Atheos Publicado: 04/05/2003
Atualizado: 09/07/2003
GUIA DE UMA ADOLESCENTE PARA SOBREVIVER AO SISTEMA RELIGIOSO DAS ESCOLAS PÚBLICAS

de Amanda N. Stockton


Sou natural do Texas, nascida em Denton. Vou completar quinze anos em março próximo. Minha educação começou na Reinhardt Elementary em Garland, Texas, até que nos mudamos para Richardson onde freqüentei a Richland Elementary a partir da 3ª série. Esse ano vou ser caloura na Richardson Jr. High.

Uma das coisas que você precisa entender sobre as escolas do Texas é que as crianças são muito segregadas – não pela raça, mas com base em sua situação social, econômica e religiosa. Isso não é causado pelo conselho escolar ou pelos professores. É feito pelos próprios alunos, mais ou menos intencionalmente. Na minha escola, os três grupos principais são os “Preps” (de “preparatory” – aqueles que freqüentam escolas preparatórias) que são todos cristãos que freqüentam a igreja e que vêm de famílias com renda mais alta. Eles são a “alta sociedade” – ou imaginam-se como sendo – e olham o resto do mundo de cima. Os “Freaks” (esquisitos) são exatamente o oposto. Eles pintam seus cabelos de azul e usam anéis em seus narizes só para provar como eles são ousados e diferentes e tentam provocar ultraje no resto da sociedade. E finalmente há os “Scrubs” (pessoa insignificante), como eu, que não esperam que os outros sejam medidos de acordo com algum conjunto de padrões de classificação. Nós aceitamos a todos. E a maioria de nós crê que há coisas mais importantes na vida além de um Tommy Hilfigure e um par de mocassins Colehaun. Gosto de pensar que tentamos ser amigáveis com todos e não julgar as pessoas pela sua religião, situação econômica ou social. Gosto de pensar em nós como as pessoas boas.

Deixe-me dar alguns exemplos de como tudo isso funciona no mundo real.

No meu primeiro dia no jardim da infância – Ah sim, me lembro muito bem – conheci Amy Howard, que até hoje é uma das minhas melhores amigas. Mas naquela época estávamos apenas começando a nos conhecer. Então ela disparou a pergunta “a que igreja você vai?”

Ninguém havia me perguntado isso antes.

“A Igreja da Galinha”, exclamei. Mas ela não achou isso divertido, então falei claro: “Não vou à igreja”, eu disse, não pensando muito nisso.

Mas isso não a satisfez: “por que não?”, ela insistiu.

“Porque não acredito em nenhum deus”, eu lhe disse. Mas, novamente, não pensei que isso fosse mais do que uma resposta simples para uma pergunta simples, tipo dizer que eu não como ovos no café da manhã porque sou alérgica. Mas quando vi a expressão no rosto de Amy, soube que era muito mais do que isso. Foi um despertar rude para mim como aluna do jardim da infância. Por sorte Amy era – e é – uma daquelas pessoas que pode aceitar uma diferença de opinião. Ela conseguia me aceitar pela pessoa que eu era sem me julgar duramente pela minha falta de crença em deus. Não percebi que outros encontros sobre esse assunto popular não seriam tão amigáveis.

Por dois anos, minhas crenças religiosas não pareceram ser um problema para mim ou qualquer outra pessoa. Mas então, justo quando as coisas estavam correndo suavemente, nos mudamos para um bairro novo pouco antes de eu iniciar a 3ª série.

Legal!” eu pensei. “Uma escola nova significa amigos novos!” Como eu estava errada.

No primeiro dia na escola descobri sobre os Preps.

Mas naquele dia ninguém do grupo bastante grande de freqüentadores de igreja fez qualquer tentativa de fazer amizade ou ser bom com a menina nova, e pelo resto do ano e nos anos seguintes as coisas permaneceram desse jeito.

Finalmente, chegou a 4ª série. Nas primeiras duas semanas os Preps estavam atormentando qualquer um que não se encaixasse em seus padrões distorcidos ou que de alguma forma fosse diferente deles. Uma daquelas garotas era uma menina judia. Eu a tinha visto uma vez ou duas na minha rua, mas não a conhecia muito bem. Um dia no intervalo, vi uma turma deles em volta dela e quando eles partiram pude ver claramente que ela estava chorando. Sendo do tipo compassivo, fui ajudá-la. Começamos a conversar enquanto eu a acalmava e então ela me disse uma coisa; “Antes que você decida ser minha amiga, há uma coisa que preciso te contar,” ela me disse hesitantemente.

“O que?”, eu comecei, “você é atéia?”, comentei em tom de brincadeira. Ela riu e para minha surpresa disse saber o que é uma atéia!

“Não, por que? Você é?”, ela me perguntou.

“Sim”, eu respondi sussurrando.

“Ah, isso é legal. Sou judia. É isso que eu tinha que te contar” ela disse num tom relaxado. Ela me explicou que estava na Richland Elementary desde a 1ª série e todo ano os Preps a incomodavam por causa da sua religião. Desde então nos tornamos boas amigas e através dos anos ensinamos uma à outra nossas diferenças em crenças e ensinamentos morais. Até hoje ela é uma das minhas únicas amigas que tem lutado pelos mesmos direitos que eu.

Por ora você deve estar pensando, “Certo, os Preps são só crianças. Elas devem ser capazes de esquecer suas diferenças e ser amigos, certo?”

ERRADO. Finalmente chegou a 5ª série e nesse ano alguém disse uma coisa que vou lembrar pelo resto da minha vida. Na época do Natal, minha família e eu íamos viajar para a terra dos meus pais, na África do Sul. Naturalmente, eu falava a respeito disso na hora do almoço e nos intervalos e assim por diante. Um dia no almoço um dos garotos decidiu me mostrar o seu ponto de vista. Ele me disse: “Amanda, você não merece ir à África do Sul. Você merece ir para o Inferno com o Diabo!”

Tendo apenas 10 anos na época e sendo naturalmente sensível, suas palavras realmente me feriram. Mas de forma responsável fui contar à professora sobre essa afronta e ela fez... absolutamente NADA!! Aquilo realmente me fez começar a pensar. “Então é assim que esses cristãos maravilhosamente fraternais tratam os outros que são diferentes deles? Que pessoas boas. O fato deles me tratarem assim significa que eles querem e esperam que eu os trate desta forma? A bíblia não diz, ‘faça aos outros o que você espera que eles façam a você’?” Mesmo assim, foi somente na 8ª série que comecei a lutar por mim e pela minha crença e proclamar a liberdade de consciência que é o direito natural de um cidadão americano.

Mas naquele mesmo ano, eu também encontrei uma garota fascinante que tem uma das mentes mais criativas que já encontrei. Sua família era cristã, mas ela não tinha certeza se era. Apesar dela ter freqüentado a nossa escola a vida inteira e supostamente compartilhar das mesmas crenças que os Preps, eles ainda assim não a aceitavam. Por que? Porque ela tinha o cérebro e a coragem de questionar a crença inquestionável no seu “Senhor e Salvador.”

Foi mais ou menos nessa época que nos tornamos uma equipe e passamos todo o ano da 6ª série confundindo os Preps com as nossas maneiras estranhas (segundo eles) e socorrendo uma à outra em tempos de dificuldade. A 7ª série chegou rapidamente e, enquanto ela e eu ainda estávamos buscando nossas identidades, minha nova amiga cética lentamente se envolveu com os Freaks, cujos principais pontos para a fama são:

  1. Não ouça nada a não ser música alternativa: Nirvana, Nine Inch Nails, etc;
  2. Não vista nada que não seja preto – e talvez algumas outras cores aqui e ali;
  3. Pinte e penteie os cabelos com as cores mais brilhantes e dos modos mais confusos.

Os Freaks são considerados anormais e até satanistas por causa de sua aparência. Mas muitos são, na verdade, muito mais gentis do que qualquer um dos Preps que já conheci. Infelizmente, no começo cometi o erro de julgar todos eles pela aparência.

No começo pensei que a minha amiga estava ficando louca! Então ela pintou o cabelo de cor-de-rosa e pensei seriamente que a tinha perdido completamente. Então um dia ela disse para olhar mais fundo do que o que eu via por fora. Ela disse que o motivo principal deles parecerem estranhos é fazer os Preps (seus inimigos jurados) ficar com medo deles. Então olhei mais profundamente e descobri que os Freaks não são tão maus assim.

Um pouco antes naquele ano, o pai da minha amiga começou a fazê-la comparecer aos encontros com o grupo jovem da igreja cristã que sua família freqüentava. E o que toda essa doutrinação fez a ela? Ela virou freira e entrou para um convento? Acho que não. Ao invés, isso a converteu totalmente ao ateísmo! Agora ela não só perguntava: “Meu Senhor e Salvador?!” mas também tinha uma resposta também: “me salvar do quê?”

Ao longo dos meus anos na escola, tive uns poucos encontros com pessoas que tinham um problema com a minha falta de crença supersticiosa, mas nada poderia ter me preparado para o que me aguardava na 8ª série.

Quando comecei o meu primeiro semestre em agosto de 1995 na Richardson Junior High, eu tinha uma atitude positiva e esperava um ótimo ano. Então à medida que os meses desapareciam, comecei a ler nas entrelinhas e pela primeira vez vi os Preps sendo piores do que jamais o foram. Os professores também começaram a parecer sob... uma nova luz, se você entende o que quero dizer ...

A história dos EUA era um assunto que eu gostava particularmente, até que o meu professor começou a injetar cristianismo nas lições em todas as oportunidades concebíveis (e inconcebíveis). No começo não prestei muita atenção a isso, mas começou a aumentar e aumentar, e descobri que eu estava mais e mais ofendida com isso. Ainda assim permaneci em silêncio.

Numa ocasião, de alguma forma, a nossa classe chegou ao assunto da teoria do Big Bang. A idéia surgiu a partir da pergunta se tal coisa deveria ou não ser ensinada nas escolas uma vez que contrariava a “Palavra de Deus” como revelada na “Bíblia Sagrada.” Então ouvi o garoto atrás de mim dizer uma das coisas mais engraçadas que eu já tinha ouvido em toda a minha vida. Caí na gargalhada e não tinha percebido que ele estava de fato sendo sincero.

“Tudo que sei”, ele disse, “é que não vou deixar um idiota qualquer me dizer que houve essa grande explosão e a Terra simplesmente apareceu lá!”. O resto da classe pareceu concordar... exceto eu.

Praticamente por reflexo, me voltei e disse a ele, alto o bastante para todos ouvirem, “bem, não vou deixa um idiota qualquer me dizer que a Terra foi criada em sete dias por algum ser imortal todo-poderoso onipotente que está flutuando no espaço olhando cada movimento meu!” Foi então que a classe subitamente decidiu ter um momento de silêncio. Então continuei, “Olha, essa é uma aula de historia e não um estudo da Bíblia. E quanto ao Big Bang, é só uma teoria, como todas as teorias científicas, e ninguém está forçando nenhum de vocês a acreditar nela”. E foi a última palavra na discussão desse assunto.

Mais tarde naquele ano, na mesma classe, recebemos a tarefa de nos reunir em grupos e formar os nossos próprios partidos políticos. Tínhamos que criar nossas próprias leis, regras, regulamentos e ser capazes de dizer o que defendíamos. O grupo em que eu estava foi chamado de MASC, que era uma combinação das iniciais dos nossos primeiros nomes. O nosso programa era proteger as pessoas da discriminação e de violações aos seus direitos. Nossos pontos de vista refletiam muitos daqueles defendidos pela ACLU (União Americana para as Liberdades Civis). De modo que, é claro, o nosso partido não era particularmente favorito.

Outro grupo era de três garotos que freqüentavam a mesma igreja cristã e chamavam a si mesmos de GLOBOIDS. Eles eram tudo que nós achávamos errado. Eles baseavam sua política na bíblia e condenavam qualquer um que fosse homossexual, qualquer um que tivesse o vírus da AIDS, as pessoas pobres e, o mais importante, aqueles cujas vidas não eram governadas por Zeus - quero dizer, Deus.

Tolice infantil? Realmente tínhamos só treze anos. Mas o motivo pelo qual lembro desse incidente é porque penso que ele mostra que tipo de coisas estavam sendo impregnadas a esses garotos em suas igrejas cristãs fundamentalistas. Eles já estavam aprendendo a odiar qualquer um que fosse diferente. Por minha vez, não consigo nem mesmo odiar os cristãos que me odeiam, sem contar qualquer outro ser humano menos afortunado (ou menos semelhante a mim) na face da Terra.

É impressionante o quão estúpida e condicionada uma pessoa pode ficar ao ser doutrinada numa fé religiosa. Os cristãos realmente crêem de alguma forma que sua religião é completamente diferente do resto das crenças do mundo.

Cerca de duas semanas após as férias da primavera, um pouco antes nesse ano, uma amiga minha veio à minha casa para nadar. Enquanto estávamos sentadas na banheira quente conversando sobre roupas, líderes de torcida, a conversa comum de adolescentes, ela entrou no assunto de religião. Ela começou a me fazer pergunta atrás de pergunta, até que finalmente ela perguntou, “Se você fosse religiosa, de que religião você seria?”

“Seria budista!”, respondi sarcasticamente.

“Por que?”, ela perguntou rindo.

“Não sei realmente,” disse, ficando um pouco mais séria.

“Sim, mas eles adoram uma estátua!”, ela argumentou.

“Vocês também!”, respondi. “Vocês usam a estátua nos seus pescoços!”, continuei.

“Sim, mas eles adoram estátuas de seis braços e coisas assim”, ela respondeu, parecendo gostar do debate.

“Mas a sua estátua parece com um 'T' minúsculo!!”, devolvi.

Então ela mudou para outra religião. “Os egípcios são estranhos”, ela disse. “Eles crêem num pós-vida e coisas assim.”

Agora, me interrompa se eu estiver errada, mas essas religiões não têm muitas coisas em comum para serem diferentes? Então respondi casualmente, “Vocês também! Vocês acham que, quando morrerem, vão encontrar o criador! O Grande Queijo! El Jesus Cristo em pessoa!!!” Ela não achou isso tão engraçado quanto eu. Mas ela não voltou ao assunto. Realmente não entendo os cristãos.

O último incidente que vou contar aconteceu apenas alguns dias antes das aulas terminarem no ano passado. Eu estava na aula de matemática discutindo a Igreja do Livre-Pensamento do Norte do Texas com a minha amiga que entrou para os Freaks que mencionei um pouco antes. De repente, a garota na minha frente se virou e disse – com muita alegria – “Oh! Você é a atéia!”.

“Sim”, respondi lentamente. “Por que?”, perguntei.

“Ah, bem, ouvimos falar de uma garota que queria se juntar à FCA (Fellowship of Christian Athletes – Sociedade dos Atletas Cristãos, um grupo religioso na minha escola) mas ela não pôde porque ela era atéia.” Provavelmente ela estava esperando me converter e ganhar o seu lugar no Paraíso.

“Bem”, comecei sem hesitação, “Sou atéia e NÃO eu não desejo me tornar um membro da F.C.A.”

“Você quer dizer que você não quer crer em Deus?”, ela perguntou, sem acreditar. Balancei a cabeça com um largo sorriso no meu rosto. Nesse exato momento, o sinal tocou e me levantei para sair, mas a evangélica me deteve. “Bem, sei que não tenho nada pra dizer sobre o que você acredita, mas quando morrermos e eu for para o Paraíso e você para o Inferno, vou ter pena de você,” ela disse com um floreio que refletia uma atitude de “Acho que eu sou o máximo... mais um saco de batatas fritas!”

“Você vai ter pena de mim?”, repeti lentamente, começando a rir incontrolavelmente. Eu mesma tenho pena dela agora, sabendo que, enquanto conto a vocês sobre isso, ela está em sua igreja, convicta de que ela vai a algum lugar depois que morrer. Mas tudo que pude fazer então, foi rir e sair. Na manhã seguinte, minha mãe, ao ouvir a historia, aproveitou a oportunidade de lembrar a essa jovem senhora sobre a fé cristã de Adolf Hitler e desejar a ela boa viagem em seu caminho para encontrá-lo. Obrigaaada, mamãe!!!

Desde então, estive em férias e não tive que lidar com as superstições religiosas agressivas das outras pessoas.

Acho que a cristandade é ensinada na ausência de conhecimento. Os cristãos são ensinados a nunca fazer perguntas. As coisas simplesmente são assim e você deve aceitá-las como são. Os arcos-íris simplesmente estão lá, a grama simplesmente é verde e o Sol simplesmente nasce no leste e se põe no oeste. É assim que as coisas são. O conhecimento é poder e é por isso que os cristãos lutam contra ele tão arduamente.

Porém Albert Einstein disse “Sempre questione tudo.” As pessoas que não têm medo de usar suas mentes vêem o mundo de maneira diferente. Elas olham mais de perto o que elas vêem ao seu redor. E elas aprendem algumas coisas maravilhosas ao fazer isso, como o fato de que os arcos-íris estão lá devido à maneira como a luz do Sol refrata através das gotas de chuva. E o fato de que a grama é verde por causa da clorofila. E o fato de que o Sol nasce no leste e se põe no oeste devido à direção da rotação da Terra.

Penso que a religião cristã permite que seus seguidores se sintam superiores a todo mundo. Ela dá a eles um senso de auto-importância e alguma coisa em que ter esperança. Ela também lhes permite explicar tudo sem ter que se esforçar para isso.

Os antigos gregos inventaram os deuses para explicar por que haviam estações, de onde o relâmpago vem e por que os vulcões entram em erupção e assim por diante. O deus cristão serve ao mesmo propósito para muitos.

Mas os deuses não explicam realmente nada. Tudo o que eles fazem é levantar mais perguntas e deixar as perguntas originais sem resposta. Se você seguir o conselho de Einstein, os deuses só deixam você mais confuso que nunca.

Então é assim que foi para mim, freqüentar um sistema de escola pública no qual a maioria dos outros estudantes, e talvez os professores também, são contra mim e desejam que eu vá para o Inferno por causa de três palavrinhas – “Eu não acredito.”

Quando freqüentei pela primeira vez a Igreja do Livre-Pensamento do Norte do Texas, percebi que era a única adolescente e a criança mais velha. Então espero que talvez a minha experiência lhes dê alguma idéia e talvez alguma ajuda para aqueles de vocês que têm filhos que, mais cedo ou mais tarde, chegarão à minha idade. Porque, à medida que os anos passam, eles terão esse tipo de experiência também. E será porque vocês têm a coragem de ensiná-los a questionar o que eles não entendem e de se orgulharem de não crer.

Nunca duvide que essa é a coisa certa a se fazer!

Meus pais têm sempre me ensinado a crer em mim mesma e na minha própria habilidade de resolver as questões. Eles me mostraram como encontrar a força e me deram o apoio que precisei para defender o que penso, o meu direito de pensar e o meu direito como uma cidadã do maior país do mundo de acreditar no que parece ser o melhor para mim, não importa o que os outros digam.

Para Mãe e Pai: OBRIGADA por criarem a mim e ao meu irmão William num lar livre de deus! E obrigada também, Tim [Gorski M.D.], Deborah [Boak], Mike e Marilyn [Sullivan] por fundarem essa igreja. Ela faz com que eu me sinta muito melhor ao saber que a minha família e eu não somos as únicas pessoas que olham para as coisas um pouco mais de perto e fazem algumas perguntas a mais.

***

Apresentado na Cerimônia de Domingo, Agosto de 1996, na Igreja do Livre-Pensamento do Norte do Texas.

  • A publicação foi autorizada pelo autor do ensaio original.
  • O ensaio base original está disponível em http://church.freethought.org/9608.amanda.html
  • Traduzido por: Arnaldo Elias
  • Revisado por: Leo Vines
  • Traduções para o espanhol e sugestões para correções na tradução e na gramática são bem-vindas.