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de Frank R. Zindler
As respostas para estas e para milhares de outras questões igualmente intrigantes têm, de 1859 para frente, formado uma parte os legado duradouro deixado pelo grande naturalista britânico que, minando as bases do "Jardim do Éden", completou o trabalho iniciado por Copérnico quando ele derrubou as "fundações dos céus". Embora as respostas científicas para estas e outras questões semelhantes sejam familiares para mim desde os dias da escola secundária, existem outras questões que me pareceram ser irrespondíveis em termos Darwinianos, questões que requerem muita reflexão antes que eu pudesse reconciliá-las com a teoria Darwiniana. Tomemos a religião, por exemplo. Se a religião é em seu todo um pacote de mentiras - um emaranhado de mitos - por que a seleção natural teria permitido que ela sobrevivesse? Como a seleção natural poderia permitir um comportamento que não tem nada a ver com o mundo real se desenvolvesse, em primeiro lugar? A Sobrevivência do Mais Falso poderia ser um corolário para a Sobrevivência do Mais Apto? E então há o enigma da hipnose. Por que muitas pessoas e animais são hipnotizáveis? Onde está a vantagem de ser suscetível à sugestão hipnótica e manipulação? Após ter experimentado a hipnose por muitos anos, e após executar uma grande variedade de experimentos tanto com humanos quanto com animais, eu fiquei chocado ao descobrir que a hipnotizabilidade não é simplesmente uma "fraqueza" no sentido de que uma pessoa apresente uma deficiência de força física ou mental. Muitas das pessoas mais brilhantes e físicamente vigorosas que eu conheci têm se provado altamente hipnotizáveis, enquanto certos psicóticos e indivíduos mentalmente retardados tem sido, para todos os propósitos práticos, não-hipnotizáveis. Independentemente de raça, sexo ou QI, três a cada cinco pessoas que alguém possa encontrar na rua são hipnotizáveis. Por que tal aparente vulnerabilidade conseguiria passar pela grade da seleção natural e fixar residência no sistema nervoso do animal mais poderosos que o planeta já conheceu? Meu terceiro quebra-cabeças evolucionário era a música. Por que os humanos teriam inventado a música? Embora a música e a habilidade musical não sejam, em nenhum sentido óbvio, prejudiciais (e, portanto, não sejam características prováveis de serem eliminadas pela Seleção Natural), nenhum desses fatores é obviamente útil no sentido de que eles aumentem a aptidão humana para sobrevivência. Consequentemente, parecia não haver uma boa razão para que elas tivessem se desenvolvido. A música humana não é equivalente ao canto dos pássaros. Ela não funciona como uma forma de demarcar território, e tem um valor pouco mais que marginal em atrair parceiros. Não importa a que alturas de triunfo estético Beethoven possa nos transportar com sua Nona Sinfonia; não é fácil de ver nenhum caminho óbvio pela qual as fugas e côros de quatro partes possam ter nos ajudado a escalar a grande árvore filogenética para atingir nossa posição atual. Após ponderar sobre essas três questões por muitos anos, eu gradualmente cheguei à conclusão que elas estavam interrelacionadas muito de perto. Todas as três compartilham uma explicaçao comum. Todas poderiam ser explicadas em termos que os biólogos chamam de aptidão de grupo. Ao contrário da aptidão individual - aquele conjunto de qualidades que afeta a sobrevivência de animais e plantas individuais - a aptidão de grupo afeta a sobrevivência de grupos de indivíduos aparentados, de tamanho pequeno ou médio. Tais grupos geralmente são pouco mais que famílias bastante extensas, e eles tendem a ser quase homogêneos geneticamente. Quer gostemos ou não, houve um tempo em que a religião era realmente uma coisa "boa". O que quer dizer que a religião aumentava a aptidão do grupo. Deixe-me tentar explicar. No curso da evolução humana, o acúmulo de mutações genéticas provou que o processo de formar comportamentos adaptativos era muito lento para dar conta das mudanças ambientais. O que significa que o instinto - o comportamento altamente determinado pela hereditariedade - não era bom o bastante para dar aos hominídeos primitivos os repertórios necessários em seu mundo cada vez mais complexo e confuso. Por meios muitos complicados para discutir aqui, nossos ancestrais quase que totalmente abandonaram o comportamento baseado em instintos de seus semelhantes e criaram, como substituto, a cultura. Através da cultura, padrões muito complexos de comportamento podem ser criados. Eles podem ser criados para lidar com desafios ambientais infinitamente variados, e eles podem ser criados rapidamente. Embora nós possamos muitas vezes lamentar o aparente passo-de-tartaruga com que nossa própria cultura abandona que nós hoje consideramos comportamentos mal adaptativos, não ja dúvida que a mudança cultural é mais rápida em muitas ordens de magnitude do que a mudança genética. De volta à religião, como a religião se encaixa em toda essa conversa sobre tribos e cultura? Muito simplesmente. A religião em grupos pequenos pode ser muito eficaz em aumentar a coesão do grupo. Ela pode ajudar a marcar as fronteiras entre o dentro-do-grupo e o fora-do-grupo, a linha entre nós e eles. Como Jerry Falwell1 e o Aiatolá Khomeini mostraram, a religião corretamente aplicada pode converter pequenos insetos individualmente fracos em uma horda poderosa de formigas guerreiras. Ela pode fundir organismos individuais numa espécie de superorganismo Nietzcheano. No estágio tribal da evolução social humana, a religião ajudou a crias comportamentos de grupo que aumentaram o potencial de sobrevivência daqueles dentro-do-grupo em detrimendo daqueles fora-do-grupo. Considere os tabus alimentares do assim chamado Velho Testamento. Nós lemos em Deuteronômio 14:21: "Não comereis animal algum encontrado morto. Dá-lo-ás ao estrangeiro que habita dentro de teus muros, e ele o comerá; ou então vendê-lo-ás a um estrangeiro[...]". uma vez que um animal encontrado morte pode muito bem estar doente, nós não deveríamos comê-lo. Dê-o - ou melhor ainda venda-o - a um DELES. Com sorte, logo pode haver menos DELES e nosso grupo terá ganho uma vantagem numérica de mais uma unidade! Essa genuína "religião do tempo antigo" se desenvolveu no final da ùltima era glacial, quando a tribo era o maior grupo humano que mantinha qualquer grau de coerência. A religião do Antigo Testamento é um fóssil cultural mantido desde a época do Pleistoceno, e ele reflete uma atmosfera de intensa competição entre grupos. Petrificadas como ossos num armário de um paleontologista, as maiores idéias da Era Glacial ainda podem ser encontradas em exibição entre o Gênesis e Malaquias. Humanos são criaturas gregárias. Eles e seus ancestrais por um longo período têm sido animais de rebanho. Como todos os animais de rebanho, eles devem ser sensíveis aos movimentos e sinais de seus companheiros de rebanho. Da mesma forma que um estouro defensivo de búfalos seria inútil se apenas um animal saísse correndo, os nossos ancestrais hominídeos tinham de ser capazes de agir em conjunto contra ameaças de predadores e outros inimigos. Para fazerisso, eles tinham que ser capazes de perceber e internalizar os desejos e motivações de seus companheiros. Ainda sem possuir linguagem para efetivar tal comunicação, nossos ancestrais tinham que se sugestionáveis. Em nossos ancestrais, como é geralmente o caso em animais de rebanho hoje em dia, as emoções e intenções dos líderes do rebanho eram comunicadas ao resto do rebanho pela "linguagem corporal", e pela força da sugestão não-verbal. A sugestão, seja verbal ou não, é, naturalmente, o fundamento da hipnose. O hipnotismo tem sido a ferramenta dos xamãs e curandeiros desde o início. A habilidade de ser hipnotizado, i.e. a sugestionabilidade, era parte de nossa herança como animais gregários. Tudo que os sacerdotes tinham que fazer era controlá-la e, dessa forma, controlar a tribo inteira de uma vez. Uma vez hipnotizada, a tribo inteira poderia ser mandada para a batalha como se fosse um superorganismo, como se os indivíduos não fossem mais que células individuais em um grande corpo - compartilhando um patrimônio genético comum e governado por uma única cabeça. E eles iam para a batalha - e ainda vão. "O Senhor replicou: Eu estarei contigo e tu derrotarás os madianitas como se fossem um só homem." [Juízes 6:16] "Mate um comunista por Cristo!"2 "Derrubem Earl Warren!"3 "Parem aquela mulher perversa que baniu nosso deus das salas de aula!"4 Se os meus leitores pensam que o termo "hipnose" pode ser aplicado à religião apenas num sentido metafórico, eles deveriam ir à reunião tabernacular, de cura pela fé, da assembléia evangélica, de batizados pelo fogo mais próxima. Eles verão a hipnose em ação, repleta de pessoas caindo no chão, se sacudindo, se contorcendo e balbuciando. Eles poderão observar como o contágio se espalha dos líderes aos seguidores. Eles observarão o poder anestésico da hipnose, quando deficientes verdadeiros - não apenas os falsos - jogam suas muletas e pulam ao som das articulações se triturando. Não se engane sobre isso. A hipnose usada pelos pregadores é hipnose de verdade. Os sacerdotes foram os primeiros a controlá-la, e até hoje eles e seus irmãos políticos são os praticantes mais habilidosos da arte. Como eles fazem isso? Há muitas maneiras diferentes de induzir um estado de consciência hipnótico, e geralmente os faquires usam muitos métodos simultaneamente. Por razões neuroquímicas que ainda não estão inteiramente claras o jejum é um meio útil para pré-condicionar o sistema nervoso e torná-lo mais maleável e sugetionável. Embora a diminuição de açúcar no sangue provavelmente tenha muito a ver com isso, é provável que subtancias como hormônios, conhecidos como opioides endógenos estejam envolvidas também. Como o nome indica, essas substâncias químicas são como opiáceos produzidos internamente e que lembram a morfina por sua ação. Embora Karl Marx tenha falado metaforicamente quando escreveu que a "Religião é o ópio dos povos", suas palavras podem muito bem se provar literalmente verdadeiras. Há considerável evidência que a hipnose e a meditação "transcedental" podem aumentar a produção de alguns desses opióides pelo cérebro. As alucinações que tão freqüentemente acompanham as experiências religiosas podem muito bem ser um resultado de intoxicação por opióides e sugestões verbais implantadas pelo "guru" guiando a "viagem" religiosa. Outro método para induzir a hipnose é a oração repetida por um longo período. Quando as pessoas rezam por "um sinal" eles repetem de novo e de novo o que eles querem ver ou ouvir. Mais cedo ou mais tarde, se seus sistemas nervosos são mesmo marginalmente normais, eles devem ser capazes de gerar experiências vívidas que realizam seus desejos. Apenas homens prósperos que dizem que deus fala com eles são fraudes. Pessoas pobres que dizem isso são simplesmente auto iludidas. Muito embora estejamos acostumados a pensar na oração como um tipo de mendicância cósmica, é mais provável que esse tipo de oração seja um desenvolvimento evolucionário tardio. O propósito original da oração, eu creio, era induzir o transe e, assim, efetivar a comunicação halucinatória com o "mundo dos espíritos". Muitos curandeiros-pela-fé praticantes da hipnose induzem uma receptividade semelhante ao transe em suas vítimas atordoando-as fisicamente. Eles "pousam as mãos". Começando com suas mãos no topo da cabeça da vítima, eles pronunciam suas sugestões hipnóticas (as "orações") enquanto gradualmente movem suas mãos para os lados da cabeça da pessoa. Finalmente, quando suas mãos estão no pescoço e orelhas da pessoa, eles porão subitamente pressão sobre a cavidade rica em nervos atrás das orelhas e sobre a carótida na parte inferior do pescoço. Isso atordoa e desorienta a vítima, e ele ou ela torna-se muito sugestionável. As sugestões verbais do curandeiro ficam implantadas dentro de dois ou três segundos. É claro, isso não funciona sempre. Se a pessoa sendo "curada" tem um sistema cardiovascular fraco, ou se o "curandeiro" faz pressão sobre a carótida pór muito tempo, pode resultar em uma interrupção cardíaca e deus rouba o dinheiro do pobre sujeito do evangélico. Pelo menos um notório curandeiro pela fé dos dias de hoje deixou a prática devido a essa complicação e seus custosos efeitos colaterais. O leitor deve perceber, este método de induzir a hipnose é extremamente perigoso, e nenum praticante competente o utilizará. Apenas religiosos ainda flertam com ele. Mas há uma maneira muito mais segura que pinçar um nervo para reduzir o fiel à submissão: música. Hinos cuidadosamente selecionados podem ser ferramentas incrivelmente poderosas com as quais induzir o transe. Talvez o mais famoso desses hinos seja aquele chamado Exatamente Como Sou (Just As I Am). No momento em que Billy Graham5 e sua corja trouxerem a multidão ao ponto de cantar esse cavalo-de-batalha, a resistência da audiência já terá baixado consideravelmente. E quando todos entrelaçam os braços cantando "Eu venho... eu venho" (I come... I come), apenas uns poucos podem resistir ao chamado para se adiantarem e aplicarem em Jesus. As raízes evolucionárias da musica podem ser vistas muito claramente em um fenômeno tal como as danças de guerra dos Índios Americanos e seus cânticos religiosos. A música não começou com a harmonia e com instrumentos de corda. Ela começou com ritmo, com palavras e sons rítmicos repetidos monotonamente. Os tambores seguramente representam o início da música instrumental, e até hoje as formas mais primitivas de música enfatiza os tambores. Da mesma forma, o canto evoluiu dos cânticos - a repetição rítmica de palavras e frases mágicas. Como a musica se relaciona com a aptidão evolucionária? Considere a dança de guerra dos Índios. Os tambores, os cânticos e as danças produzem um ambiente sensorial propício para a indução do transe hipnótico. Uma vez que todos os guerreiros sejam hipnotizados, eles podem agir em conjunto para avançar e exterminar a competição genética. Eles não conhecerão medo; eles não hesitarão; e eles darão tudo de si no empreendimento sem hesitar. Talvez a parte mais importante de tudo isso seja que todos seguirão ordens de caso pensado e haverá um mínimo de desordem. As vantagens competitivas de tal comportamento são obvias. Assim, a música evoluiu como um meio de induzir o transe hipnótico. A susceptibilidade hipnótica, embora mais antiga que a própria espécie humana, foi elaborada por seleção natural como um meio de aumentar a coesão intra-grupo e como um meio de produzir um comportamento competitivo eficiente e altamente ordenado no nível inter-grupal. Quando a transmissão cultural de comportamento adquirido substituiu a transmissão genética de comportamento instintivo, a religião emergiu como o sistema que decidia a finalidade para a qual a hipnose seria aplicada. O conteúdo mítico verdadeiro das religiões individuais provavelmente não fez muita diferença: Zeus e Yave e Baal são todos imaginários, e não já nenhuma razão obvia para recomendar um em detrimento de outro. Entretanto a estrutura das organizações culturais por trás das varias divindades era de grande importância. É obvio que os magos que puxavam as cordinhas no tempo de Yave tinham um meio muito mais eficiente de governar a terra de Oz que aqueles que se escondiam atrás das cortinas dos tempos de Zeus e Baal! Chegando ao fim de nossa estória, nós vemos que a religião, hipnose e música estão intima e inesperadamente interrelacionadas em suas origens evolucionárias. Os três se originaram juntos, e todos os três foram fatores criticamente importantes em fazer de nós as criaturas que somos hoje. Todos os três são fenômenos "naturais", e podem ser conciliados com a teoria da evolução tal como nós a entendemos hoje. Devemos lembrar, entretanto, que as coisas não devem automaticamente ser julgadas boas ou desejáveis simplesmente por serem "naturais". Fazê-lo é cair na falácia da "lei natural", tão cara à Igreja Católica. Dizer que algo é "natural" implica não mais que "é a maneira que as coisas são no momento". Não quer dizer que nós tenhamos que manter as coisas dessa maneira. Em muitos casos nós somos livres para decidir viajar por caminhos "não-naturais" criados recentemente. A religião é como o apêndice humano: embora ela tenha sido funcional em nossos antepassados distantes, não tem propósito hoje em dia. Assim como o apêndice hoje em dia é um foco de doença física, também a religião é um foco de doença social. Embora a religião tenha sido uma força aceleradora da evolução humana durante a Idade do Gelo, é agora um atavismo de valor negativo. A religião ainda promove divisões tribais, mesmo quando nós devamos reconhecee que todas as "tribos" devem, de agora em diante, trabalhar juntas para uma causa comum ou todos certamente perecerão juntos. Nenhuma tribo sozinha sobreviverá a não ser que todas as tribos sorevivam. As divisões criadas pelas religiões devem ser eliminadas. O desaparecimento da religião será uma tragédia tão grande quanto o desaparecimento da varíola. Nós todos vamos sobreviver à sua morte sem dificuldade e sem lágrimas. Mas e quanto à música e a hipnose? Elas também são atavismos? Elas estão agora maculadas por causa de sua prévia associação religiosa? Eu creio que não. A música claramente emergiu de seu berço religioso e nos tem transportado a todos para o domínio da emoção humana e da realização estética mais "celestialmente" do que qualquer paraíso imaginado pelos criadores daquele loteamento celestial! A música se livrou de seus grilhões. Ela pode agora voar com o intelecto humano para qualquer paraíso que o intelecto escolha criar. O final da Nona Sinfonia de Beethoven pode nos ajudar a sentir mais intensamente a irmandade universal da humanidade enquanto nós nos unimos na jornada cósmica dessa espaçonave que nós chamamos Terra. E quanto à hipnose? Ela é apenas uma ferramente de controle antiética? Ela deve ser condenada por que Hitler e Jim Jones a usaram? Ao contrário do caso referente à música, a resposta para esta questão não é tão fácil de formular. Nós não podemos negar que mesmo hoje a sugestão hipnótica pode ser usada para maus propósitos. Mas precaver-se é ficar armar-se.6 Nós devemos sempre manter em mente que como criaturas sugestionáveis nós somos potencialmente vulneráveis à manipulação por pessoas inescrupulosas. Mas nós não devemos nos esquecer que muitas das características que definem mais profundamente nossa humanidade derivam dos mesmos circuitos neurais que nos fazem sugestionáveis. Pois o que são simpatia e empatia, senão elaborações da sugestionabilidade? Porque nós somos sugestionáveis, porque nossas emoções são contagiosas, nós podemos comparecer ao funeral de um completo desconhecido e rapidamente sentir o mesmo senso de angústia e perda que os presentes. Nós podemos também ver uma criança estranha dar seus primeiros passos em um parque público e sentir a mesma excitação e alegria que seus pais. Pelo fato de sermos sugestionáveis podemos sentir simpatia. Porque nós podemos sentir as mesmas dores que nossos semelhantes, nós não seremos indiferentes a sua situação. Nós evitaremos causar dor aos outros porque nossa natureza sugestionável torna possível a reflexão de tal dor de volta para nós. Nós somos mais felizes quando fazemos os outros felizes, e nós não precisamos de sistemas míticos para fazer-nos bons e evitar o mal: nossos sistemas nervosos são reforçados pela evolução para nos ajudar a fazê-lo. Porque nossa felicidade individual é tão sensível ao ambiente emocional no qual nos encontramos, auto-interesse esclarecido é tudo de que precisamos. Com ele nós podemos criar um sistema ético mais verdadeiro para nossas naturezas. Nós podemos lutar para nos livrar dos totens e tabus irrelevantes de nosso passado religioso, que nós podemos emergir em um gratificante novo mundo de realização ética. Vamos não-rezar.
De The Probing Mind, outubro de 1984. Notas do Tradutor 1 - Jerry Falwell (1933 - ). Pastor americano fundamentalista. Fundador da Moral Majority, organização que busca restabelecer valores tradicionais na sociedade através do apoio a políticos conservadores. Fonte: www.encyclopedia.com Voltar 2 - Palavra de ordem nos tempos do macartismo. Fonte: www.encyclopedia.com Voltar 3 - Earl Warren (1891-1974). Décimo-quarto Chefe da Suprema Corte americana (1953-1969), foi responsável por diversos avanços na área de direitos civis, como a proibição da segregação racial nas escolas públicas. Fonte: www.encyclopedia.com Voltar 4 - Madalyn Murray O'Hair (1919-1995), fundadora da American Atheists, Inc., lutou na Suprema Core Americana para banir a leitura da bíblia e orações organizadas em escolas públicas. Fonte: www.infidels.org/library/modern/madalyn_ohair Voltar 5 - Billy Graham (1918- ). Pregador americano conservador, extremamente popular, co-fundador do jornal Christianity Today. Fonte: www.encyclopedia.com Voltar 6 - No original: To be forearmed is to be fore-armed. Voltar
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