitalismo. E, sem qualquer evidência empírica, insiste Szent-Gyorgyi: "Deve haver uma 'força inata' em todos os seres vivos que funciona para melhorar o organismo." Por que, perguntamos, não substituir o conceito de sintropia pelo axioma da criação? Reclamando a Sintropia a necessidade de uma entidade física "natural" para explicar o mundo dos seres vivos, aproxima-se lógica e efetivamente do conceito criacionista que, em vez de "entidade natural", propõe um Criador Sobrenatural, já que a "entidade natural" ou "força inata" não consegue realizar nem explicar o milagre da existência dos seres vivos."Grandes e insuperáveis são as dificuldades do proposto princípio sintrópico: se a sintropia existe, deveria, então, localizar o orgão ou as estruturas que fazem a própria sintropia ocorrer! Se existisse esse orgão, deveria haver algum mecanismo fora da célula para coordenar essa "força inata no aperfeiçoamento de si mesma" e fazer com que as células do corpo cooperassem juntas, do contrário as células tentariam se aperfeiçoar independentemente, expandindo-se em diferentes direções e, com o tempo, causariam desarmonia no organismo. O mais importante problema, portanto, é explicar a causa ou a origem dessa hipotética força inata. Os meios naturais não podem exp1icá-la. Demonstra a hipótese que todos os organismos têm o mecanismo sintrópico? Se fosse ele claramente benéfico, presumivelmente a evolução selecionaria logicamente aqueles organismos aos quais faltasse a sintropia. E assim diria a evolução: "Qual a necessidade de sintropia, quando o organismo alcança um alto nível de adaptação? E se a tal "força inata" continuar a fazer mudanças, com o tempo o organismo se tornaria menos adaptado ao ambiente. Alcançada a adaptação, "a força inata" deveria parar, do contrário causaria danos ao organismo. Até a maioria dos chamados "organismos de baixo nível" estão altamente adaptados ao seu ambiente."Como poderia a estrutura responsável pela sintropta saber especificamente que mudanças fazer para melhorar todo o organismo? "A reconhecida necessidade de sintropia ilustra que as dificuldades acentuadas pelos criacionistas têm sido reconhecidas pelos evolucionistas em várias escolas de pensamento evolucionista", conclui o Dr. Jerry Bergman. Conclusão: A sintropia - edição moderna do vitalismo dos antigos - sendo um óbvio esforço para tirar a evolução de sua perplexidade, assevera que a evolução não funciona na matéria bruta por lhe faltar um mecanismo que se contraponha à 2a Lei da Termodinâmica. Nos seres vivos, entretanto, deve haver um agente que impede a ação da entropia crescente, tornando possível o avanço da simplicidade para a complexidade, até o surgimento da ameba; desta, ao mamífero e, do mamífero, ao homem. Preceituando contra alguns importantes postulados da teoria da evolução, o conceito hipotético da sintropia confirma que a vida não evoluiu da matéria bruta; que a vida não acontece por acaso ou simplesmente por seleção natural e que é preciso um agente que garanta o triunfo do processo vital sobre a entropia, sem explicar nem demonstrar esse agente. Igualmente não aponta evidências da não atuação da 2a Lei, ou princípio da crescente entropia, nos seres vivos, nem se importa com a negação da própria sintropia: o desgaste, envelhecimento e morte dos seres vivos. Malgrado esse conceito de sintropia, há sempre um déficit contra a vida, pois mostra-nos a entropia haver sempre um infalível superávit a favor da morte. A sintropia impotente e o fato da vida mostram claramente que a "força inata" necessária para a vida acontecer é o transcendente e auto-existente Deus! A Sintropia não passa de uma tentativa para a teoria hipotética da evolução escapar da 2a Lei da Termodinâmica, mas acaba confirmando que a evolução é impossível CONCLUSÕES GERAIS
Teríamos outras considerações a fazer mais achamos que ficaria extenso demais. Listaremos as outras oposições que temos ao evolucionismo e se desejar, lhe enviaremos o material. Espero que tenhamos lhe ajudado. Desafiamos sua consciência e senso científico, pedindo-lhe que coloque esse material em sua página para apreciação e comentários de outros céticos. Seria de muita utilidade para o instituto, já que tudo isso será um material que, como dissemos, usaremos para propor ao Ministério da Educação e Cultura a inclusão da teoria da criação nos livros didáticos do país. Pela simples liberdade de expressão do livre pensamento é que lutamos. Como conseguimos na Europa e EUA, cremos conseguir no Brasil. Outros assuntos:
A Evolução e os Fatos da Genética
Evolucionista
Criacionista
Nenhuma das duas / Outra | ||||