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ÉTICA SEM DEUSES
Uma das primeiras perguntas que são feitas aos Ateus por crentes verdadeiros ou descrentes como nós é, "Se você não acredita em deus, não há nada para prevenir você de cometer crimes, há? Sem o medo do fogo do inferno e danação eterna, você pode fazer o que você quiser, não pode?"
Introdução
Ë difícil de acreditar que até mesmo uma pessoa inteligente e educada poderia sustentar tal opinião, mas elas o fazem! Parece que nunca ocorreu a elas que os Gregos e Romanos, a quem deuses e deusas eram algo menos do que comparações de virtude, contudo guiou vidas não obviamente piores que as dos Batistas do Alabama! Além disso, pagões como Aristóteles e Marco Aurélio - embora seus sistemas não são apropriados para nós hoje - influenciaram a produção de tratados éticos de grande sofisticação, uma sofisticação raramente, se alguma vez, igualada por moralistas Cristãos.
A resposta para a pergunta posta acima é, claro, "Absolutamente não!" O comportamento dos Ateus está sujeito às mesmas regras de sociologia, psicologia, e neurofisiologia que governam o comportamento de todos os membros de nossa espécie, incluindo os religiosos. Além disso, a despeito de protestos do contrário, nós podemos afirmar como uma regra geral que quando religiosos praticam comportamento ético, não é devido ao seu medo de fogo infernal ou danação, nem é devido às suas esperanças de um paraíso. Comportamento ético - apesar de quem o praticante possa ser - resulta sempre das mesmas causas e é regulado pelas mesmas forças, e não tem nada a ver com a presença ou ausência de crença religiosa. A natureza dessas causas e forças é o assunto deste ensaio.
Fundações Psicobiológicas
Como seres humanos, nós somos animais sociais. Nossa sociabilidade é o resultado de evolução, não de escolha. A seleção natural nos equipou com um sistema nervoso que é peculiarmente sensível ao estado emocional de nossos semelhantes. Entre nossa espécie, emoções são contagiosas, e são raros os mutantes psicopatas entre nós que podem ser felizes no meio de uma sociedade triste. Está em nossa natureza sermos felizes no meio de felicidade, tristes no meio de infelicidade. Está em nossa natureza, felizmente, procurar por felicidade para nossos semelhantes ao mesmo tempo que procuramos para nos mesmos. Nossa felicidade é maior quando é compartilhada.
A natureza também nos proveu um sistema nervoso que é, em um nível considerável, impossível de amarrar. Para ser exato, esse fenômeno não é tão nítido ou tão inevitável como é, digamos, em gansos - onde um gansinho que acaba de sair do ovo pode estar "amarrado" à um trem de brinquedo e irá seguí-lo a exaustão, como se ele fosse sua mãe. Contudo, alguns graus de amarração são exibidos por humanos. O sistema nervoso humano parece reter sua capacidade para amarrar bem até a terceira idade, e é altamente provável que o fenômeno conhecido como "amor à primeira vista" seja uma forma de amarração. Amarração é uma forma de comportamento de afeição, e nos ajuda a formar fortes laços interpessoais. É a força maior que nos ajuda a quebrar as barreiras do ego para criar "outros importantes" a quem nós podemos amar tanto como amamos a nós mesmos. Essas duas características do nosso sistema nervoso - sugestibilidade emocional e amarração de afeição - embora elas sejam a fundação de todo comportamento altruísta e a arte, são profundamente compatíveis com o egoísmo característico de todos os comportamentos criados pelo processo de seleção natural. Isso é o mesmo que dizer que, de uma larga gama de comportamentos que satisfazem a nós mesmos, simultaneamente, irão ser os que satisfazem nossos semelhantes, e vice-versa.
Isso não deveria nos surpreender quando nós consideramos que entre as sociedades de nossos primos primatas mais próximos, os grandes macacos, o comportamento social não é caótico, mesmo se os gorilas não tiverem os dez mandamentos! O jovem chimpanzé não necessita de um oráculo para lhe mandar honrar sua mãe e se abster de matar seus irmãos e irmãs. Claro, brigas em família e até assassinatos têm sido observados em sociedades de macacos, mas tais comportamentos são exceções, não a regra. O mesmo em sociedades humanas, em todo lugar e em todos os tempos.
Os macacos africanos - cujos genes são de noventa e oito a noventa e nove porcento idênticos aos nossos - vivem suas vidas como animais sociais, cooperando no viver da vida, inteiramente sem o benefício do clero e sem os mandamentos do Êxodo, Leviticus, ou Deuteronomio. É ainda mais animador aprender que os sociobiologistas têm observado comportamento altruísta entre tropas de babuínos. Mais do que uma vez, em tropas atacadas por leopardos, machos velhos em idade pós-reprodutiva foram observados retardando-se na traseira da tropa escapando e se engajando contra o leopardo com o que algumas vezes seria considerado uma luta suicida. Enquanto o macho velho atrasa a perseguição do leopardo ao sacrificar sua própria vida, as fêmeas e os jovens escapam e vivem para completar seus diversos destinos. O heroísmo que nós vemos agindo, de tempos em tempos, em nossos semelhantes homens e mulheres, é muito mais velho do que suas religiões. Muito antes de deuses terem sido criados pelas mentes cheias de medo de nossos ancestrais menos corajosos, o heroísmo e atos de auto-sacrifício amoroso existiram. Eles não precisaram de uma desculpa sobrenatural, nem precisam de uma agora.
Dado o fato geral, que a evolução nos equipou com um sistema nervoso inclinado em favor de comportamentos sociais, então ao invés de antisociais, não é verdade, todavia, que o comportamento antisocial existe, e existe em quantidades maiores do que um eticista sensato acharia tolerável? Infelizmente, isso é verdade. Mas isso é amplamente verdade porque nós vivemos em mundos muito mais complexos do que o mundo Paleolítico de onde nosso sistema nervoso se origina. Para entender o significado ético desse fato, nós devemos nos afastar um pouco e rever a história evolucionária do comportamento humano.
Uma Digressão
Hoje, a hereditariedade pode controlar o nosso comportamento apenas no mais geral dos meios, não pode ditar precisos comportamentos apropriados para as circunstâncias infinitamente variadas. No nosso mundo, hereditariedade precisa de ajuda.
No mundo de uma mosca de fruta, em contraste, os problemas a serem resolvidos são poucos em número e altamente previsíveis na natureza. Consequentemente, o cérebro de uma mosca de fruta é amplamente "hard-wired" pela hereditariedade. Isso quer dizer, a maioria dos comportamentos resultam de uma ativação ambiental de circuitos nervosos que são formados automaticamente pelo tempo de emergência da mosca adulta. Esse é um exemplo extremo do que é chamado de comportamento instintivo. Cada comportamento é codificado por um gene ou genes que predispõem o sistema nervoso para desenvolver certos tipos de circuitos e não outros, e onde é impossível de se agir contrário ao script geneticamente pré-determinado.
O mundo de um mamífero - digamos uma raposa - é muito mais complexo e imprevisível do que o de uma mosca de fruta. Consequentemente, a raposa nasce apenas com uma porção de seu circuito neural hard-wired. Muitos de seus neurônios permanecem "plásticos" ao longo de sua vida. Isso quer dizer, eles podem ou não se ligar uns com os outros em circuitos funcionais, dependendo das circunstâncias ambientais. O comportamento aprendido é um comportamento que resulta da ativação desses circuitos ambientalmente condicionados. Aprender permite que o indivíduo mamífero aprenda - por tentativa e erro - um maior número de comportamentos adaptativos do que poderiam ser transmitidos por hereditariedade. Uma raposa teria que ser composta puramente de genes para que todos esses comportamentos estivessem codificados geneticamente.
Com a evolução de humanos, entretanto, a complexidade ambiental aumentou fora de todas as proporções das mudanças genéticas e neurais distinguindo-nos de nossos ancestrais símios. Isso é parcialmente devido ao fato que nossa espécie evoluiu em um período geológico de grande fluxo climático - as Eras Glaciais - e parcialmente devido ao fato que nosso comportamento começou a mudar nosso ambiente. O ambiente modificado por sua vez criou novos problemas para serem resolvidos. Suas soluções posteriormente mudaram o ambiente, e assim vai. Desta maneira, a descoberta do fogo levou à queima das árvores e florestas, que levou à destruição dos suprimentos locais de água e córregos, que levou ao desenvolvimento de arquitetura que construiu aquedutos, que levou às leis sobre direitos de água, que levou à luta internacional, e etc. etc...
Dada tal complexidade, até a habilidade de aprender novos comportamentos é, por si só, inadequada. Se tentativa e erro fossem os únicos meios, a maioria das pessoas iria morrer de velhice antes de terem sucesso redescobrindo o fogo ou reinventando a roda. Como um substituto para o instinto e para aumentar a eficiência de aprender, a humanidade desenvolveu a cultura. A habilidade de ensinar - como também de aprender - evoluiu, e aprendizado por tentativa e erro se tornou um método de último caso.
Pela transmissão da cultura - passando a soma total dos comportamentos aprendidos para a população - nós podemos fazer o que seleção genética Darwiniana não permitiria: nós podemos herdar características adquiridas. A roda foi inventada uma vez, sua fabricação e uso pode ser passado abaixo através das gerações. A cultura pode se adaptar às mudanças muito mais rápido do que os genes podem, e isso provê respostas altamente em sintonia com os distúrbios e transtornos ambientais. Por meio de transmissão cultural, esses comportamentos que provaram ser úteis no passado podem ser ensinados rapidamente aos jovens, e então essa adaptação para a vida - digamos, na calota polar da Groenlândia - pode ser assegurada.
Mesmo assim, transmissão cultural tende a ser rígida: levou mais de cem mil anos para avançar ao ponto de entalhar ambos os lados do machado de mão! Mutações culturais, como mutações genéticas, tendem mais freqüentemente a serem prejudiciais, e há resistência à ambas - a primeira por conservativismo cultural, a última pela seleção natural. Mas as mudanças rastejam mais rápido do que a velocidade da mudança genética, e culturas lentamente evoluem. Mesmo esse dinossauro cultural conhecido como a Igreja Católica - apesar de sua pretensão de ser o repositório imutável de verdade e comportamento "correto" - mudou muito desde seu começo.
A propósito, é nesse estágio do machado de mão de evolução comportamental que a maioria das religiões de hoje ainda estão entaladas. Nossos códigos morais inflexíveis, absolutistas também estão afixados nesse estágio. Os Dez Mandamentos são a contrapartida moral da fase "assim-é-como-você-esfrega-os-gravetos-juntos" da evolução tecnológica. Se o único tipo de fogo que você quer e o que aquece sua caverna e cozinha seus mexilhões, o método esfrega-gravetos é suficiente. Mas se você quer um fogo para propulsionar seu avião a jato, algumas mudanças devem ser feitas.
E, também, com a transmissão de comportamento moral. Se nós temos que viver vidas que são tão socialmente complexas quanto aviões à jato são tecnologicamente complexos, nós precisamos de algo mais do que os Dez Mandamentos. Nós não podemos basear nosso código moral sobre ordens arbitrárias e caprichosas apresentadas a nós por pessoas dizendo estarem inteiradas com as intenções dos imigrantes do Sinai ou do Olimpo. Nossa ética não pode ser baseada nem em ficções sobre a natureza da humanidade nem em falsos relatos a respeito de desejos de divindades. Nossa ética deve ser firmemente plantada no solo do auto-conhecimento científico. Ela deve ser aperfeiçoável e adaptável.
Onde então, e com o que, nós devemos começar?
De volta à ética
Platão mostrou há muito tempo, em seu diálogo Euthyphro, que nós não podemos depender de fiats morais de uma divindade. Platão perguntou se os mandamentos de um deus eram "bons" simplesmente porque um deus os mandou ou porque o deus reconheceu o que é bom e mandou a ordem de acordo. Se algo é bom simplesmente porque um deus mandou, qualquer coisa pode ser considerada boa. Não haveriam meios de predizer o que em particular o deus poderia desejar a seguir, e isso seria inteiramente sem sentido afirmar que "Deus é bom." Banhar bebês com rochas seria apenas tão provavelmente "bom" quanto seria o princípio "Ame seus inimigos." (Iria parecer que a "bondade" do deus do Velho Testamento é inteiramente desse tipo.)
Por outro lado, se os mandamentos de um deus são baseados em um conhecimento da bondade herdada de um ato, nós encaramos a compreensão que há um padrão de bondade independente do deus e nós devemos admitir que ele não pode ser a fonte de moralidade. Em nossa busca pelo bom, nós podemos desviar de deus e ir direto à sua fonte!
Dado, então, que deuses a priori não podem ser a fonte de princípios éticos, nós devemos procurar tais princípios no mundo em que nós evoluímos. Nós devemos achar o sublime no mundano. Que preceitos devemos usar?
O princípio do "auto-interesse culto" é uma excelente primeira aproximação a um princípio ético que é consistente com o que nós sabemos da natureza humana e também é relevante para os problemas da vida em uma sociedade complexa. Vamos examinar esse princípio.
Primeiro nós devemos distinguir entre auto-interesse "culto" e "inculto". Vamos tomar um exemplo extremo para ilustrar. Suponha que você viveu uma vida totalmente egoísta de gratificação imediata de cada desejo. Suponha que sempre quando alguém tinha algo que você queria, você tomou para si.
Não levaria muito tempo até que todo mundo estaria de punhos cerrados contra você, e você poderia ter gasto todas as suas horas acordado defendendo-se das represálias. Dependendo de quão ultrajante foi sua atividade, você pode muito bem perder sua vida na orgia de vingança da vizinhança. A vida de um auto-interesse total mas inculto pode ser excitante e prazerosa enquanto durar - mas não é provável que dure muito tempo.
A pessoa que pratica o auto-interesse "culto", em contraste, é a pessoa que a estratégia de comportamento simultaneamente maximiza ambas intensidade e duração da gratificação pessoal. Uma estratégia culta irá ser uma que, quando praticada ao longo de um grande espaço de tempo, irá gerar sempre maiores quantidades e variedades de prazeres e satisfações.
Como é que se faz isso?
É óbvio que mais tem que ser ganho ao se cooperar com outros do que com um ato de egoísmo isolado. Um homem com uma pedra não pode matar um búfalo para o jantar. Mas um grupo de homens e mulheres, com muitas pedras, podem guiar a fera para um penhasco e - mesmo depois de dividir a carne entre eles - ainda teriam mais para comer do que eles teriam sem cooperação.
Mas cooperação é uma rua de mão dupla. Se você cooperar com muitos outros para matar búfalos, e cada vez que eles te afastarem da matança e comerem por si mesmos, você rapidamente irá levar seus serviços para outro lugar, e você irá deixar os ingratos tropeçando ao longo sem o equivalente Paleolítico do quarto-para-ponte. Cooperação implica reciprocidade.
A justiça tem suas raízes no problema da determinação de justiça e reciprocidade em cooperação. Se eu cooperar com você em cultivar seu campo de milho, quanto do milho é meu na época de colheita? Quando há justiça, a cooperação opera com eficiência máxima, e os frutos da cooperação tornam-se sempre mais desejáveis. Então, auto-interesse culto acarreta um desejo por justiça. Com justiça e com cooperação, nós podemos ter sinfonias. Sem elas, nós não temos nem uma canção.
Vamos levar este ensaio de volta ao nosso ponto de partida. Porque nós temos um sistema nervoso de animais sociais, nós somos geralmente mais felizes na companhia de nossos semelhantes do que sozinhos. Porque nos somos emocionalmente sugeríveis, ao praticarmos o auto-interesse culto nós normalmente iremos ser espertos ao escolher comportamentos que irão fazer os outros felizes e querendo cooperar e nos aceitar - para a felicidade deles irá refletir de volta sobre nós e intensificar nossa própria felicidade. Por outro lado, ações que machucam outros e fazem eles infelizes - mesmo se eles não desencadeiam uma retaliação aberta que decresce nossa felicidade - irá criar um meio social emocional que, por causa da nossa sugestibilidade, irá nós fazer menos felizes.
Porque nosso sistema nervoso é incopiável, nós somos capazes de não apenas nos apaixonarmos à primeira vista, nós somos capazes de amar objetos e ideais tanto quanto pessoas, e nós somos capazes de amar com intensidades variáveis. Como o gansinho atraído pelo trem de brinquedo, nós somos empurrados para frente pelo desejo de amar. Diferente do "amor" do gansinho, entretanto, nosso amor é para uma extensão considerável moldável pela experiência e é capaz de ser educado. Uma meta maior do auto-interesse culto, com certeza, é dar e receber amor, tanto sexual quanto não sexual. Como uma regra geral, - porém não absoluta - nós devemos escolher os comportamentos que irão ser mais prováveis de nos trazer amor e aceitação, e nós devemos evitar os comportamentos que não irão.
Outra meta do auto-interesse culto é procurar beleza em todas as suas formas, preservar e prolongar sua ressonância entre o mundo fora e dentro. Beleza e amor são facetas diferentes da mesma jóia: amor é bonito, e nós amamos a beleza.
A experiência do amor e beleza, entretanto, é uma função passiva da mente. Quão grande é a alegria que vem de criar beleza. Quão delicioso é exercitar ativamente nosso poder criativo para engendrar isso que pode ser amado. Pinturas e pianos não são necessariamente pré-requisitos do exercício de criatividade: Sempre que nós transformamos a matéria-prima da existência em tal maneira que nós deixamos ela melhor do que ela era quando nós a achamos, nós fomos criativos.
A tarefa de educação moral, então, não é de incutir por repetição grandes listas de fazeres e não fazeres, mas sim de ajudar as pessoas a predizer as conseqüências das ações sendo consideradas. Quais são as recompensas de longo termo e as imediatas, e desvantagem dos atos? Um ato irá aumentar ou diminuir a chance de alguém experimentar a tríade hedônica do amor, beleza, e criatividade?
Então acontece, quando o Ateu se aproxima do problema de encontrar o chão natural para a moral humana e estabelecer uma base não-supersciticiosa para o comportamento, parece no entanto que o problema de estabelecer uma base natural, humanística para o comportamento ético não é tão assim um problema. Está em nossa natureza desejar amor, procurar beleza, e se emocionar com o ato de criação. A complexidade labiríntica que nós vemos quando examinamos os códigos morais tradicionais não surge de necessidade: é amplamente resultado de tentativas em vão de acomodar a natureza e as necessidades humanas aos excêntricos totens e tabus de demônios e divindades que emergiram conosco da nossa moradia em cavernas no final da Era Paleolítica - e têm assombrado nossas casas desde então.
Comentários
Ângelo Torres - angelostorres@ig.com.br - Rio de Janeiro, enviou em 15/11/2000
Maravilhoso texto! De pleno acordo!
Essas posições seculares nos temas éticos foram estudadas, sob enfoque da metodologia científica, há 150 anos, por Augusto Comte, o filósofo do posiivismo. Mas essas doutrinas comtianas foram mal apresentadas, quando o foram, mesmo no Brasil. Demonstraria Comte que o altruísmo, que é o sentimento social, é dote natural dos humanos. Como pode ser provado pela História. Ele pode ser observado na escala animal. A palavra altruísmo é um neologismo criado por Comte, que também criou a palavra sociologia, um hibridismo greco-latino proposital. E há mais, muito mais.
Sugestão:
Na Introdução: deusas, comparações de virtudes: os deuses são ABSTRAÇÕES EM PESSOA, DE VIRTUDES. Abstrações são as qualidades, os fenômenos que os seres concretos apresentam. A ciência estuda abstrações como números, movimento, forma, cor, que não são materiais, apenas são propriedades dos corpos. hard wired:= ditado pela hereditariedade/ pre-estabelecido hereditariamente/
Para outras expressões do inglês: creio que seria bom colocar o original junto com a tradução, que por vezes não dá bem o sentido do original. Um exemplo é QUARTO-PARA-PONTE, no 2º parágrafo de COMO SE FAZ ISSO: não entendi. Do mesmo modo, que será:
raposa CANTO A CANTO, no fim do 3º parágrado da Digressão?
AMARRAÇÃO: motores afetivos, desejos, inclinações, afetos.
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Informativo:
A publicação foi autorizada pelo autor do ensaio original.
O ensaio base original está disponível em http://www.atheists.org/Atheism/ethics.html
Traduzido por: Leo Vines
Traduções para espanhol e sugestões para correções na tradução e na gramática são bem-vindas.
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